... É ir às compras, correr o parque de estacionamento todo, à chuva, à procura do carro branco, ficar com o coração a bater à velocidade da luz por não o encontrar... e perceber que hoje andei o dia todo no carro azul!!!
E é isto!
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
"Pá frente é que é caminho"
Há quem leve esta expressão muito a peito... e depois quando damos por elas/es é percorrer todos os caminhos nunca antes percorridos, como se fossem de facto um caminho.
Isto tudo porque eu vivo cheia de limites, a minha vida é uma folha quadriculada, onde grande parte das quadriculas não se tocam, têm uma linha comum, que sou eu, mas não se tocam, não é suposto, não nasceram para se misturarem.
E depois há pessoas que acham que é tudo caminho e siga, vão e agem como se tivessem freepass na nossa vida. Eu com os meus limites todos... não consigo lidar com pessoas nonsense, com pessoas sempreàbrir, com pessoas que não sabem onde parar, com pessoas que acham que somos todos muito amiguinhos, irmãozinhos e podemos partilhar tudo.
Eu não concordo, eu acho que há limites, muitos e em todo o lado.
Sem querer entrar em pormenores íntimos começa em casa, eu tenho limites com o meu senhor, há campos não caminháveis na vida um do outro... Mexer no telemóvel, no computador, invasões de wc... partilhamos muito, as contas (que demonstra a maior partilha de todas), os problemas, as coisas boas, o gato e as coisas menos boas, mas há momentos que não são de partilhar.
Há uns anos a falta de limites foi-me mostrada da forma mais chocante e cómica: estava eu num Centro de Estética e entra uma mulatinha que queria fazer solário... Pensei "ora aqui está uma pessoa que tem um sentido de humor em grande nível", mas em poucos segundos percebi que ela falava a sério, queria mesmo ficar mais morena. Ok, se eu gosto de me bronzear com o sol, ela está no seu direito e quem sou eu para condenar.
Muito bem, democracia é isto mesmo, os morenos que fiquem ainda mais morenos, que seja! Mas isto não teria nada de especial se a conversa ficasse por aqui, pois bem, não ficou, ela estava com um drama horrível... Queria fazer o belo do solário, mas queria ficar com a marca da cueca, que por acaso naquele dia (de vestido) nem trazia cuecas, coisa normal e habitual naquele ser.
...
...
Pensei eu: "OH NÃO, eu não estou aqui a ouvir isto e não me posso rir nem enojar, controla-te, controla-te".
Eis que se vira para uma conhecida que estava ali de saída e pergunta se esta não era menina para lhe emprestar as suas cuecas, assim só pelos 10 minutos do solário, para ficar com a marquinha.
A reacção da rapariga incluiu umas valentes asneiras (à mulher do norte): "Sua porca do c**** queres as minha cuecas com que eu andei o dia todo, sua filha da ****, não tens vergonha na cara". Ao que a outra responde, "Mas eu não tenho nojo!"
...
Não tem... mas devia ter.
Eu sou uma pessoa traumatizada com a falta de limites e penso sempre "Não tem nojo, mas devia ter, porque eu tenho!!!!".
Tenho nojo de partilhar copos, palhinhas ou garrafas, nojo de partilhar talheres, batons e por aí fora.
Por isso quando alguém, "ah e tal deixa-me só provar o teu jantar" ou "deixa-me ver como me fica o teu batom"... Eu entro em pânico, mas pânico grandeeeeeeee!!!
Os limites salivais para mim ficam no círculo mais pequeno do mundo, por isso agradeço as dádivas de baba que me tentam impingir por esse mundo fora, mas dispenso, guardem-nas para vocês. ;)
Mas há outros limites, os de entrar pela nossa vida a dentro e zás, é tudo deles, ele é mandar bitaites, é dizer que a cor da blusa é feia, mas vai daí e compram uma igual, é dizer que deviamos ser assim e assado, ele é apontar defeitos, ele é mandar postas de pescada... estragada (se fosse da nº5 fresquinha ainda era bem vinda), ele é sempreábrir...
E é isto, não gosto, que pensem que isto é tudo caminho, gosto que me respeitem a bolha actimel, tanto a do meu espaço físico (o limite do toque fica para uma próxima vez), como do meu espaço intelectual, familiar e social.
Limites, muitos limites. A vida faz-se de saber onde parar, não queiram "pular a cerca".
Isto tudo porque eu vivo cheia de limites, a minha vida é uma folha quadriculada, onde grande parte das quadriculas não se tocam, têm uma linha comum, que sou eu, mas não se tocam, não é suposto, não nasceram para se misturarem.
E depois há pessoas que acham que é tudo caminho e siga, vão e agem como se tivessem freepass na nossa vida. Eu com os meus limites todos... não consigo lidar com pessoas nonsense, com pessoas sempreàbrir, com pessoas que não sabem onde parar, com pessoas que acham que somos todos muito amiguinhos, irmãozinhos e podemos partilhar tudo.
Eu não concordo, eu acho que há limites, muitos e em todo o lado.
Sem querer entrar em pormenores íntimos começa em casa, eu tenho limites com o meu senhor, há campos não caminháveis na vida um do outro... Mexer no telemóvel, no computador, invasões de wc... partilhamos muito, as contas (que demonstra a maior partilha de todas), os problemas, as coisas boas, o gato e as coisas menos boas, mas há momentos que não são de partilhar.
Há uns anos a falta de limites foi-me mostrada da forma mais chocante e cómica: estava eu num Centro de Estética e entra uma mulatinha que queria fazer solário... Pensei "ora aqui está uma pessoa que tem um sentido de humor em grande nível", mas em poucos segundos percebi que ela falava a sério, queria mesmo ficar mais morena. Ok, se eu gosto de me bronzear com o sol, ela está no seu direito e quem sou eu para condenar.
Muito bem, democracia é isto mesmo, os morenos que fiquem ainda mais morenos, que seja! Mas isto não teria nada de especial se a conversa ficasse por aqui, pois bem, não ficou, ela estava com um drama horrível... Queria fazer o belo do solário, mas queria ficar com a marca da cueca, que por acaso naquele dia (de vestido) nem trazia cuecas, coisa normal e habitual naquele ser.
...
...
Pensei eu: "OH NÃO, eu não estou aqui a ouvir isto e não me posso rir nem enojar, controla-te, controla-te".
Eis que se vira para uma conhecida que estava ali de saída e pergunta se esta não era menina para lhe emprestar as suas cuecas, assim só pelos 10 minutos do solário, para ficar com a marquinha.
A reacção da rapariga incluiu umas valentes asneiras (à mulher do norte): "Sua porca do c**** queres as minha cuecas com que eu andei o dia todo, sua filha da ****, não tens vergonha na cara". Ao que a outra responde, "Mas eu não tenho nojo!"
...
Não tem... mas devia ter.
Eu sou uma pessoa traumatizada com a falta de limites e penso sempre "Não tem nojo, mas devia ter, porque eu tenho!!!!".
Tenho nojo de partilhar copos, palhinhas ou garrafas, nojo de partilhar talheres, batons e por aí fora.
Por isso quando alguém, "ah e tal deixa-me só provar o teu jantar" ou "deixa-me ver como me fica o teu batom"... Eu entro em pânico, mas pânico grandeeeeeeee!!!
Os limites salivais para mim ficam no círculo mais pequeno do mundo, por isso agradeço as dádivas de baba que me tentam impingir por esse mundo fora, mas dispenso, guardem-nas para vocês. ;)
Mas há outros limites, os de entrar pela nossa vida a dentro e zás, é tudo deles, ele é mandar bitaites, é dizer que a cor da blusa é feia, mas vai daí e compram uma igual, é dizer que deviamos ser assim e assado, ele é apontar defeitos, ele é mandar postas de pescada... estragada (se fosse da nº5 fresquinha ainda era bem vinda), ele é sempreábrir...
E é isto, não gosto, que pensem que isto é tudo caminho, gosto que me respeitem a bolha actimel, tanto a do meu espaço físico (o limite do toque fica para uma próxima vez), como do meu espaço intelectual, familiar e social.
Limites, muitos limites. A vida faz-se de saber onde parar, não queiram "pular a cerca".
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
Fever
Esta "vaca" achou que eu andava muito bem de saúde há muito tempo, por isso decidiu instalar-se neste belo esqueleto.
Não tenho sintomas de nada, só mesmo febre... Um calor nas bochechas que mais pareço um alemão bêbado e queimado do frio! Mas um frio desgraçado, dores nas articulações e o mal estar da dita.
Sou uma florzinha e fico a morrer à mínima coisa!
Parte boa: eram 5h da tarde e estava eu enrolada no meu sofá... Parte má: amanhã trabalho o dobro que me lixo... Já para não falar que odeio estar doente e doerem- me os dedos ao escrever!
Amanhã eu não a deixo ir trabalhar comigo... Vaca!
Não tenho sintomas de nada, só mesmo febre... Um calor nas bochechas que mais pareço um alemão bêbado e queimado do frio! Mas um frio desgraçado, dores nas articulações e o mal estar da dita.
Sou uma florzinha e fico a morrer à mínima coisa!
Parte boa: eram 5h da tarde e estava eu enrolada no meu sofá... Parte má: amanhã trabalho o dobro que me lixo... Já para não falar que odeio estar doente e doerem- me os dedos ao escrever!
Amanhã eu não a deixo ir trabalhar comigo... Vaca!
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
O frio é psicológico
Sempre que oiço a frase "o frio é psicológico" fico com tal ira que me apetece esbofetear alguém com um molho de urtigas nas bochechas.
O frio, a dor, o calor (já para não continuar a lista infindável de coisas que acho que sentimos que não estão associadas apenas ao pensamento) não me lixem, mas não são psicológicos.
Eu sinto frio por tudo e por nada, eu tenho frio em Agosto quando vou à secção dos congelados, eu nunca saio de casa sem "um casaquinho de malha" no Verão, eu não transpiro em bica, eu não sofro de afrontamentos, não tenho o buço a reluzir aos 25 graus, nem tão pouco a auréola do suor no sovaco aos 30 graus.
O meu corpo reage muito bem ao calor, mas já no frio a coisa não corre tão bem... Eu estou sempre cheia de frio, visto às três camisolas, cachecol, casaco quente e ainda (última aquisição) botas de pelo integral por dentro. Sim, os meus pés parecem dois icebergs por isso comprei umas botas todas elas em pelucia por dentro, o paraíso do calçado... huuuummmm, resultado: chego a casa tiro as botas e os pés estão GELADOS!
Não aqueço com facilidade, não gosto do frio e sofro com o mesmo, sou assim, sempre fui, talvez seja falta de massa muscular ou de banhas... não sei, só sei que tenho frio e as mãos e os pés gelados e quando me dizem que é psicológico... sinto-me a virar serial killer.
O frio, a dor, o calor (já para não continuar a lista infindável de coisas que acho que sentimos que não estão associadas apenas ao pensamento) não me lixem, mas não são psicológicos.
Eu sinto frio por tudo e por nada, eu tenho frio em Agosto quando vou à secção dos congelados, eu nunca saio de casa sem "um casaquinho de malha" no Verão, eu não transpiro em bica, eu não sofro de afrontamentos, não tenho o buço a reluzir aos 25 graus, nem tão pouco a auréola do suor no sovaco aos 30 graus.
O meu corpo reage muito bem ao calor, mas já no frio a coisa não corre tão bem... Eu estou sempre cheia de frio, visto às três camisolas, cachecol, casaco quente e ainda (última aquisição) botas de pelo integral por dentro. Sim, os meus pés parecem dois icebergs por isso comprei umas botas todas elas em pelucia por dentro, o paraíso do calçado... huuuummmm, resultado: chego a casa tiro as botas e os pés estão GELADOS!
Não aqueço com facilidade, não gosto do frio e sofro com o mesmo, sou assim, sempre fui, talvez seja falta de massa muscular ou de banhas... não sei, só sei que tenho frio e as mãos e os pés gelados e quando me dizem que é psicológico... sinto-me a virar serial killer.
sábado, 19 de janeiro de 2013
Com amigas assim...
... a vida tem outro sabor! Ainda o blog tinha apenas um dia de vida e uma amiga fez-me este presente!
A saloia que escreve tem um ar muito menos rural, mas adorei a imagem.
sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
O nome
Pois bem, toda a gente conhece a expressão "esperteza saloia" que não é o melhor dos elogios, é sim uma espécie de chico-espertismo, comum ao belo do tuga e pelos visto aos saloios em particular. É algo de manhoso, de matreiro. Eu saloia de gema, acho piada à expressão.
Mas agora moro mais acima, a Norte e aqui há os "finos" ao contrário da expressão anterior estes não são tão trapaceiros, mas são espertinhos. Daí o trocadilho, misturar o norte com o sul.
Confesso que me tenho em boa conta a nível de esperteza, e a fineza, bem a de tamanho é a que se vê (nada de muito largo), a fineza de chiqueza... essa não está cá, mas a fineza do sarcasmo, de conseguir os mais variados apontamentos com a mais variada pinta (habituem-se à modéstia) está cá, daí o nome!
O blog surge para eu desabafar, escrever os meus devaneios, as minhas filosofias (e consigo elaborar teorias sobre quase tudo o que existe) e para um dia quando for velhinha eu ter o meu diário de bordo (e ver o quão parvalhona eu era).
Enjoy... it (me).
Saloia
Mas agora moro mais acima, a Norte e aqui há os "finos" ao contrário da expressão anterior estes não são tão trapaceiros, mas são espertinhos. Daí o trocadilho, misturar o norte com o sul.
Confesso que me tenho em boa conta a nível de esperteza, e a fineza, bem a de tamanho é a que se vê (nada de muito largo), a fineza de chiqueza... essa não está cá, mas a fineza do sarcasmo, de conseguir os mais variados apontamentos com a mais variada pinta (habituem-se à modéstia) está cá, daí o nome!
O blog surge para eu desabafar, escrever os meus devaneios, as minhas filosofias (e consigo elaborar teorias sobre quase tudo o que existe) e para um dia quando for velhinha eu ter o meu diário de bordo (e ver o quão parvalhona eu era).
Enjoy... it (me).
Saloia
quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
Era uma vez uma Saloia no Norte
Uma Saloia. Uma Saloia a viver a Norte. Um humor sarcástico, outros dias de cão. Uma visão única do mundo (porque somos todos únicos). Uma apetência especial para a estupidez. Uma grande tendência para atrair o hilariante. Uma vontade de escrever grande.
De tudo isto nasce este blog, para colocar por escrito o que me vai na alma (vai muita coisa), falar sobre o que gosto, o que penso, o que me apetece, basicamente tudo.
Hei-de explicar a escolha do nome! ;) (não não sou chique, nem tão pouco tenho sangue azul, não uso Chanel)
De tudo isto nasce este blog, para colocar por escrito o que me vai na alma (vai muita coisa), falar sobre o que gosto, o que penso, o que me apetece, basicamente tudo.
Hei-de explicar a escolha do nome! ;) (não não sou chique, nem tão pouco tenho sangue azul, não uso Chanel)
Subscrever:
Mensagens (Atom)