É isto que os meus vizinhos pensam ao me ter visto hoje de manhã, voltar a casa, já meia despenteada para ir buscar o protector solar factor 50 quando eu até sou bastante morena.
Mas tudo tem uma explicação... uma pessoa para se livrar do bigode de machoman recorre a coisas modernas e o pouco e fraco sol de hoje pode ser do demónio e vai de botar factor 50 como se estivesse a hidratar um cu de bebé...
sexta-feira, 15 de março de 2013
quinta-feira, 7 de março de 2013
O gato
O meu gato bate mal...
Mas é lindo e eu adoro-o, mas bate mal.
Ontem quando cheguei a casa, era comedouro, bebedouro e respectivo tapete onde assentam, tudo virado ao contrário, um rebuliço enorme por aquele chão da cozinha.
E ele miau, miau, miau... Nem comida nem água e um desespero que só ele.
Abasteci-lhe o kit salva-vidas e fui para a casa de banho, depois de ele encher o bandulho, vai de miar em estéreo, quase à uma da manhã, tipo gato com cio (mas ele é castrado), como percebemos que estava carente, anda lá dormir na cama grande.
Para além de ter o dom de adormecer sempre em cima de mim (há mais gente lá em casa, mas ele quer é dormir em cima de mim), não pára, muda das pernas, para as costas, dentro do edredon, fora do edredon, ainda se certifica que estou a dormir e vai de me dar chapadões na cara, bem uma animação...
Resultado de ontem, e de todas as noites em que acho que tenho um gato normal que pode dormir com as pessoas: acabo por acordar de madrugada e ter que o meter na sala.
Durmo mal, acabo por me chatear, mas caio todas as semanas neste erro.
Ele bate mal e a dona é burra!!
Mas é lindo e eu adoro-o, mas bate mal.
Ontem quando cheguei a casa, era comedouro, bebedouro e respectivo tapete onde assentam, tudo virado ao contrário, um rebuliço enorme por aquele chão da cozinha.
E ele miau, miau, miau... Nem comida nem água e um desespero que só ele.
Abasteci-lhe o kit salva-vidas e fui para a casa de banho, depois de ele encher o bandulho, vai de miar em estéreo, quase à uma da manhã, tipo gato com cio (mas ele é castrado), como percebemos que estava carente, anda lá dormir na cama grande.
Para além de ter o dom de adormecer sempre em cima de mim (há mais gente lá em casa, mas ele quer é dormir em cima de mim), não pára, muda das pernas, para as costas, dentro do edredon, fora do edredon, ainda se certifica que estou a dormir e vai de me dar chapadões na cara, bem uma animação...
Resultado de ontem, e de todas as noites em que acho que tenho um gato normal que pode dormir com as pessoas: acabo por acordar de madrugada e ter que o meter na sala.
Durmo mal, acabo por me chatear, mas caio todas as semanas neste erro.
Ele bate mal e a dona é burra!!
terça-feira, 5 de março de 2013
Escrever
Passo os meus dias a escrever e começo a não ter tempo para escrever para o blog... cómico.
Normalmente na minha cabeça a informação circula à velocidade da luz, as teorias sobre tudo e qualquer coisa são uma constante, a mania que tenho alguma piada, também cá mora.
Mas hoje deparei-me com uma situação que me incomodou, não gosto de chacota pública ainda para mais se entrar no meu terreno, visto a camisola e defendo com unhas e dentes aquilo que a meu ver merece, sejam amigos, família, valores, opiniões ou o local onde trabalho...
Por isso, à falta de outros meios (umas bofetadas nunca mataram ninguém) e à falta de ter violência em mim para as concretizar, utilizei as palavras para esclarecer umas coisas, para humanizar a coisa, porque não se pode tomar o todo pela parte e concordo que haja defeitos a apontar, mas daí a descredibilizar um conjunto de coisas só porque não se gosta de fulano de tal... não concordo.
Então fiz-me à guerra com a melhor arma que tenho, a das palavras e recebi um telefonema a dizer: "Saloia, até me emocionaste"!
Quando escrevo não pretendo emocionar, mas pretendo chegar a algum lado, que me leiam, entendam, que se envolvam, que concordem ou que discordem, mas que não passem os olhos e seja indiferente, é por isso que escrevo, é por isso que vale a pena escrever... ;)
Normalmente na minha cabeça a informação circula à velocidade da luz, as teorias sobre tudo e qualquer coisa são uma constante, a mania que tenho alguma piada, também cá mora.
Mas hoje deparei-me com uma situação que me incomodou, não gosto de chacota pública ainda para mais se entrar no meu terreno, visto a camisola e defendo com unhas e dentes aquilo que a meu ver merece, sejam amigos, família, valores, opiniões ou o local onde trabalho...
Por isso, à falta de outros meios (umas bofetadas nunca mataram ninguém) e à falta de ter violência em mim para as concretizar, utilizei as palavras para esclarecer umas coisas, para humanizar a coisa, porque não se pode tomar o todo pela parte e concordo que haja defeitos a apontar, mas daí a descredibilizar um conjunto de coisas só porque não se gosta de fulano de tal... não concordo.
Então fiz-me à guerra com a melhor arma que tenho, a das palavras e recebi um telefonema a dizer: "Saloia, até me emocionaste"!
Quando escrevo não pretendo emocionar, mas pretendo chegar a algum lado, que me leiam, entendam, que se envolvam, que concordem ou que discordem, mas que não passem os olhos e seja indiferente, é por isso que escrevo, é por isso que vale a pena escrever... ;)
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
Sleek Makeup
Confissões de uma mulher fashionista:
Tenho seguido a marca Sleek Makeup, e pelos preços convidativos e pelas cores vibrantes andava em pulgas por me colocar à frente dos tester's e navegar até não ter pele por pintar nas mãos... Têm um site espectacular, mas comprar maquilhagem online pode correr mal. Por isso toda contente e em pulgas entrei numa Sephora e a Sleek estava mal representada, com pouquíssima coisa e dessas coisas 2 terços em falta, com uns míseros exemplares do vasto leque que vendem, num canto manhoso, ali de esquina como se nem valesse a pena tê-la ali.
Fiquei triste, porque para comprar L'oreal vou ao Continente que vende bem mais barato...
Vinguei-me na Kiko, que tem uns batons lindos e uns lápis de olhos a um euro e meio...
Tenho seguido a marca Sleek Makeup, e pelos preços convidativos e pelas cores vibrantes andava em pulgas por me colocar à frente dos tester's e navegar até não ter pele por pintar nas mãos... Têm um site espectacular, mas comprar maquilhagem online pode correr mal. Por isso toda contente e em pulgas entrei numa Sephora e a Sleek estava mal representada, com pouquíssima coisa e dessas coisas 2 terços em falta, com uns míseros exemplares do vasto leque que vendem, num canto manhoso, ali de esquina como se nem valesse a pena tê-la ali.
Fiquei triste, porque para comprar L'oreal vou ao Continente que vende bem mais barato...
Vinguei-me na Kiko, que tem uns batons lindos e uns lápis de olhos a um euro e meio...
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
O mistério
O mistério da moça que é amada... ou o mistério da lata de spray que não acaba nunca...
Passo a explicar, aqui na minha zona de actuação, numa estrada nacional, que tem uns 10 quilómetros, tem nos dois sentidos escrito umas valentes vezes em tudo o que é muro, paragem de autocarro e placa de terra escrito: "Amo-te Diana".
Eu gostava de saber quem é a Diana, para lhe dizer que ela é amada e isso nos dias que correm é coisa rara, mais rara se for escrita a vermelho, com vontade, a cruzar um concelho inteiro.
O rapaz, esse, é corajoso, ou ir a pé aquela distância, ou parar as 23 mil e quinhentas vezes para escrever num e noutro lado da estrada... Mais corajoso por amar e por partilhar esse amor com o mundo, não só com a Diana.
Ela tem sorte (ou não, que ele pode ser uma abécula com pernas, não sei, não sabemos, nem importa) o que importa é que é amada e sem segredos, "pega lá Diana, sempre que fores e vieres vais ler umas milhentas vezes o quanto eu te amo... tu e todas as pessoas que têm que circular nesta estrada".
A parte boa: é saber que existem latas de spray imortais.
A parte má: tenho esta frase tão entranhada na minha placa gráfica que quando voltar a dizer Amo-te, vai sair com Diana no final...
Passo a explicar, aqui na minha zona de actuação, numa estrada nacional, que tem uns 10 quilómetros, tem nos dois sentidos escrito umas valentes vezes em tudo o que é muro, paragem de autocarro e placa de terra escrito: "Amo-te Diana".
Eu gostava de saber quem é a Diana, para lhe dizer que ela é amada e isso nos dias que correm é coisa rara, mais rara se for escrita a vermelho, com vontade, a cruzar um concelho inteiro.
O rapaz, esse, é corajoso, ou ir a pé aquela distância, ou parar as 23 mil e quinhentas vezes para escrever num e noutro lado da estrada... Mais corajoso por amar e por partilhar esse amor com o mundo, não só com a Diana.
Ela tem sorte (ou não, que ele pode ser uma abécula com pernas, não sei, não sabemos, nem importa) o que importa é que é amada e sem segredos, "pega lá Diana, sempre que fores e vieres vais ler umas milhentas vezes o quanto eu te amo... tu e todas as pessoas que têm que circular nesta estrada".
A parte boa: é saber que existem latas de spray imortais.
A parte má: tenho esta frase tão entranhada na minha placa gráfica que quando voltar a dizer Amo-te, vai sair com Diana no final...
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
Óleos para o cabelo
Não entendo! Eu sou do tempo em que ter "gredura" na gadelha não tinha nada de bom!
Ele há com cada moda mais parva...
Ele há com cada moda mais parva...
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
Ai...
Que nem tempo tenho para escrever as parvoíces que me vão na alma!
Mas hoje fui ao chinês e meteram-se lá na conversa em chinoca e fiquei sozinha a pagar... A minha amiga teve que abandonar antes de desatar a rir-se na cara dos senhores!
Aposto que estavam a fofocar sobre nós em estrangeiro...
Mas hoje fui ao chinês e meteram-se lá na conversa em chinoca e fiquei sozinha a pagar... A minha amiga teve que abandonar antes de desatar a rir-se na cara dos senhores!
Aposto que estavam a fofocar sobre nós em estrangeiro...
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
O Amor
O amor esmorece… é como uma flor que murcha. Anos passados,
a coisa arrefece, mas é suposto arrefecer? Diz que o amor toma o lugar da
paixão. Mas e a paixão não devia durar sempre?
O Fernando Alvim explica isto muito bem e eu gosto:
“Ouçam, a paixão não faz fretes,
ninguém quando está apaixonado liga para a outra pessoa porque tem que ser. Na
paixão não tem que ser, é. Já o amor é o que se sabe, uma folha de cálculo,
organizadinho, com a camisa aos quadradinhos, risquinho ao meio no cabelo, um
exemplo para a família, bravo, bravo! Pois a paixão também o pode ser. E está
na altura de não a subestimarmos mais. Alguém que diga que está apaixonado por
outra, não pode ser tratado como se fosse um amante. A paixão pode também nunca
morrer, pode ser para sempre, sem precisar dessa coisa do amor. A paixão é
independente, é música alternativa. O amor é hit parade, é sucesso na rádio
cidade. O amor dificilmente viverá sem a paixão e não me venham dizer que o
contrário também é verdade, porque pode muito bem ser e daria cabo de toda esta
minha tese que conclui precisamente agora”.
Depois há os sinais que a coisa
não vai bem, onde o máximo contacto físico se resume a um selinho, um chocho,
um mero beijo mecânico para cumprir calendário, “Olá bom dia, até logo, olá boa
noite, voltei, dorme bem”.
Se o fogo-de-artifício apaga?
Pode apagar, mas não devia, está errado e quando apaga… apaga tudo.
Relativamente ao beijo o Alvim
também tem uma visão deliciosa:
“O amor não pode ser celebrado
com um chocho. O amor tem que ter língua. E esta deve ser usada, que é para
isso que ela serve.
O problema do amor é ter deixado a língua cá
dentro. De a ter retraído com o passar do tempo. De a ter cativa na sua boca. O
amor, esse que nos encosta à parede e nos apressa os compassos cardiovasculares
e nos tira a roupa e nos desmancha a cama e nos faz não atender o telefone –
porque é que nos ligam sempre a estas horas? –, esse amor de que agora falo,
que nos faz sentir vontade de chegarmos a casa mais cedo e mandarmos uma SMS a
dizer que estamos inquietos no trabalho só de pensar que daqui a pouco
estaremos juntos – e vamos estar juntos – e telefonar só para ouvir a voz do
outro, e mandar uma tosta mista para o emprego dela com um papel a dizer “Toma,
é para ti!”, esse amor precisa de língua! E, por isso mesmo, nunca se poderá
celebrar com um chochinho!”
(Ambos os textos no livro “Não
és tu, Sou eu”)
Mas não acredito que haja alguém que viva bem com tanta secura e não falo de sexo, porque o que faz
falta não é o acto em si é tudo aquilo que no início levava ao mesmo.
E isto pode ser o princípio do
fim, o amor sem paixão e o beijo sem língua!
“Watch out” porque o amor é como
a relva…
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
"Toda Queimada do Ananás"
Esta é uma expressão de eleição para definir actos ou ditos típicos de quem não está bem. Seja um mero esquecimento, seja um "mega fail", eu costumo dizer que estou "toda queimada do ananás", leia-se cérebro onde diz ananás e a coisa já faz algum sentido.
E são várias as provas que o meu ananás está queimado, vou retratando aqui algumas. Mas a de hoje foi:
- Estar a tv do escritório no VH1 começa a dar o Gangnam Style, salto da cadeira, a S. salta a seguir e vai de dançar estupidamente bem a coreografia...
E se entrasse alguém? Perguntam vocês...
Não entrou por isso não vale a pena pensar nisso! :P
E são várias as provas que o meu ananás está queimado, vou retratando aqui algumas. Mas a de hoje foi:
- Estar a tv do escritório no VH1 começa a dar o Gangnam Style, salto da cadeira, a S. salta a seguir e vai de dançar estupidamente bem a coreografia...
E se entrasse alguém? Perguntam vocês...
Não entrou por isso não vale a pena pensar nisso! :P
domingo, 10 de fevereiro de 2013
Carnaval
Já disse que não gosto do Carnaval?
Ok, pronto.
Ontem numa festa entra uma rapariga e nós, "olha aquela vem de puta"...
Vinha mesmo mas não era máscara... era só coiso... bom gosto... de uma classe com aquele coxame todo à mostra numa saia que mal tapava a nádega e a collant com opaco e transparente, sendo que o transparente estava inversamente a mostrar o que devia tapar...
Aiiii, o Carnaval!!!
Ok, pronto.
Ontem numa festa entra uma rapariga e nós, "olha aquela vem de puta"...
Vinha mesmo mas não era máscara... era só coiso... bom gosto... de uma classe com aquele coxame todo à mostra numa saia que mal tapava a nádega e a collant com opaco e transparente, sendo que o transparente estava inversamente a mostrar o que devia tapar...
Aiiii, o Carnaval!!!
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013
Humor cão
Hoje estou com um humor tão cão que desconfio que quando me remeto ao silêncio ele ladra (o silêncio, não sou eu).
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
Ventos de Mudança...
Nem sempre temos controlo sobre a nossa vida e quando percebemos que queriamos fazer algo, mas estamos de pés e mãos atadas é a maior das frustrações.
Eu considero-me dinâmica, querem ver-me morrer aos poucos, é dar-me uma rotina, sempre igual, sempre com o mesmo desfecho, sempre com os mesmos passos, como se fosse um robô. Às vezes procuro a rotina, em coisas básicas, acordo e até sair de casa a rotina é sempre a mesma, não a posso mudar, gosto dela, gosto do resultado dela, de sair arranjadinha, sem ser hiper-chique, ser acima de tudo prática e bem parecida, isso agrada-me e essa rotina, como outras eu não mudo.
Mas há rotinas que me secam por dentro.
O ano passado alterei algumas coisas na minha vida, acho que à falta de mudar aquilo que realmente queria, vou mudando o que rodeia...
Depois de ter passado um Verão bem aproveitado de praia, noitadas e muita risada com amigas, eis que me senti novamente a morrer... Aí, peguei e cortei o cabelo que estava a meio das costas pelo nível dos ombros. Há uns 10 anos que não cortava o cabelo assim, em modo louco.
A minha amiga V. disse-me uma vez que mudanças destas fazem-se quando se quer mudar algo na vida. Na mosca.
Mas mudar o quê?
Será que sei o que quero mudar?
Se calhar sei, mas não tenho coragem.
Se calhar nem é nada disso, é só mudar aquilo que não corre bem e que não consigo controlar.
Mas e se... isto e aquilo fossem diferente... Será que estava aqui e agora? Pois, nunca hei-de saber.
Por outro lado os meus acessos de arriscar já me custaram caro, por isso puxo-me para terra, prendo-me à tomada e tento não voar, para não me espetar outra vez.
Mas apetece-me mudar, muito, qualquer coisa...
Vou começar pela decoração da sala!! ;)
Eu considero-me dinâmica, querem ver-me morrer aos poucos, é dar-me uma rotina, sempre igual, sempre com o mesmo desfecho, sempre com os mesmos passos, como se fosse um robô. Às vezes procuro a rotina, em coisas básicas, acordo e até sair de casa a rotina é sempre a mesma, não a posso mudar, gosto dela, gosto do resultado dela, de sair arranjadinha, sem ser hiper-chique, ser acima de tudo prática e bem parecida, isso agrada-me e essa rotina, como outras eu não mudo.
Mas há rotinas que me secam por dentro.
O ano passado alterei algumas coisas na minha vida, acho que à falta de mudar aquilo que realmente queria, vou mudando o que rodeia...
Depois de ter passado um Verão bem aproveitado de praia, noitadas e muita risada com amigas, eis que me senti novamente a morrer... Aí, peguei e cortei o cabelo que estava a meio das costas pelo nível dos ombros. Há uns 10 anos que não cortava o cabelo assim, em modo louco.
A minha amiga V. disse-me uma vez que mudanças destas fazem-se quando se quer mudar algo na vida. Na mosca.
Mas mudar o quê?
Será que sei o que quero mudar?
Se calhar sei, mas não tenho coragem.
Se calhar nem é nada disso, é só mudar aquilo que não corre bem e que não consigo controlar.
Mas e se... isto e aquilo fossem diferente... Será que estava aqui e agora? Pois, nunca hei-de saber.
Por outro lado os meus acessos de arriscar já me custaram caro, por isso puxo-me para terra, prendo-me à tomada e tento não voar, para não me espetar outra vez.
Mas apetece-me mudar, muito, qualquer coisa...
Vou começar pela decoração da sala!! ;)
Desconfio que o meu gato é socialista...
Antes de mais a minha história de amor (com o gato) começou num dia muito mau, vinha eu de uma reunião com o advogado, tinha tomado a consciência que nada mais havia a fazer por determinado assunto, a não ser a via judicial e com todas as consequências que poderia trazer, e que hoje ainda traz muita noite mal dormida, mas eu cá encaro tudo com optimismo e luto para que se resolva, sem nunca enterrar a cabeça na areia...
Voltando ao meu bichinho, vinha eu triste como a noite, de olhos lacrimejantes com a minha amiga S.S. quando vemos um cão ladrar para o passeio e pensámos, o canídeo deve ter comido uma plantação de Cannabis e está maluco, mas que mal lhe fez o passeio? E eu para me distrair daquela nuvem negra que me seguia naquele dia, fui espreitar, eis que vejo um gatinho bebé, minúsculo, indefeso, assustado e arrepiado. Não pensei duas vezes enxotei o cão (e depois percebi que tinha dono e que estava a apreciar a festa todo contente, ficou de tal forma envergonhado pelo comportamento que andou a espalhar a história que quando se apercebeu até ia salvar o gato, mas eu cheguei primeiro. É!! Eu sempre corri de caraças, parecia uma flecha, não dei hipótese ao anormal).
Qual super-mulher que mete as cuecas por cima das calças qual quê, vai de tirar o casaco e a perseguir o bichinho que ainda me bufou duas vezes e correu assim uns 50 centímetros, vá, na loucura. Apanho-o, percebo logo que temos ali um problema de odor, logo eu que adoro cheirinhos bons. Levo-o para o estaminé, onde estava a minha amiga L., damos-lhe banho, ele de tão assustado nem reage. Ligo para o meu senhor, de lágrima no olho emocionada pela vida daquela coisinha tão riquinha depender de mim e digo-lhe que tinha salvo um gato e pergunto: "E agora?" Responde ele: "Agora? Agora trá-lo para casa". (homens que gostam de gatos são para preservar)
E assim foi, fui às compras e montei logo o kit todo, incluindo o spray para as pulgas, a partir daí foi sempre a gostar cada vez mais dele, apesar de todas as patominices que ele apronta é um amor incondicional.
É lindo e brincalhão (as aventuras ficam para uma próxima vez) e é fiel, ao contrário do que dizem dos gatos, se eu estiver doente é vê-lo a não sair de cima de mim, se eu estiver na cozinha ele vem para a cozinha, se eu for para a sala ele vai para a sala, é de uma riqueza enorme. Mas pouco dado a mimos, gosta, mas moderadamente, gosta mais de correr, fugir, fazer parcour e morder-nos.
É claro que ter um gato implica ter pêlo em casa, e ele tem um pêlo assim farto, de uns 5 a 6 cm, e que se espalha pelo sofá, tapetes, chão, etc.
E é aqui que entra o socialismo dele, eu tento escová-lo e ele odeia, fica nervoso, mau, inquieto e eu acabo sempre com os braços dignos de um belo malhanço no meio das silvas...
Em ano de eleições acho que já percebi o problema, a escova dele é do PSD (é o que dá lidar com campanhas políticas, oferecem objectos assim um bocado para o parvos e eu aproveitei para o gato), e ele não gosta, não deve gostar do Passos Coelho, nem do Relvas, nem do Governo actual, nem de nada que tenha a ver com aqueles caramelos.
Acho que é isso, aguardo então um comício do PS e da CDU para me oferecerem uma escova de outro quadrante político e perceber se é esse o problema.
Vai na volta não gosta é mesmo de ser escovado, mas eu acho que é uma questão política...
Voltando ao meu bichinho, vinha eu triste como a noite, de olhos lacrimejantes com a minha amiga S.S. quando vemos um cão ladrar para o passeio e pensámos, o canídeo deve ter comido uma plantação de Cannabis e está maluco, mas que mal lhe fez o passeio? E eu para me distrair daquela nuvem negra que me seguia naquele dia, fui espreitar, eis que vejo um gatinho bebé, minúsculo, indefeso, assustado e arrepiado. Não pensei duas vezes enxotei o cão (e depois percebi que tinha dono e que estava a apreciar a festa todo contente, ficou de tal forma envergonhado pelo comportamento que andou a espalhar a história que quando se apercebeu até ia salvar o gato, mas eu cheguei primeiro. É!! Eu sempre corri de caraças, parecia uma flecha, não dei hipótese ao anormal).
Qual super-mulher que mete as cuecas por cima das calças qual quê, vai de tirar o casaco e a perseguir o bichinho que ainda me bufou duas vezes e correu assim uns 50 centímetros, vá, na loucura. Apanho-o, percebo logo que temos ali um problema de odor, logo eu que adoro cheirinhos bons. Levo-o para o estaminé, onde estava a minha amiga L., damos-lhe banho, ele de tão assustado nem reage. Ligo para o meu senhor, de lágrima no olho emocionada pela vida daquela coisinha tão riquinha depender de mim e digo-lhe que tinha salvo um gato e pergunto: "E agora?" Responde ele: "Agora? Agora trá-lo para casa". (homens que gostam de gatos são para preservar)
E assim foi, fui às compras e montei logo o kit todo, incluindo o spray para as pulgas, a partir daí foi sempre a gostar cada vez mais dele, apesar de todas as patominices que ele apronta é um amor incondicional.
É lindo e brincalhão (as aventuras ficam para uma próxima vez) e é fiel, ao contrário do que dizem dos gatos, se eu estiver doente é vê-lo a não sair de cima de mim, se eu estiver na cozinha ele vem para a cozinha, se eu for para a sala ele vai para a sala, é de uma riqueza enorme. Mas pouco dado a mimos, gosta, mas moderadamente, gosta mais de correr, fugir, fazer parcour e morder-nos.
É claro que ter um gato implica ter pêlo em casa, e ele tem um pêlo assim farto, de uns 5 a 6 cm, e que se espalha pelo sofá, tapetes, chão, etc.
E é aqui que entra o socialismo dele, eu tento escová-lo e ele odeia, fica nervoso, mau, inquieto e eu acabo sempre com os braços dignos de um belo malhanço no meio das silvas...
Em ano de eleições acho que já percebi o problema, a escova dele é do PSD (é o que dá lidar com campanhas políticas, oferecem objectos assim um bocado para o parvos e eu aproveitei para o gato), e ele não gosta, não deve gostar do Passos Coelho, nem do Relvas, nem do Governo actual, nem de nada que tenha a ver com aqueles caramelos.
Acho que é isso, aguardo então um comício do PS e da CDU para me oferecerem uma escova de outro quadrante político e perceber se é esse o problema.
Vai na volta não gosta é mesmo de ser escovado, mas eu acho que é uma questão política...
Redundâncias
"Convido-a para estar presente às 15 horas da tarde"
A sério? É que podiam ser 15 horas da madrugada, uma vez que há dias com buédahoras!
A sério? É que podiam ser 15 horas da madrugada, uma vez que há dias com buédahoras!
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
Língua portuguesa... a matreira!
"Então não vais não sei onde? Hoje há lá festa, não vais tirar fotos e trabalhar e coiso"?
Respondo eu: "Eu não faço festas!"
...
...
...
Cheira-me que fui tão mal interpretada...
Respondo eu: "Eu não faço festas!"
...
...
...
Cheira-me que fui tão mal interpretada...
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
Bloglovin
E pronto ando aqui a aderir a modernices, vamos lá ver se acerto...
<a href="http://www.bloglovin.com/blog/4735867/?claim=xj75d6rf9hv">Follow my blog with Bloglovin</a>
O Bloglovin é um site e aplicação (android e iphone) que permite seguir os blogues preferidos. Eu cá gostei, é clean, arrumado e fácil de usar. Acho o google reader assim meio grosseiro.
Por isso instalei a aplicação no telefone e vou mantendo-me atenta.
A Saloia também já está no Bloglovin é só pesquisar.
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O Bloglovin é um site e aplicação (android e iphone) que permite seguir os blogues preferidos. Eu cá gostei, é clean, arrumado e fácil de usar. Acho o google reader assim meio grosseiro.
Por isso instalei a aplicação no telefone e vou mantendo-me atenta.
A Saloia também já está no Bloglovin é só pesquisar.
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
Karma
O karma é lixado!
Isto porque acredito mesmo que "what goes around comes around", por isso acordo todos os dias com a convicção que a vida ainda me vai surpreender muito...
Também sei que não há vidas perfeitas, há pessoas que conseguem lidar com os problemas de pé, há os que caem redondos no chão e nunca mais se levantam. Há os que vivem como se nada os afectasse, e não, esses não sofrem menos, nem têm menos problemas, apenas aprendem a viver com eles, a resolvê-los e manter a postura!
Acho que vou tendo a minha dose e sempre que acho que não pode piorar, piora mesmo, por isso aprendi a viver como se as coisas más não existissem, não me afectassem nem me tirassem o sono.
Posso esconder para fora, enganar meio-mundo, que consigo, mas não engano o meu corpo nem a minha mente e em momentos em que me acho invencível o corpo verga, dá de si, é a lei da compensação: ai não choras, não esperneias, ficas sem sono em silêncio, preocupas-te? Não falas disso, vives como se não se passasse nada?
Então pega lá um torcicolo... E outro... E outro...
O karma é mesmo tramado! E se é suposto sofrer há que sofrer, se o controlas de uma maneira a dor vem de outra forma. Pode ser estúpido, mas acho que é assim que funciona!
Isto porque acredito mesmo que "what goes around comes around", por isso acordo todos os dias com a convicção que a vida ainda me vai surpreender muito...
Também sei que não há vidas perfeitas, há pessoas que conseguem lidar com os problemas de pé, há os que caem redondos no chão e nunca mais se levantam. Há os que vivem como se nada os afectasse, e não, esses não sofrem menos, nem têm menos problemas, apenas aprendem a viver com eles, a resolvê-los e manter a postura!
Acho que vou tendo a minha dose e sempre que acho que não pode piorar, piora mesmo, por isso aprendi a viver como se as coisas más não existissem, não me afectassem nem me tirassem o sono.
Posso esconder para fora, enganar meio-mundo, que consigo, mas não engano o meu corpo nem a minha mente e em momentos em que me acho invencível o corpo verga, dá de si, é a lei da compensação: ai não choras, não esperneias, ficas sem sono em silêncio, preocupas-te? Não falas disso, vives como se não se passasse nada?
Então pega lá um torcicolo... E outro... E outro...
O karma é mesmo tramado! E se é suposto sofrer há que sofrer, se o controlas de uma maneira a dor vem de outra forma. Pode ser estúpido, mas acho que é assim que funciona!
Ser a última bolacha do pacote!
Realmente tenho a convicção que sou uma pessoa agradável, apesar de já ter sido mais tolerante, a vida ensina-nos a colocar cada coisa no seu lugar e a fazer cada vez menos fretes, mas em balanço acho que quem me conhece gosta de mim, consigo ser uma boa companhia, mesmo quando só teria motivos para insultar o universo, consigo sempre arrancar de mim e dos outros um sorriso.
Por isso acho que sou a última bolacha do pacote... se mudava alguma coisa em mim, se calhar mudava, mas gosto de mim como sou e chega-me.
E depois tenho pessoas que me rodeiam que contribuem para este estado de espírito de ter a mania de ser espectacular:
É a minha cunhada que admite que 9 em cada 10 crianças herda a espectacularidade dos tios.
É a minha sobrinha mais velha perguntar porque nos reunimos todos se ninguém faz anos e a resposta ser: a visita da tia (moimême).
É o meu sobrinho querer ser tropa e prometer-me uma viagem de caça.
Acho que sou a última bolacha do pacote por dar valor às pequenas coisas... e são as pequenas coisas que me fazem sentir que sou a última bolacha do pacote! ;)
Por isso acho que sou a última bolacha do pacote... se mudava alguma coisa em mim, se calhar mudava, mas gosto de mim como sou e chega-me.
E depois tenho pessoas que me rodeiam que contribuem para este estado de espírito de ter a mania de ser espectacular:
É a minha cunhada que admite que 9 em cada 10 crianças herda a espectacularidade dos tios.
É a minha sobrinha mais velha perguntar porque nos reunimos todos se ninguém faz anos e a resposta ser: a visita da tia (moimême).
É o meu sobrinho querer ser tropa e prometer-me uma viagem de caça.
Acho que sou a última bolacha do pacote por dar valor às pequenas coisas... e são as pequenas coisas que me fazem sentir que sou a última bolacha do pacote! ;)
domingo, 3 de fevereiro de 2013
Vai práqui uma salsada...
Ainda vamos a 30 e tal dias desde a entrada em 2013 e o estrume já é tão grande que eu até evito comentar!
Foi a menina que queria uma mala, o lance que dava na fruta, o país que está como está e temos gente que nos atormenta a pouca paz com os seus disparates, primeiro a senhora do banco alimentar, agora o do Bpi!
Por amor ao Universo escusem-se de partilhar com o povo a viscosidade dos vossos cérebros!
A malta anda atenta, informada e indignada e estas merdas caem como álcool na ferida...
Foi a menina que queria uma mala, o lance que dava na fruta, o país que está como está e temos gente que nos atormenta a pouca paz com os seus disparates, primeiro a senhora do banco alimentar, agora o do Bpi!
Por amor ao Universo escusem-se de partilhar com o povo a viscosidade dos vossos cérebros!
A malta anda atenta, informada e indignada e estas merdas caem como álcool na ferida...
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
Raízes
Amanhã a Saloia volta à terra das alfaces, numa visita lusco-fusco, só para dar e receber muito beijo, matar saudades e mostrar que cada vez tenho mais sotaque do norte que de saloia!
Família... Por mais "louca" que seja será sempre o colo que me conforta e que me faz falta! ;)
Família... Por mais "louca" que seja será sempre o colo que me conforta e que me faz falta! ;)
Serei má pessoa? Eis a questão...
Eu, Saloia, me confesso má pessoa.
Hoje mesmo disse à minha amiga S. que era má pessoa e ela confirmou, acrescentando que era uma má pessoa mas com muita piada.
Isto porque sou uma pessoa que se incomoda com a poluição visual e vivo e trabalho em cidades onde 80% das pessoas conseguem fazer combinações de vestimenta que me levam às lágrimas.
Não, isto não é um fashion blog, não sou compradora compulsiva, nem quero que as marcas que paguem para andar com calças à flores ou sapatinhos para o pé bôto/ Jeffrey qualquer coisa, o senhor que devia odiar mulheres e inventou aquele trambolhos para parecermos todas uns travéstis do Carnaval de Torres.
Mas sou uma pessoa atenta à moda, com um gosto moderadamente aceitável, sou forreta e consigo com pouco comprar roupa que me fique bem e que não esteja em sincronia com o planeta dos macacos, mas sim em alinhamento com os tempos de hoje!!
Por isso as pessoas que fazem combinações medonhas merecem todo o meu sarcasmo:
1. Casacos de pelo com o padrão do animal... então se forem casacos só pelas mamas, a fazê-las ainda maiores... vulgar, a roçar a ali o erótico-badalhoco. Ou a fuga dos leopardos do Zoo da Maia.
2. Comprar saltos altos e não lhes descolar as etiquetas da sola, ora bem, numa sabrina a coisa passa despercebida até o paralelo acabar com a etiqueta. No salto alto, ela está ali colada para trás, para toda a gente ver... linda como só ela, uma classe que demonstra... muita inteligência.
3. A senhora com o fato calção casaco aos xadrez, a usar o calção pela nádega e collant de vidro cor da pele, ali num misto entre secretária dos anos 70 e aputa da esquina.
4. As leggins que não são calças e ou estão largas (lindo), ou se enfiam na pata de camelo, traseira ou dianteira (visão do inferno), ou são transparentes (e nem preciso de mais), ou são tão justas que se nota a "celulose" toda das coxinhas.
5. Mulheres muito altas que usam saltos altos e parecem andaimes, só lhes falta os trolhas a mandar-me piropos.
6. Misturar cores como se o pantonne fosse apenas para enfeitar paredes (ai que a Stacy e o Clinton iam ganhar tanto dinheiro aqui).
7. Comprar roupa em lojas que vendem roupa para senhoras de madura idade quando nem 30 anos têm.
8. Vestir coisas que não são peças de roupa. Oi? pensam vocês que eu estou a inventar, pois hoje vi um tapete lindo, ia ficar mesmo bem numa das casas de banho lá da barraca, assim em castanho, redondo, lindo... Não fosse ele a passear nas costas de uma senhora... Ela deve jurar que aquilo é um poncho... eu cá juro que era um tapete, mas dos lindos.
9. O kispo-edredon-até aos pés... Não entendo, como usar um casaco que abotoa de fecho nos tornozelos até ao pescoço, que prende o movimento das pernas pode ser "comprável". "Ah e tal, mas a senhora não tem frio, não se molha nem se constipa e olha bem para ti, sempre cheia de frio e toda fanhosa". Olha, prefiro vestir sete camisolas que parecer que apenas tenho casaco e que vim de pijama por baixo.
E é isto que me incomoda quando ando na rua!!!
Hoje mesmo disse à minha amiga S. que era má pessoa e ela confirmou, acrescentando que era uma má pessoa mas com muita piada.
Isto porque sou uma pessoa que se incomoda com a poluição visual e vivo e trabalho em cidades onde 80% das pessoas conseguem fazer combinações de vestimenta que me levam às lágrimas.
Não, isto não é um fashion blog, não sou compradora compulsiva, nem quero que as marcas que paguem para andar com calças à flores ou sapatinhos para o pé bôto/ Jeffrey qualquer coisa, o senhor que devia odiar mulheres e inventou aquele trambolhos para parecermos todas uns travéstis do Carnaval de Torres.
Mas sou uma pessoa atenta à moda, com um gosto moderadamente aceitável, sou forreta e consigo com pouco comprar roupa que me fique bem e que não esteja em sincronia com o planeta dos macacos, mas sim em alinhamento com os tempos de hoje!!
Por isso as pessoas que fazem combinações medonhas merecem todo o meu sarcasmo:
1. Casacos de pelo com o padrão do animal... então se forem casacos só pelas mamas, a fazê-las ainda maiores... vulgar, a roçar a ali o erótico-badalhoco. Ou a fuga dos leopardos do Zoo da Maia.
2. Comprar saltos altos e não lhes descolar as etiquetas da sola, ora bem, numa sabrina a coisa passa despercebida até o paralelo acabar com a etiqueta. No salto alto, ela está ali colada para trás, para toda a gente ver... linda como só ela, uma classe que demonstra... muita inteligência.
3. A senhora com o fato calção casaco aos xadrez, a usar o calção pela nádega e collant de vidro cor da pele, ali num misto entre secretária dos anos 70 e a
4. As leggins que não são calças e ou estão largas (lindo), ou se enfiam na pata de camelo, traseira ou dianteira (visão do inferno), ou são transparentes (e nem preciso de mais), ou são tão justas que se nota a "celulose" toda das coxinhas.
5. Mulheres muito altas que usam saltos altos e parecem andaimes, só lhes falta os trolhas a mandar-me piropos.
6. Misturar cores como se o pantonne fosse apenas para enfeitar paredes (ai que a Stacy e o Clinton iam ganhar tanto dinheiro aqui).
7. Comprar roupa em lojas que vendem roupa para senhoras de madura idade quando nem 30 anos têm.
8. Vestir coisas que não são peças de roupa. Oi? pensam vocês que eu estou a inventar, pois hoje vi um tapete lindo, ia ficar mesmo bem numa das casas de banho lá da barraca, assim em castanho, redondo, lindo... Não fosse ele a passear nas costas de uma senhora... Ela deve jurar que aquilo é um poncho... eu cá juro que era um tapete, mas dos lindos.
9. O kispo-edredon-até aos pés... Não entendo, como usar um casaco que abotoa de fecho nos tornozelos até ao pescoço, que prende o movimento das pernas pode ser "comprável". "Ah e tal, mas a senhora não tem frio, não se molha nem se constipa e olha bem para ti, sempre cheia de frio e toda fanhosa". Olha, prefiro vestir sete camisolas que parecer que apenas tenho casaco e que vim de pijama por baixo.
E é isto que me incomoda quando ando na rua!!!
quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
Perder? Nem a feijões!!
Odeio perder! Seja o que for, por que seja e para quem seja!
Hoje perdi o apetite e fiquei podre da vida.
Como disse uma amiga: "Tchi, estás mesmo mal!"
Acho mesmo que vou falecer...
(um dia, não é já)
Hoje perdi o apetite e fiquei podre da vida.
Como disse uma amiga: "Tchi, estás mesmo mal!"
Acho mesmo que vou falecer...
(um dia, não é já)
Back to school
Acho que não nos vale de nada estudarmos uma vez na vida, 17 anos de enfiada e depois nunca mais enfiar as vistas num livrinho mais técnico, ou sentar a real bunda numa sala onde se aprenda algo de novo sobre a profissão em exercício.
Gostava de continuar, de me complementar, de aprender mais e mais sobre a minha área, mas não é nada fácil, ter uma profissão sem horários (antes disso não ter profissão certa e andar sempre a navegar entre empregos), ter marido, casa, gato e ainda uma vida social para manter, a Norte, porque a vida social da zona Saloia (a pouca que havia) morreu. E conciliar isto tudo com tempo para uma formação, um curso, uma pós-graduação, mais a disposição e cabeça para aprender e claro, há sempre o factor económico, de quem paga o próprio pão pensa sempre duas vezes em como e onde investir o pouco que ganha.
Há várias formações que estão ali... naquela prateleira, aquela ali, bem perto e que raixmecontrafodam se eu não consigo fazer alguma delas.
E uma delas era melhorar e aprimorar os meus dotes fotográficos, considero-me melhor que amadora, consigo tirar fotos à noite, sem flash e sem ficarem uma valente cagada, consigo «aumentar ou diminuir a exposição e velocidade de obturador, mas fico-me por aí. Vai por tentativas até a coisa estar bem, entretanto acabou o evento e de 200 fotos aproveitam-se 5, mas tudo bem.
Por isso estou nervosa, vou voltar a sentar-me numa sala, apesar de sem avaliação, ou termino o curso aprovada ou não, apesar de ser algo técnico, não me sento para aprender nada de novo há uns anos e estou emocionada.
Prometo não colar pastilhas elásticas (chiclas a norte) debaixo da secretária, prometo não riscar a mesa, nem puxar a cadeira aos colegas. Mas já não prometo não conversar para o lado, que é a minha especialidade, distrair-me e distrair tudo o que está à minha volta.
A parte má é que vou chegar a casa lá para depois das 11 da noite, sem jantar e ainda ter que o fazer a essa hora... Ou adiro à sopa ou estou realmente feita ao bife (bife que não vou comer 3 vezes por semana durante um mês)!
Para já vai uma coisa mais prática, para ver como corre... a seguir arrisco tudo! ;)
Gostava de continuar, de me complementar, de aprender mais e mais sobre a minha área, mas não é nada fácil, ter uma profissão sem horários (antes disso não ter profissão certa e andar sempre a navegar entre empregos), ter marido, casa, gato e ainda uma vida social para manter, a Norte, porque a vida social da zona Saloia (a pouca que havia) morreu. E conciliar isto tudo com tempo para uma formação, um curso, uma pós-graduação, mais a disposição e cabeça para aprender e claro, há sempre o factor económico, de quem paga o próprio pão pensa sempre duas vezes em como e onde investir o pouco que ganha.
Há várias formações que estão ali... naquela prateleira, aquela ali, bem perto e que raixmecontrafodam se eu não consigo fazer alguma delas.
E uma delas era melhorar e aprimorar os meus dotes fotográficos, considero-me melhor que amadora, consigo tirar fotos à noite, sem flash e sem ficarem uma valente cagada, consigo «aumentar ou diminuir a exposição e velocidade de obturador, mas fico-me por aí. Vai por tentativas até a coisa estar bem, entretanto acabou o evento e de 200 fotos aproveitam-se 5, mas tudo bem.
Por isso estou nervosa, vou voltar a sentar-me numa sala, apesar de sem avaliação, ou termino o curso aprovada ou não, apesar de ser algo técnico, não me sento para aprender nada de novo há uns anos e estou emocionada.
Prometo não colar pastilhas elásticas (chiclas a norte) debaixo da secretária, prometo não riscar a mesa, nem puxar a cadeira aos colegas. Mas já não prometo não conversar para o lado, que é a minha especialidade, distrair-me e distrair tudo o que está à minha volta.
A parte má é que vou chegar a casa lá para depois das 11 da noite, sem jantar e ainda ter que o fazer a essa hora... Ou adiro à sopa ou estou realmente feita ao bife (bife que não vou comer 3 vezes por semana durante um mês)!
Para já vai uma coisa mais prática, para ver como corre... a seguir arrisco tudo! ;)
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
Dador não... Doador!
O meu senhor é dador de sangue e de plaquetas, um herói portanto, que tendo um sangue negativo de certeza que já salvou muitas vidas, por isso eu caguinchas do pior andei a resistir à ideia uns valentes anos, até que um dia me deu a coragem e meti o braço a jeito, senti que ia meter um naco de carne na tábua de um talho, temi pelo pior, que me doesse, que lai lai lai, que o sangue me fizesse muita falta e que fosse desmaiar logo a seguir.
Não aconteceu nada disso, não doeu, dei, ficou lá e senti-me incrivelmente forte por ter dado sangue. Por isso recomendo, salvar vidas não custa nada. Ah e também estamos os dois inscritos para dadores de medula.
Mas um dia estava eu a falar com uma senhora e com orgulho dizer que o meu senhor era dador de sangue há anos... e ela corrige-me: "Ó menina não é dador, é DOADOR de sangue!"
Lido com gente cheia de convicções, ainda bem! :D
Não aconteceu nada disso, não doeu, dei, ficou lá e senti-me incrivelmente forte por ter dado sangue. Por isso recomendo, salvar vidas não custa nada. Ah e também estamos os dois inscritos para dadores de medula.
Mas um dia estava eu a falar com uma senhora e com orgulho dizer que o meu senhor era dador de sangue há anos... e ela corrige-me: "Ó menina não é dador, é DOADOR de sangue!"
Lido com gente cheia de convicções, ainda bem! :D
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
Maquilhagem
- Maquilhas-te todos os dias?
- Não, maquilho-me só à segunda, depois o segredo é nunca lavar a cara e dormir com jeitinho!
Isto é o que eu respondo quando pessoas estúpidas me perguntam coisas óbvias, ora se me vêem quase todos os dias e maquilhada...
Fevereiro
É aquele mês em que estou a esgotar a minha capacidade de me olhar amarela e macilenta ao espelho, farta de não poder esquecer a base sem ouvir um: "estás com um ar abatido" (é o meu ar normal sem maquilhagem e sem sol para melhorar a cor), farta de usar roupa até aos olhos e ter frio até nos mesmos... olhos.
O mês que sendo o mais pequeno parece o maior de todos (tenho este trauma desde o tempo de escola e acho que era por detestar escrever Fevereiro).
O mês do Carnaval do qual eu não gosto por ter sido torturada com balões de água e uma Super Soaker (obrigada irmão pelos banhos de pistola de água que me deste com aquela m... que parecia que estava ligada directa ao poço, porque nunca acabava a porra da água). Não gosto de máscaras e do "ah e tal deixa-me vestir de mulher, que sou muito macho mas gosto de cenas maradas e uso o carnaval como desculpa", ou do "eu gostava era mesmo de ser p.... mas o meu pai morria de desgosto, então vou vestir-me de freira sexy e parecer na realidade uma p....".
Não gosto do carnaval...
E também não gosto do Dia dos Namorados e do excesso de corações e de vermelho e de chocolates em forma de coração e peluches ranhosos, das juras de amor e das paneleirices. Eu e o meu senhor somos muito pouco dados a mariquices, ele ainda menos que eu, mas o ter de oferecer um presente ou ir jantar fora por ser aquele dia e não apenas porque me apetece comprar-lhe qualquer coisa, ou porque nos apetece ir jantar os dois a um sítio melhor que a francesinha e o mac donald's do costume... Vá eu alinho nas natalices como uma maluca, mas fica aí... No Natal todo o meu espirito de carneirinho e de assinalar datas fixas com euforia (não incluindo aniversários).
E agora com o inquérito ao beijo... ainda estamos em Janeiro eu já não posso ver o Fevereiro à vista!
O mês que sendo o mais pequeno parece o maior de todos (tenho este trauma desde o tempo de escola e acho que era por detestar escrever Fevereiro).
O mês do Carnaval do qual eu não gosto por ter sido torturada com balões de água e uma Super Soaker (obrigada irmão pelos banhos de pistola de água que me deste com aquela m... que parecia que estava ligada directa ao poço, porque nunca acabava a porra da água). Não gosto de máscaras e do "ah e tal deixa-me vestir de mulher, que sou muito macho mas gosto de cenas maradas e uso o carnaval como desculpa", ou do "eu gostava era mesmo de ser p.... mas o meu pai morria de desgosto, então vou vestir-me de freira sexy e parecer na realidade uma p....".
Não gosto do carnaval...
E também não gosto do Dia dos Namorados e do excesso de corações e de vermelho e de chocolates em forma de coração e peluches ranhosos, das juras de amor e das paneleirices. Eu e o meu senhor somos muito pouco dados a mariquices, ele ainda menos que eu, mas o ter de oferecer um presente ou ir jantar fora por ser aquele dia e não apenas porque me apetece comprar-lhe qualquer coisa, ou porque nos apetece ir jantar os dois a um sítio melhor que a francesinha e o mac donald's do costume... Vá eu alinho nas natalices como uma maluca, mas fica aí... No Natal todo o meu espirito de carneirinho e de assinalar datas fixas com euforia (não incluindo aniversários).
E agora com o inquérito ao beijo... ainda estamos em Janeiro eu já não posso ver o Fevereiro à vista!
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
A loja do Chinês
Eu, como saloia que sou, assumo comprar roupa no chinês, na feira, na Primark, em todo o lado, desde que goste, desde que se adeqúe à minha fisionomia, à minha vida, ao meu estilo.
Mas a questão não está no sítio onde se compra, está no gosto, nem falo em BOM gosto, mas no não ter mau gosto. Isso sim marca a diferença.
É claro que quando falo em comprar roupa no chinês as mentes distorcidas pensam nisto:
Renhauuuuuuuuuuuuuuuuu!!!!!!
Há de tudo, do feio ao recomendável, eu gosto do chinês pelo preço, porque tem de tudo e porque saio de lá sempre cheia de purpurinas agarradas não sei onde e nem sei porquê.
Outra coisa que adoro na loja do chinês é o gozo que levamos dos chineses, quando se metem a falar em chinês um com o outro, aposto que sai de lá qualquer coisa como:
- "Olha-me bem esta, acha mesmo que tem corpo para usar esta coisa, ahahahaha, vai ficar linda, isto lá na China nunca na vida se vendia, parolas do caneco, com a mania que são chiques, vai ficar com as mamas de fora e a notar-se o pneu, badocha!!!"
- "Olha, aposto que diz às amigas que a casa é toda made in Loja do Gato Preto e vem aqui comprar a esfregona, pobre!"
Acho sempre que nos estão a gozar, a rir por dentro como se lhes estivessem a fazer cócegas.
Mas ainda assim eu vou lá, porque me divirto, porque está ao alcance dos meus míseros trocos e porque nunca me disseram: "Oh Saloia estás mal vestida paracrlh!" (sim, que isto no Norte é logo com asneiras, por causa das tosses).
Por isso adoro ir ao chinês, quanto mais não seja para ver vestidos medonhos e prometer à minha amiga S. que quando ela casar vou assim vestida (com a brincadeira acho que ela casa em segredo só para eu não ir de tigre, nem é tigresse, é mesmo com o próprio do tigre).
Mas a questão não está no sítio onde se compra, está no gosto, nem falo em BOM gosto, mas no não ter mau gosto. Isso sim marca a diferença.
É claro que quando falo em comprar roupa no chinês as mentes distorcidas pensam nisto:
Renhauuuuuuuuuuuuuuuuu!!!!!!
Há de tudo, do feio ao recomendável, eu gosto do chinês pelo preço, porque tem de tudo e porque saio de lá sempre cheia de purpurinas agarradas não sei onde e nem sei porquê.
Outra coisa que adoro na loja do chinês é o gozo que levamos dos chineses, quando se metem a falar em chinês um com o outro, aposto que sai de lá qualquer coisa como:
- "Olha-me bem esta, acha mesmo que tem corpo para usar esta coisa, ahahahaha, vai ficar linda, isto lá na China nunca na vida se vendia, parolas do caneco, com a mania que são chiques, vai ficar com as mamas de fora e a notar-se o pneu, badocha!!!"
- "Olha, aposto que diz às amigas que a casa é toda made in Loja do Gato Preto e vem aqui comprar a esfregona, pobre!"
Acho sempre que nos estão a gozar, a rir por dentro como se lhes estivessem a fazer cócegas.
Mas ainda assim eu vou lá, porque me divirto, porque está ao alcance dos meus míseros trocos e porque nunca me disseram: "Oh Saloia estás mal vestida para
Por isso adoro ir ao chinês, quanto mais não seja para ver vestidos medonhos e prometer à minha amiga S. que quando ela casar vou assim vestida (com a brincadeira acho que ela casa em segredo só para eu não ir de tigre, nem é tigresse, é mesmo com o próprio do tigre).
sábado, 26 de janeiro de 2013
Croissants
Os melhores croissants do mundo vendem-se aqui ao pé de casa! Passo a vida a dizer que são os melhores do mundo, vou lá com uma amiga que não conhece e com outra que também é fã e... Hoje estavam uma bela merda!
Life is a bitch!
Life is a bitch!
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
Cúmulo da demência...
... É ir às compras, correr o parque de estacionamento todo, à chuva, à procura do carro branco, ficar com o coração a bater à velocidade da luz por não o encontrar... e perceber que hoje andei o dia todo no carro azul!!!
E é isto!
E é isto!
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
"Pá frente é que é caminho"
Há quem leve esta expressão muito a peito... e depois quando damos por elas/es é percorrer todos os caminhos nunca antes percorridos, como se fossem de facto um caminho.
Isto tudo porque eu vivo cheia de limites, a minha vida é uma folha quadriculada, onde grande parte das quadriculas não se tocam, têm uma linha comum, que sou eu, mas não se tocam, não é suposto, não nasceram para se misturarem.
E depois há pessoas que acham que é tudo caminho e siga, vão e agem como se tivessem freepass na nossa vida. Eu com os meus limites todos... não consigo lidar com pessoas nonsense, com pessoas sempreàbrir, com pessoas que não sabem onde parar, com pessoas que acham que somos todos muito amiguinhos, irmãozinhos e podemos partilhar tudo.
Eu não concordo, eu acho que há limites, muitos e em todo o lado.
Sem querer entrar em pormenores íntimos começa em casa, eu tenho limites com o meu senhor, há campos não caminháveis na vida um do outro... Mexer no telemóvel, no computador, invasões de wc... partilhamos muito, as contas (que demonstra a maior partilha de todas), os problemas, as coisas boas, o gato e as coisas menos boas, mas há momentos que não são de partilhar.
Há uns anos a falta de limites foi-me mostrada da forma mais chocante e cómica: estava eu num Centro de Estética e entra uma mulatinha que queria fazer solário... Pensei "ora aqui está uma pessoa que tem um sentido de humor em grande nível", mas em poucos segundos percebi que ela falava a sério, queria mesmo ficar mais morena. Ok, se eu gosto de me bronzear com o sol, ela está no seu direito e quem sou eu para condenar.
Muito bem, democracia é isto mesmo, os morenos que fiquem ainda mais morenos, que seja! Mas isto não teria nada de especial se a conversa ficasse por aqui, pois bem, não ficou, ela estava com um drama horrível... Queria fazer o belo do solário, mas queria ficar com a marca da cueca, que por acaso naquele dia (de vestido) nem trazia cuecas, coisa normal e habitual naquele ser.
...
...
Pensei eu: "OH NÃO, eu não estou aqui a ouvir isto e não me posso rir nem enojar, controla-te, controla-te".
Eis que se vira para uma conhecida que estava ali de saída e pergunta se esta não era menina para lhe emprestar as suas cuecas, assim só pelos 10 minutos do solário, para ficar com a marquinha.
A reacção da rapariga incluiu umas valentes asneiras (à mulher do norte): "Sua porca do c**** queres as minha cuecas com que eu andei o dia todo, sua filha da ****, não tens vergonha na cara". Ao que a outra responde, "Mas eu não tenho nojo!"
...
Não tem... mas devia ter.
Eu sou uma pessoa traumatizada com a falta de limites e penso sempre "Não tem nojo, mas devia ter, porque eu tenho!!!!".
Tenho nojo de partilhar copos, palhinhas ou garrafas, nojo de partilhar talheres, batons e por aí fora.
Por isso quando alguém, "ah e tal deixa-me só provar o teu jantar" ou "deixa-me ver como me fica o teu batom"... Eu entro em pânico, mas pânico grandeeeeeeee!!!
Os limites salivais para mim ficam no círculo mais pequeno do mundo, por isso agradeço as dádivas de baba que me tentam impingir por esse mundo fora, mas dispenso, guardem-nas para vocês. ;)
Mas há outros limites, os de entrar pela nossa vida a dentro e zás, é tudo deles, ele é mandar bitaites, é dizer que a cor da blusa é feia, mas vai daí e compram uma igual, é dizer que deviamos ser assim e assado, ele é apontar defeitos, ele é mandar postas de pescada... estragada (se fosse da nº5 fresquinha ainda era bem vinda), ele é sempreábrir...
E é isto, não gosto, que pensem que isto é tudo caminho, gosto que me respeitem a bolha actimel, tanto a do meu espaço físico (o limite do toque fica para uma próxima vez), como do meu espaço intelectual, familiar e social.
Limites, muitos limites. A vida faz-se de saber onde parar, não queiram "pular a cerca".
Isto tudo porque eu vivo cheia de limites, a minha vida é uma folha quadriculada, onde grande parte das quadriculas não se tocam, têm uma linha comum, que sou eu, mas não se tocam, não é suposto, não nasceram para se misturarem.
E depois há pessoas que acham que é tudo caminho e siga, vão e agem como se tivessem freepass na nossa vida. Eu com os meus limites todos... não consigo lidar com pessoas nonsense, com pessoas sempreàbrir, com pessoas que não sabem onde parar, com pessoas que acham que somos todos muito amiguinhos, irmãozinhos e podemos partilhar tudo.
Eu não concordo, eu acho que há limites, muitos e em todo o lado.
Sem querer entrar em pormenores íntimos começa em casa, eu tenho limites com o meu senhor, há campos não caminháveis na vida um do outro... Mexer no telemóvel, no computador, invasões de wc... partilhamos muito, as contas (que demonstra a maior partilha de todas), os problemas, as coisas boas, o gato e as coisas menos boas, mas há momentos que não são de partilhar.
Há uns anos a falta de limites foi-me mostrada da forma mais chocante e cómica: estava eu num Centro de Estética e entra uma mulatinha que queria fazer solário... Pensei "ora aqui está uma pessoa que tem um sentido de humor em grande nível", mas em poucos segundos percebi que ela falava a sério, queria mesmo ficar mais morena. Ok, se eu gosto de me bronzear com o sol, ela está no seu direito e quem sou eu para condenar.
Muito bem, democracia é isto mesmo, os morenos que fiquem ainda mais morenos, que seja! Mas isto não teria nada de especial se a conversa ficasse por aqui, pois bem, não ficou, ela estava com um drama horrível... Queria fazer o belo do solário, mas queria ficar com a marca da cueca, que por acaso naquele dia (de vestido) nem trazia cuecas, coisa normal e habitual naquele ser.
...
...
Pensei eu: "OH NÃO, eu não estou aqui a ouvir isto e não me posso rir nem enojar, controla-te, controla-te".
Eis que se vira para uma conhecida que estava ali de saída e pergunta se esta não era menina para lhe emprestar as suas cuecas, assim só pelos 10 minutos do solário, para ficar com a marquinha.
A reacção da rapariga incluiu umas valentes asneiras (à mulher do norte): "Sua porca do c**** queres as minha cuecas com que eu andei o dia todo, sua filha da ****, não tens vergonha na cara". Ao que a outra responde, "Mas eu não tenho nojo!"
...
Não tem... mas devia ter.
Eu sou uma pessoa traumatizada com a falta de limites e penso sempre "Não tem nojo, mas devia ter, porque eu tenho!!!!".
Tenho nojo de partilhar copos, palhinhas ou garrafas, nojo de partilhar talheres, batons e por aí fora.
Por isso quando alguém, "ah e tal deixa-me só provar o teu jantar" ou "deixa-me ver como me fica o teu batom"... Eu entro em pânico, mas pânico grandeeeeeeee!!!
Os limites salivais para mim ficam no círculo mais pequeno do mundo, por isso agradeço as dádivas de baba que me tentam impingir por esse mundo fora, mas dispenso, guardem-nas para vocês. ;)
Mas há outros limites, os de entrar pela nossa vida a dentro e zás, é tudo deles, ele é mandar bitaites, é dizer que a cor da blusa é feia, mas vai daí e compram uma igual, é dizer que deviamos ser assim e assado, ele é apontar defeitos, ele é mandar postas de pescada... estragada (se fosse da nº5 fresquinha ainda era bem vinda), ele é sempreábrir...
E é isto, não gosto, que pensem que isto é tudo caminho, gosto que me respeitem a bolha actimel, tanto a do meu espaço físico (o limite do toque fica para uma próxima vez), como do meu espaço intelectual, familiar e social.
Limites, muitos limites. A vida faz-se de saber onde parar, não queiram "pular a cerca".
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