Epá isto não tem piada nenhuma, mas a noite passada acordei a pensei que estava eu própria a arder, tal o cheiro a fumo que me entrava pelas janelas de casa.
A meio da noite e a fazer tabela em tudo o que é esquina de porta, parede e rodapé, a ceifar mindinhos dos pés, joelhos, ancas ossudas e ombros desajeitados... lá fui eu a cambalear de sono fechar as janelas TODAS.
Não adiantou de nada, a casa ficou cheia de cinza, a roupa do estendal pronta a... lavar outra vez e o aroma... bem o aroma ficou digno de um fumeiro transmontano.
Quando me levantei para ir trabalhar ainda andei a ver onde andariam as morcelas e alheiras para cheirar tanto a fumeiro lá em casa, percebi que é geral... Tudo e todos cheiram a fumo. Hummm...
Já chovia a cântaros para apagar estes incêndios!
quinta-feira, 29 de agosto de 2013
domingo, 25 de agosto de 2013
Esperteza Saloia
Trabalhar o fim‑de‑semana todo, sair para arejar com as amigas até tarde duas noites seguidas, chegar a casa toda rota e... Pintar as unhas dos pés!
Agora ou me deito e descanso e estrago a pintura ou espero que sequem e amanhã ninguém me atura!!
sexta-feira, 23 de agosto de 2013
Ingenuidade
Na capa da Nova Gente diz que há uns rumores sobre uma gravidez da Cristina Ferreira.
Diz uma senhora ao meu lado: "Como é que é possível se ela está separada?"
Pensei eu: quer mesmo que lhe explique minha senhora???
quinta-feira, 22 de agosto de 2013
Diálogos saloios
- "Eu estou de calções e tu?"
- "Eu estou de vestido mas vou vestir umas calças de ganga."
- "Opá estou tão bem de calções, mas realmente tenho medo de ter frio mais logo.
Atchim, atchim, atchim"
As duas ao mesmo tempo - "É melhor vestir calças".
quarta-feira, 21 de agosto de 2013
terça-feira, 20 de agosto de 2013
Leitura refinada
Depois de ter lido "Pequeno Manual do Engate" em cinco dias, fiquei deveras muito mais inteligente.
Como não bebo, parte do livro deu para rir apenas, porque muito do engate é feito bem regado com valentes canecos.
Mas aprendi uns truques, aprendi a diferença entre um engate puro e duro e um engate que pode virar coisa séria, aprendi ainda o que é o passeio da vergonha... Nada mais que estar sábado à noite de mini-saia, decote, salto alto, maquilhada, mas chegar a casa com a mesma roupa, despenteada e borrada e convenhamos, mini-saia e top mini ao domingo de manhã não é roupa que se use... Daí passeio da vergonha...
A parte melhor foi ler o livro sempre a esconder a capa, até que um dia me esqueço e para tapar o sol levanto-o ao nível da minha cara e oiço um senhor com os seus 50/ 60 anos dizer a apontar para mim: "é memo daquilo quêu preciso!"
Fica a dúvida, se era do manual do engate ou se era da minha coxa morena em calção cor-de-rosa.
Agora estou a ler o "Morde aqui a ver se eu deixo" (em simultâneo estou a ler um decente romance histórico).
Mas gosto de títulos parvalhões e o próximos são: "Descubra a cabra secreta que há em si" e o "Não és tu sou eu".
Como não bebo, parte do livro deu para rir apenas, porque muito do engate é feito bem regado com valentes canecos.
Mas aprendi uns truques, aprendi a diferença entre um engate puro e duro e um engate que pode virar coisa séria, aprendi ainda o que é o passeio da vergonha... Nada mais que estar sábado à noite de mini-saia, decote, salto alto, maquilhada, mas chegar a casa com a mesma roupa, despenteada e borrada e convenhamos, mini-saia e top mini ao domingo de manhã não é roupa que se use... Daí passeio da vergonha...
A parte melhor foi ler o livro sempre a esconder a capa, até que um dia me esqueço e para tapar o sol levanto-o ao nível da minha cara e oiço um senhor com os seus 50/ 60 anos dizer a apontar para mim: "é memo daquilo quêu preciso!"
Fica a dúvida, se era do manual do engate ou se era da minha coxa morena em calção cor-de-rosa.
Agora estou a ler o "Morde aqui a ver se eu deixo" (em simultâneo estou a ler um decente romance histórico).
Mas gosto de títulos parvalhões e o próximos são: "Descubra a cabra secreta que há em si" e o "Não és tu sou eu".
segunda-feira, 19 de agosto de 2013
O problema és tu, não sou eu!!
Noto hoje que me
desapego muito mais facilmente das coisas e de pessoas...
Afasto-me dos que me puxam para baixo, dos que criticam, dos que moem, dos que só sabem lembrar os falhanços, os defeitos, as imperfeições. Não aceito lições de moral de quem tem muito menos moral que eu, não aceito que critiquem amigos de coração, não aceito ver nas costas dos outros o que serão por ventura as minhas.
E tendo a rodear-me dos que conhecem esses defeitos e falhanços, mas riem-se deles comigo, que os minimizam, que os ignoram e que me fazem pensar noutras coisas. Dos que olham para mim e vêem em primeiro lugar o melhor, os que acima de tudo me fazem bem e eu sei que lhes faço bem também.
Escusam de me diagnosticar problemas mentais para justificar as minhas mudanças de atitude ou o meu afastamento, porque a vida é muito curta para fazer fretes, a resposta que se dá a certas mudanças de atitude resume-se no oposto do cliché: "O problema és tu! Não sou eu!"
(Este ano vai na segundaputa de merda que me diagnostica uma depressão... queriam... queriam muito, queriam tanto ver-me na merda.... putas)
Afasto-me dos que me puxam para baixo, dos que criticam, dos que moem, dos que só sabem lembrar os falhanços, os defeitos, as imperfeições. Não aceito lições de moral de quem tem muito menos moral que eu, não aceito que critiquem amigos de coração, não aceito ver nas costas dos outros o que serão por ventura as minhas.
E tendo a rodear-me dos que conhecem esses defeitos e falhanços, mas riem-se deles comigo, que os minimizam, que os ignoram e que me fazem pensar noutras coisas. Dos que olham para mim e vêem em primeiro lugar o melhor, os que acima de tudo me fazem bem e eu sei que lhes faço bem também.
Escusam de me diagnosticar problemas mentais para justificar as minhas mudanças de atitude ou o meu afastamento, porque a vida é muito curta para fazer fretes, a resposta que se dá a certas mudanças de atitude resume-se no oposto do cliché: "O problema és tu! Não sou eu!"
(Este ano vai na segunda
sábado, 17 de agosto de 2013
sexta-feira, 16 de agosto de 2013
terça-feira, 13 de agosto de 2013
O que não mata... Engorda!!
Uma pessoa vem comer gelatina para a varanda no relax, pousa a taça e o gato vem... Sorrateiramente e vai de me lamber a gelatina!
É isso!
sábado, 10 de agosto de 2013
Borbulhas vs Espinhas
Eu tenho borbulhas, pontos negros, uma pele tudo menos de princesa, mas ok, pelo menos ao olharem para mim dão-me menos uns anos, porque toda a gente pensa que ainda estou na puberdade...
Pronto, estou a exagerar...
Não tenho a cara cheia de borbulhas, mas tenho uns comedons, pontos negros e volta e meia umas borbulhas, ou como se diz por aqui "espinhas".
Isto de espinha não tem nada, a espinha é fina e bicuda e as minhas.... BORBULHAS são gordas e redondas.
Aos 29 anos há quem sonhe ser rico, ter um emprego melhor, encontrar o amor da sua vida, ter filhos, uma casa no campo, cão e gato...
Mas eu só ambiciono não ter acne juvenil... a roçar os 30...
Pronto, estou a exagerar...
Não tenho a cara cheia de borbulhas, mas tenho uns comedons, pontos negros e volta e meia umas borbulhas, ou como se diz por aqui "espinhas".
Isto de espinha não tem nada, a espinha é fina e bicuda e as minhas.... BORBULHAS são gordas e redondas.
Aos 29 anos há quem sonhe ser rico, ter um emprego melhor, encontrar o amor da sua vida, ter filhos, uma casa no campo, cão e gato...
Mas eu só ambiciono não ter acne juvenil... a roçar os 30...
sexta-feira, 9 de agosto de 2013
A Inveja tem facebook
Fui de férias 5 dias em Julho, coloquei no facebook, o resultado foi um tempinho de merda... Mau olhado? Inveja? Agoiro?
Não sei... só sei que desta vez, não há referências aos meus dias de papo para o ar, nem tão pouco fotos com os pézinhos dentro de água, nem com o corpo coberto de brilhantes daquele protector fantástico, muito menos dos finais de tarde de galhofa, das noites a acabar tarde, dos cafés de horas, das tardes de riso... Nada disso vai para a rede social mais vigiada do mundo.
Mas aproveito este cantinho meu para deixar o registo que mesmo por casa, estou a adorar, não ter despertador, não usar maquilhagem, não usar relógio, não ter de correr por nada...
A palavra de ordem é calma... muita calma nessa alma... A correr basta-me o resto do ano. ;)
Não sei... só sei que desta vez, não há referências aos meus dias de papo para o ar, nem tão pouco fotos com os pézinhos dentro de água, nem com o corpo coberto de brilhantes daquele protector fantástico, muito menos dos finais de tarde de galhofa, das noites a acabar tarde, dos cafés de horas, das tardes de riso... Nada disso vai para a rede social mais vigiada do mundo.
Mas aproveito este cantinho meu para deixar o registo que mesmo por casa, estou a adorar, não ter despertador, não usar maquilhagem, não usar relógio, não ter de correr por nada...
A palavra de ordem é calma... muita calma nessa alma... A correr basta-me o resto do ano. ;)
terça-feira, 6 de agosto de 2013
Vontades
Só me apetece... Apanhar sol!!
Mas... está encoberto!
Universo, universo, como diz a Sister V., és mesmo um "ganda" boi.
segunda-feira, 5 de agosto de 2013
Sms
Durante um convívio animado com amigos recebo uma sms, fica logo tudo em pulgas para saber de quem é e eu mostro, era do meu primo e o nome está gravado como "Primo coiso".
E alguém diz: "Pois o outro também gravava o nome da gaja como " Vodafone!"
A minha vida não tem essa emoção toda!
sexta-feira, 2 de agosto de 2013
O último dia
Hoje foi o último dia de trabalho antes das férias, coisa que proporciona pela primeira vez duas semanas seguidas de férias em Agosto aqui ao "je" e de forma surpreendente, porque fechar fecha sempre, mas sempre numa semana em que a escrava fica a trabalhar e só na outra de papo para o ar :P
Gostei desta alteração, eu fiquei a ganhar, mas já gastei o orçamento naqueles diazitos, por isso agora vou mesmo lagartar por casa e ver se recomponho os níveis de energia.
Mas voltando ao que interessa, neste último dia foi fazer telefonemas, enviar emails, combinar coisas para 19 de Agosto - ahahahah, que bom - e arrumar o escritório...
Fomos despejar um saco de lixo e eu cheia de convicção que sou forte, dirijo-me ao saco e ele nem mexe, é que nem por piedade, nem se desloca um milímetro, muito menos levanta o seu cu gordo do chão...
Pergunto eu: "Fogo, o que é que meteste no saco do lixo, um corpo?"
E pronto, fomos duas pessoas a agarrar um saco enorme preto e a rir à gargalhada a rua fora... chegadas ao contentor o saco não cabia todo lá dentro.
Digo eu: "Olha fica mesmo assim, com as pernas de fora!"
Com este nível de estupidez, está mesmo na hora da recuperação mental!!
Gostei desta alteração, eu fiquei a ganhar, mas já gastei o orçamento naqueles diazitos, por isso agora vou mesmo lagartar por casa e ver se recomponho os níveis de energia.
Mas voltando ao que interessa, neste último dia foi fazer telefonemas, enviar emails, combinar coisas para 19 de Agosto - ahahahah, que bom - e arrumar o escritório...
Fomos despejar um saco de lixo e eu cheia de convicção que sou forte, dirijo-me ao saco e ele nem mexe, é que nem por piedade, nem se desloca um milímetro, muito menos levanta o seu cu gordo do chão...
Pergunto eu: "Fogo, o que é que meteste no saco do lixo, um corpo?"
E pronto, fomos duas pessoas a agarrar um saco enorme preto e a rir à gargalhada a rua fora... chegadas ao contentor o saco não cabia todo lá dentro.
Digo eu: "Olha fica mesmo assim, com as pernas de fora!"
Com este nível de estupidez, está mesmo na hora da recuperação mental!!
Coisas que não acontecem a qualquer pessoa
A mim já me pediram para espremer uma borbulha na cara...
Nunca me hei-de esquecer da cara da autora deste blog quando uma maluca, nos pede, a uma de nós, que lhe espremêssemos o acne da cara!
Nunca me hei-de esquecer da cara da autora deste blog quando uma maluca, nos pede, a uma de nós, que lhe espremêssemos o acne da cara!
quinta-feira, 1 de agosto de 2013
A saudade
Às vezes amigos perguntam-me em modo de brincadeira: "Tiveste saudades minhas?"
E eu respondo sempre um "Sim", cheio de convicção.
Mas na verdade, não é verdade.
A vida tem me afastado de muitos os que me são importantes, a distância passou a ser algo banal na minha vida e a saudade passou a ter uma dimensão diferente, profunda, só minha, só nossa (partilho-a com quem partilho a distância).
E em fase de contagem decrescente para abraçar uma das pessoas mais espectaculares que conheço e das que mais amo neste mundo...
Isto sim são saudades. Não ver o meu irmão desde Dezembro, com quem partilhei todos os dias da minha vida até tenra idade.Com quem andei à porrada até ficar negra, até chorar baba e ranho e até dizer: "Eu odeio-te e nunca mais sou tua irmã!"
Saudades são não te ter aqui ao meu lado, ou mais perto que fosse, numa das alturas em que a vida me deu o maior sopapo nas fuças.
Saudades são ter tanto para te dizer, contar, partilhar, e quando olho para ti não conseguir dizer nada... na expectativa que tu saibas tudo só por transmissão de pensamento.
Saudades é ter vontade de te abraçar até te saltarem os olhos das temporas.
Saudades é saber que estou contigo, com vocês, e que não consigo de jeito nenhum deixar de ter saudades.
Sinto saudades de toda a minha família, mas tu és tu, és a tal constante, és o que entendes o que mais ninguém imagina!! E não te vejo há muito mais tempo, por isso prepara daí esses ossos...
E eu respondo sempre um "Sim", cheio de convicção.
Mas na verdade, não é verdade.
A vida tem me afastado de muitos os que me são importantes, a distância passou a ser algo banal na minha vida e a saudade passou a ter uma dimensão diferente, profunda, só minha, só nossa (partilho-a com quem partilho a distância).
E em fase de contagem decrescente para abraçar uma das pessoas mais espectaculares que conheço e das que mais amo neste mundo...
Isto sim são saudades. Não ver o meu irmão desde Dezembro, com quem partilhei todos os dias da minha vida até tenra idade.Com quem andei à porrada até ficar negra, até chorar baba e ranho e até dizer: "Eu odeio-te e nunca mais sou tua irmã!"
Saudades são não te ter aqui ao meu lado, ou mais perto que fosse, numa das alturas em que a vida me deu o maior sopapo nas fuças.
Saudades são ter tanto para te dizer, contar, partilhar, e quando olho para ti não conseguir dizer nada... na expectativa que tu saibas tudo só por transmissão de pensamento.
Saudades é ter vontade de te abraçar até te saltarem os olhos das temporas.
Saudades é saber que estou contigo, com vocês, e que não consigo de jeito nenhum deixar de ter saudades.
Sinto saudades de toda a minha família, mas tu és tu, és a tal constante, és o que entendes o que mais ninguém imagina!! E não te vejo há muito mais tempo, por isso prepara daí esses ossos...
segunda-feira, 29 de julho de 2013
Parar
Quem vive a mil também se cansa! Mesmo depois de umas curtas e merecidas férias estou de rastos!
A trabalhar 12 dias seguidos sem parar a sério, deitou por terra todo o bem que 6 dias me fizeram...
Costas, pernas e pés a gritar socorro, dores musculares e a cabeça a explodir, acho que são motivos para parar!
Hoje parei, sei que me vou arrepender, devia estar a adiantar trabalho, mas não sou de ferro, sinto-me cansada e sem paciência, irritada e apática, mau, muito mau sinal.
Espero que passe ;)
quinta-feira, 25 de julho de 2013
Novamente os palavrões
Um amigo liga-me, eu não atendo. Devolvo a chamada, ele não atende. Ele liga de volta, eu não atendo. Volto a ligar e ele nada.
Quando ele liga de volta eu atendo e digo:
"Ah fogo, estava difícil"
Responde ele:
"Ah fod#-se, put* que pariu, mais esta merd@, tava difícil car*lh*!"
O norte... :D
Quando ele liga de volta eu atendo e digo:
"Ah fogo, estava difícil"
Responde ele:
"Ah fod#-se, put* que pariu, mais esta merd@, tava difícil car*lh*!"
O norte... :D
quarta-feira, 24 de julho de 2013
Decidam-se
Mas afinal eu sou boa ou má profissional?
Até fico na dúvida.
Na mesma semana tenho:
- Um a ameaçar que me "faz a folha" (e não no sentido sexual da coisa, graças ao senhor, que o homem é tão horripilante que preferia que ele me cortasse em bifes para o seu talho do que me ameaçar sexualmente), chama-me incompetente até ao último grau, ameaça mesmo que tudo fará para que eu perca o meu emprego, que vai denegrir a imagem do sítio onde trabalho e a minha própria imagem (escusas de inventar, que eu sei os meus podres todos e até tos conto, para te poupar a imaginação) e vai mais longe e diz mesmo que nunca mais no MUNDO arranjo outro emprego (haja conhecimentos e humildade)...
Posto isto... ando na rua a olhar por cima do meu ombro, não vá o rambo da aldeia querer mesmo vender parte da minha coxa, como bife de vaca...
- Outro que apenas quer deixar a nota que fiz um trabalho M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-O, agradece com tudo o que tem, diz que nem tem palavras para descrever a alegria que teve em ler o que escrevi, e que só pede muito que compareça num evento (cheira-me que o senhor me vai envergonhar à frente de toda a gente em modo de mega agradecimento)...
E pronto, ou eu sou bipolar e faço merda da grossa e pérolas das boas na mesma edição, ou sou má e há apenas um alguém que não vê isso, ou sou mesmo muito boa, para todos menos um, ou sou razoável e cometo os meus erros e tenho os meus momentos de glória...
Até fico na dúvida.
Na mesma semana tenho:
- Um a ameaçar que me "faz a folha" (e não no sentido sexual da coisa, graças ao senhor, que o homem é tão horripilante que preferia que ele me cortasse em bifes para o seu talho do que me ameaçar sexualmente), chama-me incompetente até ao último grau, ameaça mesmo que tudo fará para que eu perca o meu emprego, que vai denegrir a imagem do sítio onde trabalho e a minha própria imagem (escusas de inventar, que eu sei os meus podres todos e até tos conto, para te poupar a imaginação) e vai mais longe e diz mesmo que nunca mais no MUNDO arranjo outro emprego (haja conhecimentos e humildade)...
Posto isto... ando na rua a olhar por cima do meu ombro, não vá o rambo da aldeia querer mesmo vender parte da minha coxa, como bife de vaca...
- Outro que apenas quer deixar a nota que fiz um trabalho M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-O, agradece com tudo o que tem, diz que nem tem palavras para descrever a alegria que teve em ler o que escrevi, e que só pede muito que compareça num evento (cheira-me que o senhor me vai envergonhar à frente de toda a gente em modo de mega agradecimento)...
E pronto, ou eu sou bipolar e faço merda da grossa e pérolas das boas na mesma edição, ou sou má e há apenas um alguém que não vê isso, ou sou mesmo muito boa, para todos menos um, ou sou razoável e cometo os meus erros e tenho os meus momentos de glória...
terça-feira, 23 de julho de 2013
Os casais deste país
Nas férias é engraçado ver o tipo de pessoas que se instala no mesmo sítio que nós, e vamos começando a distingui-los:
Os dos miúdos que tocam harmónica ao almoço (don't even ask), e que quase que nos "cegaram" os ouvidos!!! Fin fin fin fin fin, do melhor... se volto a ouvir harmónica desato ao estalo, avisados!!!
Os que têm uma filha super educada que interagem com a mesma, mas não interagem entre eles. Ela e a miúda ficam na piscina, ele vai para o quarto, com trombas, mas afinal não tinha ido para quarto, disse que ia, mas não foi, foi para o ginásio... Depois à hora da refeição, aquilo era um clima mais tenso que a Faixa de Gaza. Lá no último dia eles voltaram a comunicar, pouco, a medo, mas falavam-se...
Os que têm 20 anos de diferença, ele quer ter filhos, ela não, os espermatozóides dele gritam por um óvulo, antes de perderem a força, mas ela não quer. Fazem questão de discutir isto pela fresca, alto o suficiente para nós ouvirmos, e saem de trombas e em faísca...
Os apaixonados, tão apaixonados que ela passa o dia de bikini, ora dentro de água, ora na espreguiçadeira a tentar apanhar os escassos raios de sol e ele, sempre de t-shirt, boné e à sombra, o casal que não partilha os gostos, em nada, ela lê revistas cor-de-rosa, ele a Visão... Mas que gostam um do outro... Até um dia, olhem "pó que vos digo"!
As solteironas malucas (não éramos nós as duas, eram outras numa versão bem mais alcoolizada), que se embebedam só ao jantar, andam a cambalear pela sala, jantam na esplanada e vêm tomar café dentro do restaurante, aos tombos e à gargalhada... Ok, o pior foi no outro dia de manhã, nós e o resto do povo a pensar: "Olha as malucas!"
Acredito que também nós tivéssemos ganho um rótulo qualquer, as que almoçam na sala e pegam nos cafés e rumam à esplanada, as que passam a tarde na piscina mesmo com um frio do caraças, as que passam a vida a ler, as que se riem muito e por tudo e por nada. As que tossem, assoam-se e não dormem nem deixam dormir toda a noite...
Mas isto para refletir sobre os casais deste país, de costas voltadas, é triste ver que um dia as coisas caem nisso, é triste ver que se é infeliz e que se faz alguém infeliz, é triste perceber que é melhor ir de férias com uma gaja porreira, ou com um casal amigo, como no ano passado, que fazer essa figura de mostrar ao mundo a miséria das quatro paredes.
Os dos miúdos que tocam harmónica ao almoço (don't even ask), e que quase que nos "cegaram" os ouvidos!!! Fin fin fin fin fin, do melhor... se volto a ouvir harmónica desato ao estalo, avisados!!!
Os que têm uma filha super educada que interagem com a mesma, mas não interagem entre eles. Ela e a miúda ficam na piscina, ele vai para o quarto, com trombas, mas afinal não tinha ido para quarto, disse que ia, mas não foi, foi para o ginásio... Depois à hora da refeição, aquilo era um clima mais tenso que a Faixa de Gaza. Lá no último dia eles voltaram a comunicar, pouco, a medo, mas falavam-se...
Os que têm 20 anos de diferença, ele quer ter filhos, ela não, os espermatozóides dele gritam por um óvulo, antes de perderem a força, mas ela não quer. Fazem questão de discutir isto pela fresca, alto o suficiente para nós ouvirmos, e saem de trombas e em faísca...
Os apaixonados, tão apaixonados que ela passa o dia de bikini, ora dentro de água, ora na espreguiçadeira a tentar apanhar os escassos raios de sol e ele, sempre de t-shirt, boné e à sombra, o casal que não partilha os gostos, em nada, ela lê revistas cor-de-rosa, ele a Visão... Mas que gostam um do outro... Até um dia, olhem "pó que vos digo"!
As solteironas malucas (não éramos nós as duas, eram outras numa versão bem mais alcoolizada), que se embebedam só ao jantar, andam a cambalear pela sala, jantam na esplanada e vêm tomar café dentro do restaurante, aos tombos e à gargalhada... Ok, o pior foi no outro dia de manhã, nós e o resto do povo a pensar: "Olha as malucas!"
Acredito que também nós tivéssemos ganho um rótulo qualquer, as que almoçam na sala e pegam nos cafés e rumam à esplanada, as que passam a tarde na piscina mesmo com um frio do caraças, as que passam a vida a ler, as que se riem muito e por tudo e por nada. As que tossem, assoam-se e não dormem nem deixam dormir toda a noite...
Mas isto para refletir sobre os casais deste país, de costas voltadas, é triste ver que um dia as coisas caem nisso, é triste ver que se é infeliz e que se faz alguém infeliz, é triste perceber que é melhor ir de férias com uma gaja porreira, ou com um casal amigo, como no ano passado, que fazer essa figura de mostrar ao mundo a miséria das quatro paredes.
segunda-feira, 22 de julho de 2013
Do fundo da gaveta
Estava eu e uma amiga no evento musical (chamemos-lhe assim) a olhar para o palco, super divertidas, até que uma jovem, de porte largo (chamemos-lhe assim), de leggings tigresse (que não são calças, mas também nada tapava a bunda), se mete mesmo à nossa frente tapando a nossa visão do palco.
Olhámos uma para a outra e com o olhar comunicámos qualquer coisa: "Vamos rosnar-lhe?"
Mas ao voltar a olhar para a moça, ela não vai de modas: mão no nalguedo e vai se sacar o cuecame do rego... Sem dó nem piedade, cheia de ganas, puxa e quase que se ouve o elástico a gritar de alívio ao fundo...
Com um enorme ataque de riso, virámos as costas e fomos a rir até ao carro...
E diz ela para mim: "A menina estava a tirar a cueca mesmo da gaveta!"
Respondo: "Da gaveta não, acho que foi mesmo da garganta, ao que ela aprofundou!"
Olhámos uma para a outra e com o olhar comunicámos qualquer coisa: "Vamos rosnar-lhe?"
Mas ao voltar a olhar para a moça, ela não vai de modas: mão no nalguedo e vai se sacar o cuecame do rego... Sem dó nem piedade, cheia de ganas, puxa e quase que se ouve o elástico a gritar de alívio ao fundo...
Com um enorme ataque de riso, virámos as costas e fomos a rir até ao carro...
E diz ela para mim: "A menina estava a tirar a cueca mesmo da gaveta!"
Respondo: "Da gaveta não, acho que foi mesmo da garganta, ao que ela aprofundou!"
sábado, 20 de julho de 2013
Férias
Em primeiro ir de férias... muito bom.
Em segundo ir sozinha com uma amiga pela primeira vez na vida e a roçar nos trinta, é uma grande experiência.
De muitas amigas e amigos acho que optei pela parceira ideal: dietas? pressas? imposições? fazer do dia noite e da noite dia?
Nada disso!!
Comer até ser humanamente possível, ir de viagem bem fornecidas de gomas e outras goluseimas.
Acordar de manhã para aproveitar o dia - às 10h nada de madrugar - andar a pé, visitar coisas, comprar livros, ler, ler muito, armarmo-nos em intelectualóides de esquina e andar sempre com o livro debaixo do braço.
Os telemóveis sempre sem som, ai que bem que soube, só me ligar ao mundo quando era realmente necessário.
Depois o não ter que cozinhar, não ter de fazer camas... Para quem é dona de casa (quase desesperada) há 6 anos, sabe a paraíso na terra.
O lanchar caracóis ao final da tarde na esplanada, hummmmmm.
O pior foi estar pouco calor e o sol só brilhar raramente, mas mesmo assim e com protector 50 deu para vir com uma tonalidade.
O regresso ao mundo real não podia ter corrido pior, em três dias esgotei logo outra vez a minha sanidade mental...
quarta-feira, 10 de julho de 2013
A mania de falar caro
A expressão "anais da história" causa-me um misto de vontade de rir e arrepios de medo de que tipo de anal, ou anais se referem...
Existe, está no dicionário, mas é como a roupa horrorosa, lá por existir não quer dizer que fique bem usá-la.
Eu vou... mas volto num instante
Mas odeio fazer malas, passei a minha vida toda a fazer malas e odeio, porque odeio levar muita coisa, odeio andar carregada com inutilidades, então o sentimento é: Vamos lá despachar a coisa que estou em sofrimento.
Faço malas em 10 minutos, porque me angustia, é a angústia de ir, a ansiedade de ir, a angústia de levar roupa a mais, ou a menos, de me esquecer de alguma coisa, de não levar o adequado, de precisar muito daquela cueca branca com uma risca laranja e só ter cuecas todas brancas... Um drama...
Mas depois penso que ainda faltam 24 horas para ir, que ainda tenho tempo de remendar os erros e que a parte boa é que vou de férias.
E desde 2004 que não tinha férias assim, daquelas de não dormir no chão, não ter que cozinhar, não fazer nadinha, a não ser comer, dormir e ralaxar.
Os telemóveis vão sofrer de um silenciador acidental e por cinco dias é bom que não me perturbem a paz...
Livro - Check
Protector de rosto - Check
Protector de corpo (com brilhantes) - check
Toalha - Check
Chapéu - Check
Bikinis - Check
Chinelos - Check
O resto... o resto também vai mas isto sim é sinónimo de férias! ;)
Faço malas em 10 minutos, porque me angustia, é a angústia de ir, a ansiedade de ir, a angústia de levar roupa a mais, ou a menos, de me esquecer de alguma coisa, de não levar o adequado, de precisar muito daquela cueca branca com uma risca laranja e só ter cuecas todas brancas... Um drama...
Mas depois penso que ainda faltam 24 horas para ir, que ainda tenho tempo de remendar os erros e que a parte boa é que vou de férias.
E desde 2004 que não tinha férias assim, daquelas de não dormir no chão, não ter que cozinhar, não fazer nadinha, a não ser comer, dormir e ralaxar.
Os telemóveis vão sofrer de um silenciador acidental e por cinco dias é bom que não me perturbem a paz...
Livro - Check
Protector de rosto - Check
Protector de corpo (com brilhantes) - check
Toalha - Check
Chapéu - Check
Bikinis - Check
Chinelos - Check
O resto... o resto também vai mas isto sim é sinónimo de férias! ;)
segunda-feira, 8 de julho de 2013
O Calor
Eu que sou uma pessoa que sofre (e muito) com o frio, começo a achar que este calor é demais, ando mesmo a passar-me...
Vai de tomar banho umas 3 vezes por dia, vai de mudar de roupa essas mesmas 3 vezes, vai de fazer todo aquele ritual, creme de corpo, protector 50 na cara, 30 nos braços, BB cream (não consigo usar base com este calor), desodorizante, um corrector de olheiras, um brilhozinho nos olhos e é uma canseira...
Tanto passo o dia todo no computador como ando na rua e a pior parte é andar na rua, estacionar ao sol, não ter ar condicionado, entrar em sítios onde os ovos estrelam dentro da casca e isto sempre a tentar não mostrar 70% do meu maior órgão, leia-se a pele.
Pois bem, passei a cagar-me para isso adoptei o look "descascada mas menos assada".
Não se aguenta roupa nenhuma e esta gente marca eventos ao sol às três da tarde de Julho? É de uma inteligência e sensibilidade que eu nem sei, resultado, chego a casa e nada me arrefece, nem o banho...
Por isso odeio frio, mas este calor acima dos 30 graus também é horrível.
Em casa só me apetece andar de cuecas, mas depois quero ir sentar-me na varanda e acho má ideia andar a mostrar ao mundo as misérias...
Vai de tomar banho umas 3 vezes por dia, vai de mudar de roupa essas mesmas 3 vezes, vai de fazer todo aquele ritual, creme de corpo, protector 50 na cara, 30 nos braços, BB cream (não consigo usar base com este calor), desodorizante, um corrector de olheiras, um brilhozinho nos olhos e é uma canseira...
Tanto passo o dia todo no computador como ando na rua e a pior parte é andar na rua, estacionar ao sol, não ter ar condicionado, entrar em sítios onde os ovos estrelam dentro da casca e isto sempre a tentar não mostrar 70% do meu maior órgão, leia-se a pele.
Pois bem, passei a cagar-me para isso adoptei o look "descascada mas menos assada".
Não se aguenta roupa nenhuma e esta gente marca eventos ao sol às três da tarde de Julho? É de uma inteligência e sensibilidade que eu nem sei, resultado, chego a casa e nada me arrefece, nem o banho...
Por isso odeio frio, mas este calor acima dos 30 graus também é horrível.
Em casa só me apetece andar de cuecas, mas depois quero ir sentar-me na varanda e acho má ideia andar a mostrar ao mundo as misérias...
segunda-feira, 1 de julho de 2013
A Barata
Nestes dias, num salão cheio de gente, eu em trabalho, olho para o chão e vejo uma barata, de sandália rasa até se me encolheram as unhas dos pés de nojo e com receio que ela viesse querer "brincar" comigo, avisei a pessoa que estava ao meu lado: "Olha ali uma barata no chão".
E ficámos os dois a olhar, a contemplar a barata, nisto um pé de uma pessoa que nem olhou para o chão, apenas ajeita a posição para não se cansar, pisa a barata e nós a olhar, desatámos a rir e a barata ficou colada ao chão e nós a rir, por termos assistido àquele homicídio super involuntário que me salvou os dedos dos pés!
E ficámos os dois a olhar, a contemplar a barata, nisto um pé de uma pessoa que nem olhou para o chão, apenas ajeita a posição para não se cansar, pisa a barata e nós a olhar, desatámos a rir e a barata ficou colada ao chão e nós a rir, por termos assistido àquele homicídio super involuntário que me salvou os dedos dos pés!
quinta-feira, 27 de junho de 2013
Do mal ao pior
Se fosse um dos meus vizinhos até ficava na dúvida qual o motivo pelo qual me odiar mais:
Se o gato a miar estilo sirene de bombeiros todos os dias às 6h da manhã...
Ou eu a lavar as fossas nasais, de um nariz com septo nasal torto (logo a passagem de ar faz vibração e uns sons amplificados) às 2h da manhã para conseguir adormecer sem me esquecer de respirar...
Se o gato a miar estilo sirene de bombeiros todos os dias às 6h da manhã...
Ou eu a lavar as fossas nasais, de um nariz com septo nasal torto (logo a passagem de ar faz vibração e uns sons amplificados) às 2h da manhã para conseguir adormecer sem me esquecer de respirar...
quarta-feira, 26 de junho de 2013
Saloia vs Norte - Os palavrões
Confesso que 6 anos depois já me saem asneiras com alguma naturalidade.
Mas em contexto informal ouve-se e acaba por se dizer algumas asneiras e já nem me choca, já não ligo, faz parte. Norte que é norte tem uma bela cara***da.
No entanto, quando a coisa sai a meio de uma entrevista a um senhor com um cargo público, a minha cara deve parecer um belo de um agrião saloio...
Há umas semanas, a entrevistar uma pessoa (chamemos-lhe assim) e vai de o questionar sobre a vida educativa naquela área e diz a pessoa:
"Essa merda?! Essa merdafode-me o orçamento todo!"
...
Oh não - pensei eu - ele não disse isto. Afinal disse, mesmo, ahahahahahaha, ups, ri, mas mentalmente, desliguei do que ele estava a dizer concentrei-me para não rir.
A estupidez de rir de uma asneira era grande, ia parecer uma tolinha, uma criança, mas no fundo eu iria rir só por ser saloia.
Quando volto a ligar o cérebro para a conversa (que felizmente estava a gravar e escangalhei-me a rir mais tarde ao passar a escrito) oiço um:
"OCaralho do autocarro é a mesma merda, só me leva dinheiro!"
Coisas que a sul podem acontecer, mas com muito menos frequência, com menos intensidade e a acontecer seria numca conversa acesa, não numa mesa de café a falar de assuntos super pacíficos.
O norte no seu melhor!
Mas em contexto informal ouve-se e acaba por se dizer algumas asneiras e já nem me choca, já não ligo, faz parte. Norte que é norte tem uma bela cara***da.
No entanto, quando a coisa sai a meio de uma entrevista a um senhor com um cargo público, a minha cara deve parecer um belo de um agrião saloio...
Há umas semanas, a entrevistar uma pessoa (chamemos-lhe assim) e vai de o questionar sobre a vida educativa naquela área e diz a pessoa:
"Essa merda?! Essa merda
...
Oh não - pensei eu - ele não disse isto. Afinal disse, mesmo, ahahahahahaha, ups, ri, mas mentalmente, desliguei do que ele estava a dizer concentrei-me para não rir.
A estupidez de rir de uma asneira era grande, ia parecer uma tolinha, uma criança, mas no fundo eu iria rir só por ser saloia.
Quando volto a ligar o cérebro para a conversa (que felizmente estava a gravar e escangalhei-me a rir mais tarde ao passar a escrito) oiço um:
"O
Coisas que a sul podem acontecer, mas com muito menos frequência, com menos intensidade e a acontecer seria numca conversa acesa, não numa mesa de café a falar de assuntos super pacíficos.
O norte no seu melhor!
sexta-feira, 21 de junho de 2013
O Equilíbrio
Experimenta colocar-te de pé, levanta um dos pés, repara no teu equilíbrio. Agora, mantendo apenas um pé no chão, fecha os olhos!
Muda tudo!
O equilíbrio mental é fundamental, se a mente está a oscilar o teu corpo oscila, é inevitável, aprendi isto no yôga e é assim em tudo na vida. O equilíbrio é a peça-chave, eu diria mesmo a chave-mestra que nos abre as portas, uma a uma.
Acho mesmo que ter equilíbrio é a maior das vitórias da vida.
Podia ser ter força, ter capacidade de encaixe, ter esperança, ter sonhos, ter persistência, ter inteligência, mas nada disto vale o que realmente vale se não houver equilíbrio.
E ao olhar para tudo, mas tudo mesmo, a minha grande vitória, o meu lugar no pódio, a minha medalha de honra é apesar de tudo manter um certo equilíbrio.
Porque há murros que a vida nos dá que nos tiram da rota, nos fazem tremer, sair de cena até, quase que tombar... mas com habilidade, e mantendo o tal equilíbrio, é possível voltar ao combate. O mal é ir ao tapete... 5...4...3...2...1... Knot Out! ;)
Porque a minha grande vitória não é ter sobrevivido a umas belas tareias em criança, não foi ver o que nenhuma criança deve ver em casa, ouvir o que nunca deve ouvir, não foi o ter de cozinhar com apenas 10 anos, não foi fazer 5 km a pé para ir para a escola, quando andava apenas na 3ª classe, não foi tão pouco superar uma queimadura grave sem marcas, ou uma facada num dedo, não foi ter a coragem de dizer "esta vida não!" com apenas 12 anos e "fugir" para casa do meu herói (pai), não foi ter terminado 17 anos de escola sem nenhuma negativa, sem ter chumbado, sem ter ficado para trás, não foi ter tirado o curso dos meus sonhos, não foi ter deixado a minha vida toda para trás por amor, não foi ter deixado família, amigos e emprego para descobrir toda uma vida nova longe da terra saloia, e onde se fala outra língua (estrugido??? for god sake :P), não foi ter trabalhado em sítios que odiei, não foi ter montado um negócio e ter a humildade de o "destruir", não foi ter conseguido recompor-me dessa queda, não foi ter tido a força de nunca deixar de sorrir, de nunca desistir, de nunca me esconder, de ter estado sempre na linha da frente a dar o corpo pelas balas como se nada fosse, e era, ai se era, foi e será a maior das durezas viver com certos pesos, fantasmas, culpas e remorsos...
A maior vitória não foi reerguer-me das cinzas, sem ninguém ver o quão queimada eu estava, não foi construir uma carreira do zero, conseguir com trabalhos gratuitos ou mal pagos entrar no meio, até a sorte me sorrir, agarrar a oportunidade e entrar com tudo, não foi ter conquistado o carinho de um concelho inteiro, não foi ter o respeito, amizade e admiração de TODOS os que me rodeiam (à excepção dos que deixaram de rodear), não foi ter estado um ano a viver em banho-maria, nao foi ter passado 3 meses a chorar de manhã à noite a pensar que era o fim, não foi ter dado outra oportunidade a algo que viria a fracassar meses depois, não foi sobreviver ao fracasso, não foi mesmo fingir que tudo estava bem, mentir às famílias e aos amigos, não foi chegar perto do limite e ter de reagir antes de não conseguir agir.
A minha maior vitória é sem dúvida passar por isto tudo e estar aqui, de pé, em equilíbrio, continuar a ser ponderada, a ser sensata, a ter lucidez, a ter distanciamento de decidir o que devo decidir e quando o devo, ter o equilíbrio de não desmoronar, de não quebrar apesar de vergar, ter o equilíbrio de ser quem sou, quem me tornei, de fazer o bem, de valorizar o bom e de rir, rir muito, rir de mim rir do outro, rir de tudo... é mesmo assim ter vontade de dar cabo do destino e mostrar-lhe com quanta fibra se faz uma saloia.
A minha maior vitória é manter o equilíbrio mental, nem sei bem como!
Muda tudo!
O equilíbrio mental é fundamental, se a mente está a oscilar o teu corpo oscila, é inevitável, aprendi isto no yôga e é assim em tudo na vida. O equilíbrio é a peça-chave, eu diria mesmo a chave-mestra que nos abre as portas, uma a uma.
Acho mesmo que ter equilíbrio é a maior das vitórias da vida.
Podia ser ter força, ter capacidade de encaixe, ter esperança, ter sonhos, ter persistência, ter inteligência, mas nada disto vale o que realmente vale se não houver equilíbrio.
E ao olhar para tudo, mas tudo mesmo, a minha grande vitória, o meu lugar no pódio, a minha medalha de honra é apesar de tudo manter um certo equilíbrio.
Porque há murros que a vida nos dá que nos tiram da rota, nos fazem tremer, sair de cena até, quase que tombar... mas com habilidade, e mantendo o tal equilíbrio, é possível voltar ao combate. O mal é ir ao tapete... 5...4...3...2...1... Knot Out! ;)
Porque a minha grande vitória não é ter sobrevivido a umas belas tareias em criança, não foi ver o que nenhuma criança deve ver em casa, ouvir o que nunca deve ouvir, não foi o ter de cozinhar com apenas 10 anos, não foi fazer 5 km a pé para ir para a escola, quando andava apenas na 3ª classe, não foi tão pouco superar uma queimadura grave sem marcas, ou uma facada num dedo, não foi ter a coragem de dizer "esta vida não!" com apenas 12 anos e "fugir" para casa do meu herói (pai), não foi ter terminado 17 anos de escola sem nenhuma negativa, sem ter chumbado, sem ter ficado para trás, não foi ter tirado o curso dos meus sonhos, não foi ter deixado a minha vida toda para trás por amor, não foi ter deixado família, amigos e emprego para descobrir toda uma vida nova longe da terra saloia, e onde se fala outra língua (estrugido??? for god sake :P), não foi ter trabalhado em sítios que odiei, não foi ter montado um negócio e ter a humildade de o "destruir", não foi ter conseguido recompor-me dessa queda, não foi ter tido a força de nunca deixar de sorrir, de nunca desistir, de nunca me esconder, de ter estado sempre na linha da frente a dar o corpo pelas balas como se nada fosse, e era, ai se era, foi e será a maior das durezas viver com certos pesos, fantasmas, culpas e remorsos...
A maior vitória não foi reerguer-me das cinzas, sem ninguém ver o quão queimada eu estava, não foi construir uma carreira do zero, conseguir com trabalhos gratuitos ou mal pagos entrar no meio, até a sorte me sorrir, agarrar a oportunidade e entrar com tudo, não foi ter conquistado o carinho de um concelho inteiro, não foi ter o respeito, amizade e admiração de TODOS os que me rodeiam (à excepção dos que deixaram de rodear), não foi ter estado um ano a viver em banho-maria, nao foi ter passado 3 meses a chorar de manhã à noite a pensar que era o fim, não foi ter dado outra oportunidade a algo que viria a fracassar meses depois, não foi sobreviver ao fracasso, não foi mesmo fingir que tudo estava bem, mentir às famílias e aos amigos, não foi chegar perto do limite e ter de reagir antes de não conseguir agir.
A minha maior vitória é sem dúvida passar por isto tudo e estar aqui, de pé, em equilíbrio, continuar a ser ponderada, a ser sensata, a ter lucidez, a ter distanciamento de decidir o que devo decidir e quando o devo, ter o equilíbrio de não desmoronar, de não quebrar apesar de vergar, ter o equilíbrio de ser quem sou, quem me tornei, de fazer o bem, de valorizar o bom e de rir, rir muito, rir de mim rir do outro, rir de tudo... é mesmo assim ter vontade de dar cabo do destino e mostrar-lhe com quanta fibra se faz uma saloia.
A minha maior vitória é manter o equilíbrio mental, nem sei bem como!
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