Nas férias é engraçado ver o tipo de pessoas que se instala no mesmo sítio que nós, e vamos começando a distingui-los:
Os dos miúdos que tocam harmónica ao almoço (don't even ask), e que quase que nos "cegaram" os ouvidos!!! Fin fin fin fin fin, do melhor... se volto a ouvir harmónica desato ao estalo, avisados!!!
Os que têm uma filha super educada que interagem com a mesma, mas não interagem entre eles. Ela e a miúda ficam na piscina, ele vai para o quarto, com trombas, mas afinal não tinha ido para quarto, disse que ia, mas não foi, foi para o ginásio... Depois à hora da refeição, aquilo era um clima mais tenso que a Faixa de Gaza. Lá no último dia eles voltaram a comunicar, pouco, a medo, mas falavam-se...
Os que têm 20 anos de diferença, ele quer ter filhos, ela não, os espermatozóides dele gritam por um óvulo, antes de perderem a força, mas ela não quer. Fazem questão de discutir isto pela fresca, alto o suficiente para nós ouvirmos, e saem de trombas e em faísca...
Os apaixonados, tão apaixonados que ela passa o dia de bikini, ora dentro de água, ora na espreguiçadeira a tentar apanhar os escassos raios de sol e ele, sempre de t-shirt, boné e à sombra, o casal que não partilha os gostos, em nada, ela lê revistas cor-de-rosa, ele a Visão... Mas que gostam um do outro... Até um dia, olhem "pó que vos digo"!
As solteironas malucas (não éramos nós as duas, eram outras numa versão bem mais alcoolizada), que se embebedam só ao jantar, andam a cambalear pela sala, jantam na esplanada e vêm tomar café dentro do restaurante, aos tombos e à gargalhada... Ok, o pior foi no outro dia de manhã, nós e o resto do povo a pensar: "Olha as malucas!"
Acredito que também nós tivéssemos ganho um rótulo qualquer, as que almoçam na sala e pegam nos cafés e rumam à esplanada, as que passam a tarde na piscina mesmo com um frio do caraças, as que passam a vida a ler, as que se riem muito e por tudo e por nada. As que tossem, assoam-se e não dormem nem deixam dormir toda a noite...
Mas isto para refletir sobre os casais deste país, de costas voltadas, é triste ver que um dia as coisas caem nisso, é triste ver que se é infeliz e que se faz alguém infeliz, é triste perceber que é melhor ir de férias com uma gaja porreira, ou com um casal amigo, como no ano passado, que fazer essa figura de mostrar ao mundo a miséria das quatro paredes.
terça-feira, 23 de julho de 2013
segunda-feira, 22 de julho de 2013
Do fundo da gaveta
Estava eu e uma amiga no evento musical (chamemos-lhe assim) a olhar para o palco, super divertidas, até que uma jovem, de porte largo (chamemos-lhe assim), de leggings tigresse (que não são calças, mas também nada tapava a bunda), se mete mesmo à nossa frente tapando a nossa visão do palco.
Olhámos uma para a outra e com o olhar comunicámos qualquer coisa: "Vamos rosnar-lhe?"
Mas ao voltar a olhar para a moça, ela não vai de modas: mão no nalguedo e vai se sacar o cuecame do rego... Sem dó nem piedade, cheia de ganas, puxa e quase que se ouve o elástico a gritar de alívio ao fundo...
Com um enorme ataque de riso, virámos as costas e fomos a rir até ao carro...
E diz ela para mim: "A menina estava a tirar a cueca mesmo da gaveta!"
Respondo: "Da gaveta não, acho que foi mesmo da garganta, ao que ela aprofundou!"
Olhámos uma para a outra e com o olhar comunicámos qualquer coisa: "Vamos rosnar-lhe?"
Mas ao voltar a olhar para a moça, ela não vai de modas: mão no nalguedo e vai se sacar o cuecame do rego... Sem dó nem piedade, cheia de ganas, puxa e quase que se ouve o elástico a gritar de alívio ao fundo...
Com um enorme ataque de riso, virámos as costas e fomos a rir até ao carro...
E diz ela para mim: "A menina estava a tirar a cueca mesmo da gaveta!"
Respondo: "Da gaveta não, acho que foi mesmo da garganta, ao que ela aprofundou!"
sábado, 20 de julho de 2013
Férias
Em primeiro ir de férias... muito bom.
Em segundo ir sozinha com uma amiga pela primeira vez na vida e a roçar nos trinta, é uma grande experiência.
De muitas amigas e amigos acho que optei pela parceira ideal: dietas? pressas? imposições? fazer do dia noite e da noite dia?
Nada disso!!
Comer até ser humanamente possível, ir de viagem bem fornecidas de gomas e outras goluseimas.
Acordar de manhã para aproveitar o dia - às 10h nada de madrugar - andar a pé, visitar coisas, comprar livros, ler, ler muito, armarmo-nos em intelectualóides de esquina e andar sempre com o livro debaixo do braço.
Os telemóveis sempre sem som, ai que bem que soube, só me ligar ao mundo quando era realmente necessário.
Depois o não ter que cozinhar, não ter de fazer camas... Para quem é dona de casa (quase desesperada) há 6 anos, sabe a paraíso na terra.
O lanchar caracóis ao final da tarde na esplanada, hummmmmm.
O pior foi estar pouco calor e o sol só brilhar raramente, mas mesmo assim e com protector 50 deu para vir com uma tonalidade.
O regresso ao mundo real não podia ter corrido pior, em três dias esgotei logo outra vez a minha sanidade mental...
quarta-feira, 10 de julho de 2013
A mania de falar caro
A expressão "anais da história" causa-me um misto de vontade de rir e arrepios de medo de que tipo de anal, ou anais se referem...
Existe, está no dicionário, mas é como a roupa horrorosa, lá por existir não quer dizer que fique bem usá-la.
Eu vou... mas volto num instante
Mas odeio fazer malas, passei a minha vida toda a fazer malas e odeio, porque odeio levar muita coisa, odeio andar carregada com inutilidades, então o sentimento é: Vamos lá despachar a coisa que estou em sofrimento.
Faço malas em 10 minutos, porque me angustia, é a angústia de ir, a ansiedade de ir, a angústia de levar roupa a mais, ou a menos, de me esquecer de alguma coisa, de não levar o adequado, de precisar muito daquela cueca branca com uma risca laranja e só ter cuecas todas brancas... Um drama...
Mas depois penso que ainda faltam 24 horas para ir, que ainda tenho tempo de remendar os erros e que a parte boa é que vou de férias.
E desde 2004 que não tinha férias assim, daquelas de não dormir no chão, não ter que cozinhar, não fazer nadinha, a não ser comer, dormir e ralaxar.
Os telemóveis vão sofrer de um silenciador acidental e por cinco dias é bom que não me perturbem a paz...
Livro - Check
Protector de rosto - Check
Protector de corpo (com brilhantes) - check
Toalha - Check
Chapéu - Check
Bikinis - Check
Chinelos - Check
O resto... o resto também vai mas isto sim é sinónimo de férias! ;)
Faço malas em 10 minutos, porque me angustia, é a angústia de ir, a ansiedade de ir, a angústia de levar roupa a mais, ou a menos, de me esquecer de alguma coisa, de não levar o adequado, de precisar muito daquela cueca branca com uma risca laranja e só ter cuecas todas brancas... Um drama...
Mas depois penso que ainda faltam 24 horas para ir, que ainda tenho tempo de remendar os erros e que a parte boa é que vou de férias.
E desde 2004 que não tinha férias assim, daquelas de não dormir no chão, não ter que cozinhar, não fazer nadinha, a não ser comer, dormir e ralaxar.
Os telemóveis vão sofrer de um silenciador acidental e por cinco dias é bom que não me perturbem a paz...
Livro - Check
Protector de rosto - Check
Protector de corpo (com brilhantes) - check
Toalha - Check
Chapéu - Check
Bikinis - Check
Chinelos - Check
O resto... o resto também vai mas isto sim é sinónimo de férias! ;)
segunda-feira, 8 de julho de 2013
O Calor
Eu que sou uma pessoa que sofre (e muito) com o frio, começo a achar que este calor é demais, ando mesmo a passar-me...
Vai de tomar banho umas 3 vezes por dia, vai de mudar de roupa essas mesmas 3 vezes, vai de fazer todo aquele ritual, creme de corpo, protector 50 na cara, 30 nos braços, BB cream (não consigo usar base com este calor), desodorizante, um corrector de olheiras, um brilhozinho nos olhos e é uma canseira...
Tanto passo o dia todo no computador como ando na rua e a pior parte é andar na rua, estacionar ao sol, não ter ar condicionado, entrar em sítios onde os ovos estrelam dentro da casca e isto sempre a tentar não mostrar 70% do meu maior órgão, leia-se a pele.
Pois bem, passei a cagar-me para isso adoptei o look "descascada mas menos assada".
Não se aguenta roupa nenhuma e esta gente marca eventos ao sol às três da tarde de Julho? É de uma inteligência e sensibilidade que eu nem sei, resultado, chego a casa e nada me arrefece, nem o banho...
Por isso odeio frio, mas este calor acima dos 30 graus também é horrível.
Em casa só me apetece andar de cuecas, mas depois quero ir sentar-me na varanda e acho má ideia andar a mostrar ao mundo as misérias...
Vai de tomar banho umas 3 vezes por dia, vai de mudar de roupa essas mesmas 3 vezes, vai de fazer todo aquele ritual, creme de corpo, protector 50 na cara, 30 nos braços, BB cream (não consigo usar base com este calor), desodorizante, um corrector de olheiras, um brilhozinho nos olhos e é uma canseira...
Tanto passo o dia todo no computador como ando na rua e a pior parte é andar na rua, estacionar ao sol, não ter ar condicionado, entrar em sítios onde os ovos estrelam dentro da casca e isto sempre a tentar não mostrar 70% do meu maior órgão, leia-se a pele.
Pois bem, passei a cagar-me para isso adoptei o look "descascada mas menos assada".
Não se aguenta roupa nenhuma e esta gente marca eventos ao sol às três da tarde de Julho? É de uma inteligência e sensibilidade que eu nem sei, resultado, chego a casa e nada me arrefece, nem o banho...
Por isso odeio frio, mas este calor acima dos 30 graus também é horrível.
Em casa só me apetece andar de cuecas, mas depois quero ir sentar-me na varanda e acho má ideia andar a mostrar ao mundo as misérias...
segunda-feira, 1 de julho de 2013
A Barata
Nestes dias, num salão cheio de gente, eu em trabalho, olho para o chão e vejo uma barata, de sandália rasa até se me encolheram as unhas dos pés de nojo e com receio que ela viesse querer "brincar" comigo, avisei a pessoa que estava ao meu lado: "Olha ali uma barata no chão".
E ficámos os dois a olhar, a contemplar a barata, nisto um pé de uma pessoa que nem olhou para o chão, apenas ajeita a posição para não se cansar, pisa a barata e nós a olhar, desatámos a rir e a barata ficou colada ao chão e nós a rir, por termos assistido àquele homicídio super involuntário que me salvou os dedos dos pés!
E ficámos os dois a olhar, a contemplar a barata, nisto um pé de uma pessoa que nem olhou para o chão, apenas ajeita a posição para não se cansar, pisa a barata e nós a olhar, desatámos a rir e a barata ficou colada ao chão e nós a rir, por termos assistido àquele homicídio super involuntário que me salvou os dedos dos pés!
quinta-feira, 27 de junho de 2013
Do mal ao pior
Se fosse um dos meus vizinhos até ficava na dúvida qual o motivo pelo qual me odiar mais:
Se o gato a miar estilo sirene de bombeiros todos os dias às 6h da manhã...
Ou eu a lavar as fossas nasais, de um nariz com septo nasal torto (logo a passagem de ar faz vibração e uns sons amplificados) às 2h da manhã para conseguir adormecer sem me esquecer de respirar...
Se o gato a miar estilo sirene de bombeiros todos os dias às 6h da manhã...
Ou eu a lavar as fossas nasais, de um nariz com septo nasal torto (logo a passagem de ar faz vibração e uns sons amplificados) às 2h da manhã para conseguir adormecer sem me esquecer de respirar...
quarta-feira, 26 de junho de 2013
Saloia vs Norte - Os palavrões
Confesso que 6 anos depois já me saem asneiras com alguma naturalidade.
Mas em contexto informal ouve-se e acaba por se dizer algumas asneiras e já nem me choca, já não ligo, faz parte. Norte que é norte tem uma bela cara***da.
No entanto, quando a coisa sai a meio de uma entrevista a um senhor com um cargo público, a minha cara deve parecer um belo de um agrião saloio...
Há umas semanas, a entrevistar uma pessoa (chamemos-lhe assim) e vai de o questionar sobre a vida educativa naquela área e diz a pessoa:
"Essa merda?! Essa merdafode-me o orçamento todo!"
...
Oh não - pensei eu - ele não disse isto. Afinal disse, mesmo, ahahahahahaha, ups, ri, mas mentalmente, desliguei do que ele estava a dizer concentrei-me para não rir.
A estupidez de rir de uma asneira era grande, ia parecer uma tolinha, uma criança, mas no fundo eu iria rir só por ser saloia.
Quando volto a ligar o cérebro para a conversa (que felizmente estava a gravar e escangalhei-me a rir mais tarde ao passar a escrito) oiço um:
"OCaralho do autocarro é a mesma merda, só me leva dinheiro!"
Coisas que a sul podem acontecer, mas com muito menos frequência, com menos intensidade e a acontecer seria numca conversa acesa, não numa mesa de café a falar de assuntos super pacíficos.
O norte no seu melhor!
Mas em contexto informal ouve-se e acaba por se dizer algumas asneiras e já nem me choca, já não ligo, faz parte. Norte que é norte tem uma bela cara***da.
No entanto, quando a coisa sai a meio de uma entrevista a um senhor com um cargo público, a minha cara deve parecer um belo de um agrião saloio...
Há umas semanas, a entrevistar uma pessoa (chamemos-lhe assim) e vai de o questionar sobre a vida educativa naquela área e diz a pessoa:
"Essa merda?! Essa merda
...
Oh não - pensei eu - ele não disse isto. Afinal disse, mesmo, ahahahahahaha, ups, ri, mas mentalmente, desliguei do que ele estava a dizer concentrei-me para não rir.
A estupidez de rir de uma asneira era grande, ia parecer uma tolinha, uma criança, mas no fundo eu iria rir só por ser saloia.
Quando volto a ligar o cérebro para a conversa (que felizmente estava a gravar e escangalhei-me a rir mais tarde ao passar a escrito) oiço um:
"O
Coisas que a sul podem acontecer, mas com muito menos frequência, com menos intensidade e a acontecer seria numca conversa acesa, não numa mesa de café a falar de assuntos super pacíficos.
O norte no seu melhor!
sexta-feira, 21 de junho de 2013
O Equilíbrio
Experimenta colocar-te de pé, levanta um dos pés, repara no teu equilíbrio. Agora, mantendo apenas um pé no chão, fecha os olhos!
Muda tudo!
O equilíbrio mental é fundamental, se a mente está a oscilar o teu corpo oscila, é inevitável, aprendi isto no yôga e é assim em tudo na vida. O equilíbrio é a peça-chave, eu diria mesmo a chave-mestra que nos abre as portas, uma a uma.
Acho mesmo que ter equilíbrio é a maior das vitórias da vida.
Podia ser ter força, ter capacidade de encaixe, ter esperança, ter sonhos, ter persistência, ter inteligência, mas nada disto vale o que realmente vale se não houver equilíbrio.
E ao olhar para tudo, mas tudo mesmo, a minha grande vitória, o meu lugar no pódio, a minha medalha de honra é apesar de tudo manter um certo equilíbrio.
Porque há murros que a vida nos dá que nos tiram da rota, nos fazem tremer, sair de cena até, quase que tombar... mas com habilidade, e mantendo o tal equilíbrio, é possível voltar ao combate. O mal é ir ao tapete... 5...4...3...2...1... Knot Out! ;)
Porque a minha grande vitória não é ter sobrevivido a umas belas tareias em criança, não foi ver o que nenhuma criança deve ver em casa, ouvir o que nunca deve ouvir, não foi o ter de cozinhar com apenas 10 anos, não foi fazer 5 km a pé para ir para a escola, quando andava apenas na 3ª classe, não foi tão pouco superar uma queimadura grave sem marcas, ou uma facada num dedo, não foi ter a coragem de dizer "esta vida não!" com apenas 12 anos e "fugir" para casa do meu herói (pai), não foi ter terminado 17 anos de escola sem nenhuma negativa, sem ter chumbado, sem ter ficado para trás, não foi ter tirado o curso dos meus sonhos, não foi ter deixado a minha vida toda para trás por amor, não foi ter deixado família, amigos e emprego para descobrir toda uma vida nova longe da terra saloia, e onde se fala outra língua (estrugido??? for god sake :P), não foi ter trabalhado em sítios que odiei, não foi ter montado um negócio e ter a humildade de o "destruir", não foi ter conseguido recompor-me dessa queda, não foi ter tido a força de nunca deixar de sorrir, de nunca desistir, de nunca me esconder, de ter estado sempre na linha da frente a dar o corpo pelas balas como se nada fosse, e era, ai se era, foi e será a maior das durezas viver com certos pesos, fantasmas, culpas e remorsos...
A maior vitória não foi reerguer-me das cinzas, sem ninguém ver o quão queimada eu estava, não foi construir uma carreira do zero, conseguir com trabalhos gratuitos ou mal pagos entrar no meio, até a sorte me sorrir, agarrar a oportunidade e entrar com tudo, não foi ter conquistado o carinho de um concelho inteiro, não foi ter o respeito, amizade e admiração de TODOS os que me rodeiam (à excepção dos que deixaram de rodear), não foi ter estado um ano a viver em banho-maria, nao foi ter passado 3 meses a chorar de manhã à noite a pensar que era o fim, não foi ter dado outra oportunidade a algo que viria a fracassar meses depois, não foi sobreviver ao fracasso, não foi mesmo fingir que tudo estava bem, mentir às famílias e aos amigos, não foi chegar perto do limite e ter de reagir antes de não conseguir agir.
A minha maior vitória é sem dúvida passar por isto tudo e estar aqui, de pé, em equilíbrio, continuar a ser ponderada, a ser sensata, a ter lucidez, a ter distanciamento de decidir o que devo decidir e quando o devo, ter o equilíbrio de não desmoronar, de não quebrar apesar de vergar, ter o equilíbrio de ser quem sou, quem me tornei, de fazer o bem, de valorizar o bom e de rir, rir muito, rir de mim rir do outro, rir de tudo... é mesmo assim ter vontade de dar cabo do destino e mostrar-lhe com quanta fibra se faz uma saloia.
A minha maior vitória é manter o equilíbrio mental, nem sei bem como!
Muda tudo!
O equilíbrio mental é fundamental, se a mente está a oscilar o teu corpo oscila, é inevitável, aprendi isto no yôga e é assim em tudo na vida. O equilíbrio é a peça-chave, eu diria mesmo a chave-mestra que nos abre as portas, uma a uma.
Acho mesmo que ter equilíbrio é a maior das vitórias da vida.
Podia ser ter força, ter capacidade de encaixe, ter esperança, ter sonhos, ter persistência, ter inteligência, mas nada disto vale o que realmente vale se não houver equilíbrio.
E ao olhar para tudo, mas tudo mesmo, a minha grande vitória, o meu lugar no pódio, a minha medalha de honra é apesar de tudo manter um certo equilíbrio.
Porque há murros que a vida nos dá que nos tiram da rota, nos fazem tremer, sair de cena até, quase que tombar... mas com habilidade, e mantendo o tal equilíbrio, é possível voltar ao combate. O mal é ir ao tapete... 5...4...3...2...1... Knot Out! ;)
Porque a minha grande vitória não é ter sobrevivido a umas belas tareias em criança, não foi ver o que nenhuma criança deve ver em casa, ouvir o que nunca deve ouvir, não foi o ter de cozinhar com apenas 10 anos, não foi fazer 5 km a pé para ir para a escola, quando andava apenas na 3ª classe, não foi tão pouco superar uma queimadura grave sem marcas, ou uma facada num dedo, não foi ter a coragem de dizer "esta vida não!" com apenas 12 anos e "fugir" para casa do meu herói (pai), não foi ter terminado 17 anos de escola sem nenhuma negativa, sem ter chumbado, sem ter ficado para trás, não foi ter tirado o curso dos meus sonhos, não foi ter deixado a minha vida toda para trás por amor, não foi ter deixado família, amigos e emprego para descobrir toda uma vida nova longe da terra saloia, e onde se fala outra língua (estrugido??? for god sake :P), não foi ter trabalhado em sítios que odiei, não foi ter montado um negócio e ter a humildade de o "destruir", não foi ter conseguido recompor-me dessa queda, não foi ter tido a força de nunca deixar de sorrir, de nunca desistir, de nunca me esconder, de ter estado sempre na linha da frente a dar o corpo pelas balas como se nada fosse, e era, ai se era, foi e será a maior das durezas viver com certos pesos, fantasmas, culpas e remorsos...
A maior vitória não foi reerguer-me das cinzas, sem ninguém ver o quão queimada eu estava, não foi construir uma carreira do zero, conseguir com trabalhos gratuitos ou mal pagos entrar no meio, até a sorte me sorrir, agarrar a oportunidade e entrar com tudo, não foi ter conquistado o carinho de um concelho inteiro, não foi ter o respeito, amizade e admiração de TODOS os que me rodeiam (à excepção dos que deixaram de rodear), não foi ter estado um ano a viver em banho-maria, nao foi ter passado 3 meses a chorar de manhã à noite a pensar que era o fim, não foi ter dado outra oportunidade a algo que viria a fracassar meses depois, não foi sobreviver ao fracasso, não foi mesmo fingir que tudo estava bem, mentir às famílias e aos amigos, não foi chegar perto do limite e ter de reagir antes de não conseguir agir.
A minha maior vitória é sem dúvida passar por isto tudo e estar aqui, de pé, em equilíbrio, continuar a ser ponderada, a ser sensata, a ter lucidez, a ter distanciamento de decidir o que devo decidir e quando o devo, ter o equilíbrio de não desmoronar, de não quebrar apesar de vergar, ter o equilíbrio de ser quem sou, quem me tornei, de fazer o bem, de valorizar o bom e de rir, rir muito, rir de mim rir do outro, rir de tudo... é mesmo assim ter vontade de dar cabo do destino e mostrar-lhe com quanta fibra se faz uma saloia.
A minha maior vitória é manter o equilíbrio mental, nem sei bem como!
quinta-feira, 20 de junho de 2013
Nota mental
Não mudar a areia do gato depois de almoçar...
Isto porque ele anda pior que uma arma nuclear, poderoso naquele aroma!
Isto porque ele anda pior que uma arma nuclear, poderoso naquele aroma!
sábado, 8 de junho de 2013
Diário de um Vómito
Quando fui tia pela primeira vez a minha sobrinha passava a vida a bolsar, bolsava o leite, a papa e depois a sopa... era um cenário dantesco, saía-lhe verde da sopa pelo nariz em rajada, a papa saltava e quase que atingia os 50 metros barreiras, aquilo era demais.
Um dia em família, quando a minha sobrinha já não expulsava a comida com aquele horror, comentava-se aquilo num almoço de domingo: bolsa, daqui, vomita dali, impressionante, nunca se viu nada assim e diz o meu pai: "Na... para vomitar era a minha mais nova, nunca vi nada assim, porra!"
O desabafo foi feito em modo fofinho de pai que viajava 30 km e eu vomitava, de quem me proibia tristemente de ingerir qualquer sólido ou líquido até chegar ao destino, se fossem três horas eram três horas sem comer... Pois bem, não adiantava de nada...
Com comprimidos, sem comer, com truques de ir descalça, de ir à frente... em 30 ou em 300 km, eu vomitava assim que o meu corpo sentia movimento num carro.
As viagens eram sempre uma animação, para mim um tortura, chorava de vomitar, de enjoada, passava a vida a chorar... a família levava rolos de papel higiénico, sacos de plástico e ainda me lembro a minha madrasta andar sempre com uma muda de roupa de reserva para mim, iam buscar-me a casa da minha mãe e lá trazia ela a roupa (ao jeito dela, com aquele cheirinho e aquela suavidade que ainda hoje tento imitar na minha casa).
Isto a viver com a mãe a 130km do pai... era espetacular! E ter um pai que adora passear e mostrar-nos o país, e ir de férias... era sempre a lançar por essa berma fora.
Hoje admiro o heroísmo dele de nunca ter desistido de nos levar a viajar... Nem sei como o meu irmão não se vomitava todo só de me ver ou cheirar, outro herói!
Ainda hoje não passo mais de 3 meses sem expulsar o demo pela boca. é impressionante, volta e meia tungas... enjoos, mau estar e zás, deita cá pra fora.
Seja pela comida, seja por momentos de maior stress, seja por força do demónio... não tenho nenhum problema no estômago, mas ele gosta de expulsar cenas.
E pronto, estou num desses momentos e lembrei-me de partilhar que: a vomitar desde mil nove e oitenta e três, em grande estilo.
(Agora como não tenho a minha madrasta ou o meu pai para me segurar no cabelo, prendo-o assim que pressinto que posso ir lançar o barco)
Eu sei, este post está um nojo, aguentem que eu também me aguento em toda uma vida em modo vomitado!
Um dia em família, quando a minha sobrinha já não expulsava a comida com aquele horror, comentava-se aquilo num almoço de domingo: bolsa, daqui, vomita dali, impressionante, nunca se viu nada assim e diz o meu pai: "Na... para vomitar era a minha mais nova, nunca vi nada assim, porra!"
O desabafo foi feito em modo fofinho de pai que viajava 30 km e eu vomitava, de quem me proibia tristemente de ingerir qualquer sólido ou líquido até chegar ao destino, se fossem três horas eram três horas sem comer... Pois bem, não adiantava de nada...
Com comprimidos, sem comer, com truques de ir descalça, de ir à frente... em 30 ou em 300 km, eu vomitava assim que o meu corpo sentia movimento num carro.
As viagens eram sempre uma animação, para mim um tortura, chorava de vomitar, de enjoada, passava a vida a chorar... a família levava rolos de papel higiénico, sacos de plástico e ainda me lembro a minha madrasta andar sempre com uma muda de roupa de reserva para mim, iam buscar-me a casa da minha mãe e lá trazia ela a roupa (ao jeito dela, com aquele cheirinho e aquela suavidade que ainda hoje tento imitar na minha casa).
Isto a viver com a mãe a 130km do pai... era espetacular! E ter um pai que adora passear e mostrar-nos o país, e ir de férias... era sempre a lançar por essa berma fora.
Hoje admiro o heroísmo dele de nunca ter desistido de nos levar a viajar... Nem sei como o meu irmão não se vomitava todo só de me ver ou cheirar, outro herói!
Ainda hoje não passo mais de 3 meses sem expulsar o demo pela boca. é impressionante, volta e meia tungas... enjoos, mau estar e zás, deita cá pra fora.
Seja pela comida, seja por momentos de maior stress, seja por força do demónio... não tenho nenhum problema no estômago, mas ele gosta de expulsar cenas.
E pronto, estou num desses momentos e lembrei-me de partilhar que: a vomitar desde mil nove e oitenta e três, em grande estilo.
(Agora como não tenho a minha madrasta ou o meu pai para me segurar no cabelo, prendo-o assim que pressinto que posso ir lançar o barco)
Eu sei, este post está um nojo, aguentem que eu também me aguento em toda uma vida em modo vomitado!
sexta-feira, 7 de junho de 2013
Ser super-pessoa
A vossa Saloia não está deprimida (oh, gostávamos mesmo de ver a gaja encharcada em prozacs e a falar enrolado, já que pelo álcool ela não vai lá), não estou, mas ando numa fase filosófica de auto-análise.
Quando procedemos a alguma alteração na vida, pelo menos eu sou assim, parece que temos uma película na mente, o filme passa, rebobina, volta a passar ora em câmara lenta ora a alta velocidade, mas revejo cada pormenor, cada acontecimento, cada conversa, cada sinal...
Não é masoquismo, nem quero penitenciar-me, mas quero ter a certeza que some as vezes que somar, o resultado desta conta será sempre o mesmo... Baralhe as vezes que baralhar e volte a dar pela ordem que for, as cartas serão sempre as mesmas.
Para ter a certeza que não me arrependo, que não me percipitei, que estou melhor e que não vale a pena olhar para trás com saudade.
Começo por isso a confessar o que se passa a algumas pessoas que me rodeiam e o comentário, principalmente se vier do meu mundo profissional vem sempre com grande choque, admiração e segue-se com uma hiper valorização da minha pessoa. Isto porque as pessoas que trabalham comigo e ou lidam comigo em trabalho vêem o meu melhor, o meu pior, o meu tudo.
Pois, eu em trabalho lido com amigos verdadeiros, lido com situações de stress, de momentos de chorar de rir sem poder rir, momentos de mandar meio mundo ir apanhar urtigas e metê-las nas cuecas e continuar a sorrir, momentos de tomar um café descontraído, beber uma cola, dançar um pouco, falar mal de pessoas, falar bem de outras, de analisar a actualidade, o que nos rodeia, falar de nós... Começo a achar que em trabalho sou o mais completa que existe, porque adoro o que faço, porque sou genuína, porque mesmo louca, disfarço alguma demência mas assumo que sou como sou.
É claro que uso uma máscara, aprendi a usá-la mas sempre relativamente a sentimentos, não no carácter, para fora não transpareço o que sinto, o que estou a viver, seja euforia ou tristeza que me assola.
Sem reflectir os meus sentimentos, reflicto-me muito enquanto mulher, enquanto profissional, enquanto cidadã, enquanto PESSOA. E o balanço é positivo.
Eu olho para o espelho e gosto do que vejo (não falo do aspecto físico), gosto daquilo que me tornei como pessoa, gosto do meu carácter, da minha determinação, do meu optimismo desmesurado, da minha força, da minha bondade, da minha fragilidade ao mesmo tempo, da minha inteligência, prespicácia, da minha cultura, da minha educação, dos meus valores, em suma, não sou perfeita, mas gosto do ser humano que me tornei... Gosto mais de saber que podia ser o oposto, fruto de uma infância bem tramada, mas não, no meio de uma vida de espinhos consegui o meu equilíbrio.
E gosto de ser vista assim por quem me rodeia... Os meus irmãos vêem-me assim, os meus amigos vêem-me assim e dizem que eu sou super, que faço tudo, que posso tudo.
Sou super e isso chega-me... Não tem que chegar a mais ninguém ;)
Quando procedemos a alguma alteração na vida, pelo menos eu sou assim, parece que temos uma película na mente, o filme passa, rebobina, volta a passar ora em câmara lenta ora a alta velocidade, mas revejo cada pormenor, cada acontecimento, cada conversa, cada sinal...
Não é masoquismo, nem quero penitenciar-me, mas quero ter a certeza que some as vezes que somar, o resultado desta conta será sempre o mesmo... Baralhe as vezes que baralhar e volte a dar pela ordem que for, as cartas serão sempre as mesmas.
Para ter a certeza que não me arrependo, que não me percipitei, que estou melhor e que não vale a pena olhar para trás com saudade.
Começo por isso a confessar o que se passa a algumas pessoas que me rodeiam e o comentário, principalmente se vier do meu mundo profissional vem sempre com grande choque, admiração e segue-se com uma hiper valorização da minha pessoa. Isto porque as pessoas que trabalham comigo e ou lidam comigo em trabalho vêem o meu melhor, o meu pior, o meu tudo.
Pois, eu em trabalho lido com amigos verdadeiros, lido com situações de stress, de momentos de chorar de rir sem poder rir, momentos de mandar meio mundo ir apanhar urtigas e metê-las nas cuecas e continuar a sorrir, momentos de tomar um café descontraído, beber uma cola, dançar um pouco, falar mal de pessoas, falar bem de outras, de analisar a actualidade, o que nos rodeia, falar de nós... Começo a achar que em trabalho sou o mais completa que existe, porque adoro o que faço, porque sou genuína, porque mesmo louca, disfarço alguma demência mas assumo que sou como sou.
É claro que uso uma máscara, aprendi a usá-la mas sempre relativamente a sentimentos, não no carácter, para fora não transpareço o que sinto, o que estou a viver, seja euforia ou tristeza que me assola.
Sem reflectir os meus sentimentos, reflicto-me muito enquanto mulher, enquanto profissional, enquanto cidadã, enquanto PESSOA. E o balanço é positivo.
Eu olho para o espelho e gosto do que vejo (não falo do aspecto físico), gosto daquilo que me tornei como pessoa, gosto do meu carácter, da minha determinação, do meu optimismo desmesurado, da minha força, da minha bondade, da minha fragilidade ao mesmo tempo, da minha inteligência, prespicácia, da minha cultura, da minha educação, dos meus valores, em suma, não sou perfeita, mas gosto do ser humano que me tornei... Gosto mais de saber que podia ser o oposto, fruto de uma infância bem tramada, mas não, no meio de uma vida de espinhos consegui o meu equilíbrio.
E gosto de ser vista assim por quem me rodeia... Os meus irmãos vêem-me assim, os meus amigos vêem-me assim e dizem que eu sou super, que faço tudo, que posso tudo.
Sou super e isso chega-me... Não tem que chegar a mais ninguém ;)
quinta-feira, 6 de junho de 2013
Identificações Facebookianas #2
Só me apetece começar este post com uma brutal asneirada, esquecendo que sou saloia e assumindo os comandos à norte!!!
Mas controlei-me.
Há gente tão estúpida que devia ser brindado com um picador de gelo nos dedos cada vez que pensa em identificar-me em fotos demerda!!!!!
Todos os dias sou identificada em fotos de nascer do sol, em chávenas de café, em solzinhos a sorrir, e pior, em fronhas, medonhas que não são a que o meu paizinho me deu.
Assumir a minha feiura ou belezura está implícito ao ter uma conta de facebook, agora assumir o espinhame da fronha de outrem, que identifica 50 pessoa num só focinho, o seu próprio e que ainda por cima nem é dos mais exemplares... deixa-me furiosa.
Estou a dois passos de seguir o exemplo da minha amiga C e desatar a bloquear esta gente!!!
Se for identificação em publicidade fico podre, querem publicidade gratuita às minhas custas? Não me parece. Agora identificações dapiça, em sítios onde não estou nem vou estar, pessoas que não me dizem muito e assunto que nada me dizem dá-me uma vontade de acrescentar uma aplicação ao Windows... o chapadão online!!!
Mas controlei-me.
Há gente tão estúpida que devia ser brindado com um picador de gelo nos dedos cada vez que pensa em identificar-me em fotos de
Todos os dias sou identificada em fotos de nascer do sol, em chávenas de café, em solzinhos a sorrir, e pior, em fronhas, medonhas que não são a que o meu paizinho me deu.
Assumir a minha feiura ou belezura está implícito ao ter uma conta de facebook, agora assumir o espinhame da fronha de outrem, que identifica 50 pessoa num só focinho, o seu próprio e que ainda por cima nem é dos mais exemplares... deixa-me furiosa.
Estou a dois passos de seguir o exemplo da minha amiga C e desatar a bloquear esta gente!!!
Se for identificação em publicidade fico podre, querem publicidade gratuita às minhas custas? Não me parece. Agora identificações da
quarta-feira, 5 de junho de 2013
Falhei e agora?
À amizade o seu verdadeiro tributo!
Porque quando o barco afunda a diferença está nos que viram as costas, nos que te empurram ao fundo e nos que nos dão a mão, as duas mãos, mergulham por nós, se molham e ainda nos cedem a sua toalha!
Aos que estão sempre aqui, a quem liga porque sim, a quem pergunta "estás bem", a quem arranja um espaço na mesa para eu ser da família, a quem bate à porta a trazer um sorriso (e uma massagem quando não me consigo mexer), a quem me faz ir às lágrimas de tanto rir, quando há quem deseje que eu chore de tristeza!
Aos que ajudam como podem, os que me dão a mão, um doce, o ombro ou apenas o sorriso... A esses devo esta força, esta vontade de rir, de continuar e de vencer!
A vida é feita de fases, umas boas e outras nem tanto, esta é uma das lixadas, a cabeça a mil, meses a pensar numa solução, o medo de mudar, o medo de não mudar.
Mas mudei, porque a tristeza e apatia de viver mais um ano que fosse da mesma forma arrancava-me a cada dia que passava meio litro de sangue, com medo de secar... tive que agir.
No entanto, ao agir, agi já a secar,é raro o momento em que me escorre uma lágrima pelo rosto (e ainda bem que me maquilho todos os dias e andar tipo palhaço pobre, não se me condiz com a minha fugura :P ), falo do assunto com frieza, ou nem falo, agradeço aos que me rodeiam verdadeiramente não me pressionarem, ajudam-me a superar a cada dia mais este falhanço da vida.
Isto vindo de uma pessoa que chorava todos os dias em qualquer ocasião é estranho, simplesmente não conseguir chorar... Sinto que a vida me secou, me arrefeceu, me deixou ausente de mim mesma, da vida e das expectativas.
Sinto que não tenho grandes projectos, sinto que não vale a pena projectar, sinto que não sinto mais nada... sinto que falhei.
Pois é falhei... mais uma vez a sensação é que não segui o melhor caminho, continuo com a sensação que não sei tomar decisões na vida... Mas de uma coisa eu tenho a certeza: eu tomo-as, e não fico à espera que a vida me empurre, não me escondo, nunca coloquei a cabeça na areia, nem empurrei os problemas com a barriga...
Mas isto tudo tem um preço, o peso da consciência, o peso da desconfiança, o peso do medo, o peso da solidão do meio da multidão.
No conforto da minha nova casa sinto paz... deixei de ser a muleta que dava jeito, deixei de viver as obrigações que não eram mais as minhas e que me matavam aos poucos, cumprir calendário? Eu não sou um clube da liga amadora, lamento.
Na memória ficam as coisas boas, que foram muitas e seria ingrata se dissesse o contrário, mas também fica a frieza do fim, o desprezo, a sensação de ocupar o último lugar da lista... Isto não se esquece.
Por fim... fica o silêncio de quem me vê pelas costas e nem uma palavra de apreço, de conforto, de amizade. No fundo... eu sou e serei sempre a culpada aos olhos que quem não quer ver a realidade.
Mas só assumo a culpa de não me acomodar a uma vida que não era para mim.
De coração vazio... enche-me a alma o calor dos amigos!
A vida é feita de fases, umas boas e outras nem tanto, esta é uma das lixadas, a cabeça a mil, meses a pensar numa solução, o medo de mudar, o medo de não mudar.
Mas mudei, porque a tristeza e apatia de viver mais um ano que fosse da mesma forma arrancava-me a cada dia que passava meio litro de sangue, com medo de secar... tive que agir.
No entanto, ao agir, agi já a secar,é raro o momento em que me escorre uma lágrima pelo rosto (e ainda bem que me maquilho todos os dias e andar tipo palhaço pobre, não se me condiz com a minha fugura :P ), falo do assunto com frieza, ou nem falo, agradeço aos que me rodeiam verdadeiramente não me pressionarem, ajudam-me a superar a cada dia mais este falhanço da vida.
Isto vindo de uma pessoa que chorava todos os dias em qualquer ocasião é estranho, simplesmente não conseguir chorar... Sinto que a vida me secou, me arrefeceu, me deixou ausente de mim mesma, da vida e das expectativas.
Sinto que não tenho grandes projectos, sinto que não vale a pena projectar, sinto que não sinto mais nada... sinto que falhei.
Pois é falhei... mais uma vez a sensação é que não segui o melhor caminho, continuo com a sensação que não sei tomar decisões na vida... Mas de uma coisa eu tenho a certeza: eu tomo-as, e não fico à espera que a vida me empurre, não me escondo, nunca coloquei a cabeça na areia, nem empurrei os problemas com a barriga...
Mas isto tudo tem um preço, o peso da consciência, o peso da desconfiança, o peso do medo, o peso da solidão do meio da multidão.
No conforto da minha nova casa sinto paz... deixei de ser a muleta que dava jeito, deixei de viver as obrigações que não eram mais as minhas e que me matavam aos poucos, cumprir calendário? Eu não sou um clube da liga amadora, lamento.
Na memória ficam as coisas boas, que foram muitas e seria ingrata se dissesse o contrário, mas também fica a frieza do fim, o desprezo, a sensação de ocupar o último lugar da lista... Isto não se esquece.
Por fim... fica o silêncio de quem me vê pelas costas e nem uma palavra de apreço, de conforto, de amizade. No fundo... eu sou e serei sempre a culpada aos olhos que quem não quer ver a realidade.
Mas só assumo a culpa de não me acomodar a uma vida que não era para mim.
De coração vazio... enche-me a alma o calor dos amigos!
quinta-feira, 30 de maio de 2013
Tropa de Elite
Mudar de casa tem tudo para ser uma valente cagada, não só pelo motivo em si, que enfim, mas pela trabalheira de quem tem tudo em muito. TUDO EM MUITO.
Mas quem tem amigos nunca anda descalço, essa é que é essa.
A todos sem excepção, vocês sãofoda! Mas à minha riqueza mais piquena, recém mãe, entre dar de mamar, mudar fraldas e embalar a criança ajudou-me com o grosso da miudeza, tudo o que foi tarecos, roupa, calçado e loiças... Dois dias nisto, duas pessoas "cheias de cabedal", mais um bebé, muita viagem de elevador, carros cheios até à rolha, malas fechadas com cordas... Uma aventura do melhor, muita gargalhada, muito ataque de apatia, muito acesso de fúria, muita dor nas costas.
No terceiro e último dia, veio o corpo de intervenção, em 20 minutos tinha tudo desmontado, embalado e no hall de entrada, vem o da "camineta" e horas depois, tudo no sítio, montado, cortinados postos, casa aspirada...
Quem tem amigos tem tudo!!! É isto!!!
Vida nova, siga! ;)
Mas quem tem amigos nunca anda descalço, essa é que é essa.
A todos sem excepção, vocês são
No terceiro e último dia, veio o corpo de intervenção, em 20 minutos tinha tudo desmontado, embalado e no hall de entrada, vem o da "camineta" e horas depois, tudo no sítio, montado, cortinados postos, casa aspirada...
Quem tem amigos tem tudo!!! É isto!!!
Vida nova, siga! ;)
quinta-feira, 23 de maio de 2013
Nunca subestimes o tamanho de uma tábua de passar a ferro
Era só isto: Nunca subestimem o tamanho de uma tábua de passar a ferro, que aparentemente é uma das coisas pequenas da casa e na hora de passear com ela... só de trela porque a gaja não cabe em nenhum veículo!!!
Já chegou ao destino, mas foi uma aventura nada bonita (eu de pendura com uma tábua em cima da cabeça, a passar pela Polícia Municipal que cortava a estrada para uma procissão).
Já chegou ao destino, mas foi uma aventura nada bonita (eu de pendura com uma tábua em cima da cabeça, a passar pela Polícia Municipal que cortava a estrada para uma procissão).
quarta-feira, 8 de maio de 2013
O Cio
"Oi?
O Cio??
Vamos agora entrar pela zoófilia?
Então mas se tens um gato castrado como podes falar de cio?"
Pois é, não falo do cio animal... falo do cio humano...
É verdade as pessoas também têm cio... muito... ireflectido e com efeitos bem piores que o cio animal.
Pior... no reino animal, e segundo o veterinário do meu bichano mais lindo: os machos não têm cio, apenas respondem com as hormonas ao cio das fêmeas...
Tudo muito lindo, mas nas pessoas a coisa pinta de outra cor. O cio ataca quando menos se espera, sem cor, sem cheiro, ele está entranhado nas pessoas, homens ou mulheres.
Não falo só do comportamento desesperado de querer encontrar uma ficha que lhe ligue na tomada, ou vice-versa, falo de um conjunto de actos e de desespero em toda uma vida que seja CIO.
Na maneira como se sofrega falar com alguém, no modo como se quer as coisas para anteontem, e tudo e sempre... A forma como se liga, não uma, não duas, não três, mas muitas vezes para dizer a mesma coisa acrescentando apenas uma vírgula... e pensar bem no assunto? Não?
Não, o cio não deixa que se pense... que se espere até as ideias estarem todas em cima da mesa... o CIO é confundido com anseidade ou impulsividade...
No fundo, bem no fundo eu e a minha amiga C... descobrimos isto em Janeiro de 2012: As pessoas também têm cio e são insuportáveis!
Chateiam, massam, cansam, massacram, falam muito e geralmente 7 tons acima do minimamente suportável, insitem, persistem e pior... é que não desistem!!!
Despois há o cio passageiro, os que por qualquer ocasião da vida ficam assim descontrolados, mas depois até voltam ao normal.
E há os que são assim... sempre!
Ainda há os que têm o tal cio animal... mas para esses recomenda-se um baldezinho de gelo ou um picador de carne... Assunto resolvido!
É só isto, lido com muito cio e aborrece-me!
O Cio??
Vamos agora entrar pela zoófilia?
Então mas se tens um gato castrado como podes falar de cio?"
Pois é, não falo do cio animal... falo do cio humano...
É verdade as pessoas também têm cio... muito... ireflectido e com efeitos bem piores que o cio animal.
Pior... no reino animal, e segundo o veterinário do meu bichano mais lindo: os machos não têm cio, apenas respondem com as hormonas ao cio das fêmeas...
Tudo muito lindo, mas nas pessoas a coisa pinta de outra cor. O cio ataca quando menos se espera, sem cor, sem cheiro, ele está entranhado nas pessoas, homens ou mulheres.
Não falo só do comportamento desesperado de querer encontrar uma ficha que lhe ligue na tomada, ou vice-versa, falo de um conjunto de actos e de desespero em toda uma vida que seja CIO.
Na maneira como se sofrega falar com alguém, no modo como se quer as coisas para anteontem, e tudo e sempre... A forma como se liga, não uma, não duas, não três, mas muitas vezes para dizer a mesma coisa acrescentando apenas uma vírgula... e pensar bem no assunto? Não?
Não, o cio não deixa que se pense... que se espere até as ideias estarem todas em cima da mesa... o CIO é confundido com anseidade ou impulsividade...
No fundo, bem no fundo eu e a minha amiga C... descobrimos isto em Janeiro de 2012: As pessoas também têm cio e são insuportáveis!
Chateiam, massam, cansam, massacram, falam muito e geralmente 7 tons acima do minimamente suportável, insitem, persistem e pior... é que não desistem!!!
Despois há o cio passageiro, os que por qualquer ocasião da vida ficam assim descontrolados, mas depois até voltam ao normal.
E há os que são assim... sempre!
Ainda há os que têm o tal cio animal... mas para esses recomenda-se um baldezinho de gelo ou um picador de carne... Assunto resolvido!
É só isto, lido com muito cio e aborrece-me!
segunda-feira, 6 de maio de 2013
O Silêncio
Como diz o outro: No one plans a murder out loud!!!
E por isso prefiro andar calada que dizer asneira.
No fundo, confesso que por mais que quisesse vir para aqui escrever os meus disparates, falta-me a vontade de parvar, de escrever e de expor assuntos, sejam eles quais forem...
Por outro lado este nó que se me ataca os dedos tem uma razão, é para não destilar fel... prefiro que não saia nada, porque não há mel nestes dias.
I'll be back, as crazy as i am... :D
E por isso prefiro andar calada que dizer asneira.
No fundo, confesso que por mais que quisesse vir para aqui escrever os meus disparates, falta-me a vontade de parvar, de escrever e de expor assuntos, sejam eles quais forem...
Por outro lado este nó que se me ataca os dedos tem uma razão, é para não destilar fel... prefiro que não saia nada, porque não há mel nestes dias.
I'll be back, as crazy as i am... :D
segunda-feira, 22 de abril de 2013
Doenças lá debaixo
A publicidade de um produto para tratar as micoses das partes íntimas gera-me uma dúvida:
Um comprimido vaginal toma-se com ou sem copinho de água?
Um comprimido vaginal toma-se com ou sem copinho de água?
segunda-feira, 15 de abril de 2013
domingo, 7 de abril de 2013
E esta?
"Nunca tomar laxante e comprimidos para dormir na mesma noite!"
Sempre a aprender coisas úteis!
Sempre a aprender coisas úteis!
sábado, 6 de abril de 2013
Aventuras subaquáticas
Veste-se à pressa para a natação; começa a nadar e percebe que tem uma costura no sítio errado a magoar a virilha; pensa que ajeita assim que parar; olha em frente, debaixo de água e vê uma colega, com os seus 50 anos, a retirar o tecido do rego; acha piada; pára de achar piada; e pensa: "se eu vi a senhora, alguém também me vê se eu fizer o mesmo"!
Aguenta a bomboca!!! :D
Aguenta a bomboca!!! :D
quinta-feira, 4 de abril de 2013
Estrangeirismos #1
É... isto de falar duas línguas é uma complicação na minha pequena cabeça.
"Saloiês" e "nortês" numa boca só dá confusão, e numa vida cheia de nortismos, e de pessoas do norte, a coisa corre mal.
Só não acaba em sangue porque eu sou uma pessoa calma, mas isto de levar baile do bom e do grosso sempre que abro a boca com uma expressão sulista dá-me cabo do vocabulário e desperta em mim uma vontade de ser do Norte a 100% e professar assim um belo conjunto de palavrões, só para verem se assim já me entendem... :P
Esta rubrica terá vários capítulos; que escrever o rico vocabulário e as diferenças e os episódios por detrás das histórias num só post ia maçar qualquer um, principalmente a mim mesma, que não tenho muito tempo nesta minha vida super animada.
Então vai cá um exemplo o mais básico de todos e dos que mais usamos:
DIZER AS HORAS
Sim, dizer as horas é um verdadeiro desafio, corro o risco de marcar um encontro para apiça, ou de não ser bem entendida, ou de eu aparecer na hora errada ou de ser gozada (a mais comum de todas).
Então passo a explicar, nós saloios (e grande parte dos portugueses em geral) quando dizemos que são 10h45 dizemos: ou que são dez e quarenta e cinco ou um quarto para as onze. Certo? Certo!
Errado! A norte diz-se "onze menos um quarto".
Eu como não gosto de matemática, a cena de subtrair minutos a uma hora que ainda não é, faz-me confusão, por isso quase 6 anos depois de cá viver e oito e meio de lidar diariamente com estas expressões, continuo a dizer as horas como aprendi em Lisboa.
Mas eu não estou errada, nem eles, mas por que raio insistem em me corrigir? Simplesmente para meter nojo. Basicamente para me azucrinar.
Mas o suprassumo foi mesmo acontecer-me isto:
Ligo ao senhor fulano de tal às 10 da manhã e pergunto se podemos marcar uma reunião, diz ele (que estava a uns 20km de mim): "Sim senhora, Meia-hora!"
Nisto arranco eu feita doida e meia hora depois lá estava eu... e ele nada, mais 15 minutos e ele nada, outros 15 e ele nada... Ligo ao senhor pergunto o que se passa e responde ele: "Eu disse que era À meia-hora!" Respondo eu em Pânico: "Mas HÁ meia hora atrás eu estava em sítio x e era impossível cá chegar no momento". Diz ele: "Você não percebeu, reunimo-nos à meia-hora... ao meio-dia e meia hora!"
Fiquei para lá de parvalhona da minha vida... meia-hora é usada para dizer que é meio-dia e meio ou meia-noite e meia...
Figura de ursa!!!
"Saloiês" e "nortês" numa boca só dá confusão, e numa vida cheia de nortismos, e de pessoas do norte, a coisa corre mal.
Só não acaba em sangue porque eu sou uma pessoa calma, mas isto de levar baile do bom e do grosso sempre que abro a boca com uma expressão sulista dá-me cabo do vocabulário e desperta em mim uma vontade de ser do Norte a 100% e professar assim um belo conjunto de palavrões, só para verem se assim já me entendem... :P
Esta rubrica terá vários capítulos; que escrever o rico vocabulário e as diferenças e os episódios por detrás das histórias num só post ia maçar qualquer um, principalmente a mim mesma, que não tenho muito tempo nesta minha vida super animada.
Então vai cá um exemplo o mais básico de todos e dos que mais usamos:
DIZER AS HORAS
Sim, dizer as horas é um verdadeiro desafio, corro o risco de marcar um encontro para a
Então passo a explicar, nós saloios (e grande parte dos portugueses em geral) quando dizemos que são 10h45 dizemos: ou que são dez e quarenta e cinco ou um quarto para as onze. Certo? Certo!
Errado! A norte diz-se "onze menos um quarto".
Eu como não gosto de matemática, a cena de subtrair minutos a uma hora que ainda não é, faz-me confusão, por isso quase 6 anos depois de cá viver e oito e meio de lidar diariamente com estas expressões, continuo a dizer as horas como aprendi em Lisboa.
Mas eu não estou errada, nem eles, mas por que raio insistem em me corrigir? Simplesmente para meter nojo. Basicamente para me azucrinar.
Mas o suprassumo foi mesmo acontecer-me isto:
Ligo ao senhor fulano de tal às 10 da manhã e pergunto se podemos marcar uma reunião, diz ele (que estava a uns 20km de mim): "Sim senhora, Meia-hora!"
Nisto arranco eu feita doida e meia hora depois lá estava eu... e ele nada, mais 15 minutos e ele nada, outros 15 e ele nada... Ligo ao senhor pergunto o que se passa e responde ele: "Eu disse que era À meia-hora!" Respondo eu em Pânico: "Mas HÁ meia hora atrás eu estava em sítio x e era impossível cá chegar no momento". Diz ele: "Você não percebeu, reunimo-nos à meia-hora... ao meio-dia e meia hora!"
Fiquei para lá de parvalhona da minha vida... meia-hora é usada para dizer que é meio-dia e meio ou meia-noite e meia...
Figura de ursa!!!
terça-feira, 2 de abril de 2013
A moita
Numa destas noites desapareceu um bêbado numa ravina, ia muito bem a passear e decerto alguma alma demoníaca e invisível empurrou o senhor monte abaixo.
Grande alarido, ai que o bêbado se espatifou, ai que morreu, ai que o caneco...
Até que dão o senhor como recuperado... Tudo na paz do senhor, história com final feliz.
Digo eu: "Sabem como o encontraram?
- Ouviu-se uma moita a soluçar..."
(História verdadeira e piada estupidamente minha!)
Grande alarido, ai que o bêbado se espatifou, ai que morreu, ai que o caneco...
Até que dão o senhor como recuperado... Tudo na paz do senhor, história com final feliz.
Digo eu: "Sabem como o encontraram?
- Ouviu-se uma moita a soluçar..."
(História verdadeira e piada estupidamente minha!)
sábado, 23 de março de 2013
sexta-feira, 15 de março de 2013
Not fashion
Tem 15anos parece ter 30!!! Participa no x factor!
Usa cabelo vermelho, blusa verde, casaco amarelo e sapatos azuis... Tudo junto!!
Mas admito: canta pra mundial!
Usa cabelo vermelho, blusa verde, casaco amarelo e sapatos azuis... Tudo junto!!
Mas admito: canta pra mundial!
Bate mal...
É isto que os meus vizinhos pensam ao me ter visto hoje de manhã, voltar a casa, já meia despenteada para ir buscar o protector solar factor 50 quando eu até sou bastante morena.
Mas tudo tem uma explicação... uma pessoa para se livrar do bigode de machoman recorre a coisas modernas e o pouco e fraco sol de hoje pode ser do demónio e vai de botar factor 50 como se estivesse a hidratar um cu de bebé...
Mas tudo tem uma explicação... uma pessoa para se livrar do bigode de machoman recorre a coisas modernas e o pouco e fraco sol de hoje pode ser do demónio e vai de botar factor 50 como se estivesse a hidratar um cu de bebé...
quinta-feira, 7 de março de 2013
O gato
O meu gato bate mal...
Mas é lindo e eu adoro-o, mas bate mal.
Ontem quando cheguei a casa, era comedouro, bebedouro e respectivo tapete onde assentam, tudo virado ao contrário, um rebuliço enorme por aquele chão da cozinha.
E ele miau, miau, miau... Nem comida nem água e um desespero que só ele.
Abasteci-lhe o kit salva-vidas e fui para a casa de banho, depois de ele encher o bandulho, vai de miar em estéreo, quase à uma da manhã, tipo gato com cio (mas ele é castrado), como percebemos que estava carente, anda lá dormir na cama grande.
Para além de ter o dom de adormecer sempre em cima de mim (há mais gente lá em casa, mas ele quer é dormir em cima de mim), não pára, muda das pernas, para as costas, dentro do edredon, fora do edredon, ainda se certifica que estou a dormir e vai de me dar chapadões na cara, bem uma animação...
Resultado de ontem, e de todas as noites em que acho que tenho um gato normal que pode dormir com as pessoas: acabo por acordar de madrugada e ter que o meter na sala.
Durmo mal, acabo por me chatear, mas caio todas as semanas neste erro.
Ele bate mal e a dona é burra!!
Mas é lindo e eu adoro-o, mas bate mal.
Ontem quando cheguei a casa, era comedouro, bebedouro e respectivo tapete onde assentam, tudo virado ao contrário, um rebuliço enorme por aquele chão da cozinha.
E ele miau, miau, miau... Nem comida nem água e um desespero que só ele.
Abasteci-lhe o kit salva-vidas e fui para a casa de banho, depois de ele encher o bandulho, vai de miar em estéreo, quase à uma da manhã, tipo gato com cio (mas ele é castrado), como percebemos que estava carente, anda lá dormir na cama grande.
Para além de ter o dom de adormecer sempre em cima de mim (há mais gente lá em casa, mas ele quer é dormir em cima de mim), não pára, muda das pernas, para as costas, dentro do edredon, fora do edredon, ainda se certifica que estou a dormir e vai de me dar chapadões na cara, bem uma animação...
Resultado de ontem, e de todas as noites em que acho que tenho um gato normal que pode dormir com as pessoas: acabo por acordar de madrugada e ter que o meter na sala.
Durmo mal, acabo por me chatear, mas caio todas as semanas neste erro.
Ele bate mal e a dona é burra!!
terça-feira, 5 de março de 2013
Escrever
Passo os meus dias a escrever e começo a não ter tempo para escrever para o blog... cómico.
Normalmente na minha cabeça a informação circula à velocidade da luz, as teorias sobre tudo e qualquer coisa são uma constante, a mania que tenho alguma piada, também cá mora.
Mas hoje deparei-me com uma situação que me incomodou, não gosto de chacota pública ainda para mais se entrar no meu terreno, visto a camisola e defendo com unhas e dentes aquilo que a meu ver merece, sejam amigos, família, valores, opiniões ou o local onde trabalho...
Por isso, à falta de outros meios (umas bofetadas nunca mataram ninguém) e à falta de ter violência em mim para as concretizar, utilizei as palavras para esclarecer umas coisas, para humanizar a coisa, porque não se pode tomar o todo pela parte e concordo que haja defeitos a apontar, mas daí a descredibilizar um conjunto de coisas só porque não se gosta de fulano de tal... não concordo.
Então fiz-me à guerra com a melhor arma que tenho, a das palavras e recebi um telefonema a dizer: "Saloia, até me emocionaste"!
Quando escrevo não pretendo emocionar, mas pretendo chegar a algum lado, que me leiam, entendam, que se envolvam, que concordem ou que discordem, mas que não passem os olhos e seja indiferente, é por isso que escrevo, é por isso que vale a pena escrever... ;)
Normalmente na minha cabeça a informação circula à velocidade da luz, as teorias sobre tudo e qualquer coisa são uma constante, a mania que tenho alguma piada, também cá mora.
Mas hoje deparei-me com uma situação que me incomodou, não gosto de chacota pública ainda para mais se entrar no meu terreno, visto a camisola e defendo com unhas e dentes aquilo que a meu ver merece, sejam amigos, família, valores, opiniões ou o local onde trabalho...
Por isso, à falta de outros meios (umas bofetadas nunca mataram ninguém) e à falta de ter violência em mim para as concretizar, utilizei as palavras para esclarecer umas coisas, para humanizar a coisa, porque não se pode tomar o todo pela parte e concordo que haja defeitos a apontar, mas daí a descredibilizar um conjunto de coisas só porque não se gosta de fulano de tal... não concordo.
Então fiz-me à guerra com a melhor arma que tenho, a das palavras e recebi um telefonema a dizer: "Saloia, até me emocionaste"!
Quando escrevo não pretendo emocionar, mas pretendo chegar a algum lado, que me leiam, entendam, que se envolvam, que concordem ou que discordem, mas que não passem os olhos e seja indiferente, é por isso que escrevo, é por isso que vale a pena escrever... ;)
Subscrever:
Mensagens (Atom)
