sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

No melhor pano cai a nódoa

Eu passo a vida a gozar com os outros. Dá-me prazer. Principalmente quando falamos de modos de se apresentar em vestimenta.
E uma das coisas que mais merece o meu riso maléfico é ver etiquetas coladas nas solas dos sapatos. Adoro. Acho fenomenal alguém comprar calçado e não tirar o preço.

Até que... esta semana entrei numa loja, na qual comprei umas botas há 3 invernos e apesar do uso continuam novas e tinha umas castanhas, lindas. Eu até tinha umas botas castanhas que adorava com um fecho vermelho atrás a toda a altura da perna (até ao joelho) mas começaram a desintegrar-se e deixaram de ter condições para conhecer a luz do dia, fora de casa.
Por isso quando vi aquelas botas a 29,99 fiquei maravilhada. Não comprei. Fui para casa, pensei no assunto e dois dias depois volto lá, tinha umas 40 expostas sem qualquer etiqueta, pedi o 38, experimento, a senhora diz que em vez de 49,99 custavam apenas 29,99, e eu compro.
No dia a seguir de manhã calço-as logo. No trabalho, a meio do dia, vou de olhar para as solas e tinha nada mais nada menos que DUAS etiquetas em cada pé, uma branca e uma cor-de-rosa choque com o preço de saldo.

Se tivesse um buraco...

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Optimista irremediável

O ano passado foi uma valente merda.
E não me venham com a história que o ano não é mau, quem é má és tu, que me dá logo os calores e sou menina para me enervar.

Em 2013 percebi que o meu relacionamento de quase 9 anos tinha chegado ao fim, estava em cuidados paliativos e por mais que quiséssemos que desse certo, tinha morrido. Então há que assumir a derrota, e começar de novo enquanto ainda não somos os dois feios, gordos e enrugados.
Saí de casa, comecei do zero... Antes dos 30 já tinha casado e descasado. Vivo agora sozinha e a 300 km da minha família.
Sempre tive uma postura de superioridade relativamente ao que vai acontecendo, mas isto foi um golpe que me esventrou as entranhas, que me levou a dias de apatia sem explicação e a muito pouco choro, admiravelmente.

Consegui controlar-me, trabalhar sem falhar nunca, tomar as rédeas da minha vida e perceber que havia muito mais a correr mal.
Com ordenados em atraso e a viver sozinha vivi dias de desespero, aí sim, chorei que me regalei pela injustiça e pela impotência.

Outros problemas me seguiram ao longo do ano, más notícias em modo castelo de cartas, mas ainda assim fui-me mantendo.

É certo que foi um ano onde a amizade me salvou, foram os meus amigos que substituiram  a família que perdi e a minha que está longe.
Em casa de várias amigas tive sempre um lugar na mesa para mim, tive sempre companhia quando me senti sozinha. E em muitos momentos fiquei sozinha porque precisava e sempre me respeitaram o espaço.
Foi o ano em que embora internamente ninguém me reconheça o mérito, fui reconhecida por escrever bem. E isto elevou-me o Ego de forma gigante. 

Acredito que tenho tudo para dar a volta por cima, tenho pessoas, tenho força e tenho acima de tudo optimismo e a crença que tudo irá dar certo.

Por isso enterro 2013 como um ano de altos e baixos, de muita lambada na cara, de muita desilusão, de muita insegurança e incerteza, de muita solidão, de muita tristeza, mas um ano de excelentes momentos, de carinho surpreendente de quem nem esperava e um ano de muita aprendizagem, aprender a gerir coisas que nunca pensei, aprender a manter-me de pé quando me falta o chão e aprender a fazer "omeletes sem ovos".

Começo 2014 com optimismo, mas sem grandes ilusões ou ambições... Que seja o melhor que eu conseguir fazer dele!

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Espirituosa

Ando com o sarcasmo no máximo...
Como diz um amigo meu: "Se tudo correr bem... Vai dar merda!"

:D

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Balanço

Em 12 dias de férias dormi 4 noites em casa... Nada mau. Dá para ir tendo cuecas lavadas! 

domingo, 29 de dezembro de 2013

Gatices

Tenho que explicar ao meu gato que a árvore de Natal não se desmonta no domingo a seguir ao Natal, mas sim e apenas no dia 6 de Janeiro. 
Esta noite lembrou-se de espetar com ela no chão...
A dita só tem 1 metro e 85. Perdeu metade das bolas. Saí de casa com pressa para apanhar o comboo e só tive tempo de a colocar ao alto. 
Não foi bonito... E temo pela saúde dela, está em modo trombose! 

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Back to real life

A vida é assim, feita de escolhas. Eu escolhi o Norte e para ter algumas das coisas que me fazem feliz perco outras e por mais anos que passem e por mais que goste da minha vida lá em cima, no dia em que me vou embora fico assim, com um vazio, sinto saudade antecipada, sinto falta daquilo que nunca há-de haver igual: o abraço, o beijinho e o calor das pessoas mais importantes da minha vida. Era bom não ter que escolher... 

Pai e madrasta conseguem sempre fazer-me sentir em casa, mesmo passados tantos anos, mesmo com a casa compmetamente diferente. 

Era a vida deixar-me vir mais vezes, que isto só me faz é bem :)

sábado, 21 de dezembro de 2013

Castigo

Sinto-me com 10 anos, sinto que estou de castigo por apenas dizer a verdade e reclamar os meu direitos. Chega a ser cómico. Tiraram-me o carro de trabalho.
Não adianta a revolta, estou tranquila e com vontade de fazer acontecer algo de bom com isto. 
Nas férias costumo ficar com a dita viatura, porque mesmo de férias trabalho sempre... aqui e ali. Desta vez... Como estou de castigo é fácil, são férias a sério e durante 15 dias não há trabalho, mesmo que haja... Temos pena.
Enquanto isso a C. tem sido fenomenal, como sempre, desde emprestar-me um carro a levar-me ao supermercado... É uma amiga de ouro! Hoje passamos um dia fantástico juntas com o menino dela, fofura linda da "tia". 
A amiga A. veio passar umas horinhas cá a casa, conversa da boa, risota e companhia. 
Diz que o universo tira com uma mão e dá com outra... Verdade!! 
Amanhã a saloia ruma à terra, para um Natal cheio de mimo, comida e descanso. :D

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Insónias...

Ou castigo do universo?

A semana passada um amigo meu perguntou-me se eu dormia bem. 
Percebi a pergunta dele e fui franca: tive anos de insónias e noites de sobressalto, mas ganhamos imunidade e aqueles problemas gigantes, começam a parecer cada vez menores e o sono volta, volta a tranquilidade e a paz. Fiz tudo o que pude para resolver e um dia fica tudo enterrado no tempo. Até lá não adianta chorar ou perder o sono. 
Desde essa noite que não durmo bem... 
Fogo! 

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Explosão

E um dia percebemos que andamos mais frágeis que vidro fino e que não adianta controlar, sufocar, tentar esconder, passar por cima e achar que nada nos derruba... 
Não sei se foi de andar a dormir mal, de andar mais cansada, de acumular o peso de um problema que se arrasta há dois anos e me estraga sempre o Natal, não sei se foi da ingratidão, da injustiça e das más atitudes comigo, mas hoje explodi o que guardei nestes últimos meses. 
Rebentei no meu limite e não foi bonito :( 
Amanhã estarei nova! :)

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Já cá cantam os 30

Começo este post por informar que não chorava de felicidade há muitos anos: lembro-me de chorar de alegria aos 19 anos, quando o meu pai me deu um carro, lembro-me de me emocionar no dia em que soube que a minha irmã estava grávida... de gémeos. E lembro-me de me emocionar no dia em que recebi o diploma da licenciatura e senti: Ah caraças eu fui mesmo capaz de me formar em Comunicação como sempre sonhei.
Agora anos mais tarde voltei a chorar de felicidade, quando a minha amiga S. em parceria com a A. organizaram uma festa surpresa para os meus 30 anos.

Fiquei de uma forma que nem consigo explicar. Valeu cada segundo, cada abraço, cada beijinho e cada sorriso. Tenho os melhores amigos do mundo e o facto de ainda tentarem meter o meu irmão no meu da surpresa.... uii... deixou-me lavada em lágrimas. Mas de alegria e emoção.

E pronto, num ano que teve momentos fenomais mas que foi marcado por pontos negros, tive o melhor aniversário destes 30...

A partir de agora só pode correr bem! ;)

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Espero que segurança social não leia isto...

... senão... tira-me a "criança".

Ontem saí para trabalhar, e só voltei a casa eram 23h, fui directa do trabalho ao shopping comprar uns sapatos com a minha amiga S.
Quando chego a casa, meto a chave à porta e oiço miar... muito ao fundo... O que não é normal, porque o meu gatolas, vem logo receber-me à porta e mia alto e bom som, para quem quiser ouvir (pega lá ó pindérica que tem a mania que canta), entro em casa e percebo que ficou fechado O DIA TODO no quarto "de vestir" (ou da bagunça).

O bichinho não fez necessidade alguma, mas para combater o tédio apanhou um saco plástico que estava lá pousado e transformou-o em 20 mil e quinhentos bocados...

Depois de já o ter fechado no armário das panelas e por momentos pensei que tinha uma frigideira a miar, depois de o ter fechado na varanda e correr a casa toda e não o ver, agora isto! Oh zeus, internem-me!!!! Coitado do gato!!!

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Aiiiiiiii Socorro

Que vou sair da casa dos vintes...

30 anos?? A sério? 30? Já?

Esta porcaria passa a correr, por isso não vale a pena nos focarmos nos objectivos apenas, mas aproveitar todo o percurso. No final não consegues os objectivos e não há nada a registar...

A registar: tenho 6 cabelos brancos e três muito ruivos na franja e cada vez mais claros... Shit!!! 


quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Carta ao Pai Natal

Não te escrevo desde 1997, lembro-me com clareza, o desafio veio da minha madrasta, eu e o meu irmão alinhámos e correu mesmo bem. Nesse ano pedi-te uns ténis azuis e recebi, pedi mais umas coisas e recebi. 
Recebi porque desejava coisas materiais (baratas) e tenho um pai (que não é Natal) que na altura podia... 
Hoje tudo o que quero não se pode comprar, tu sabes e sabe-o o meu pai que com menor poder de compra, ainda assim não pode fazer muito para me realizar no Natal. A não ser abrir as portas de casa e receber-me com carinho, com os lençóis lavados e cheirosos que só a minha madrasta sabe (e eu também porque aprendi com ela), com paz, com entusiasmo e com aquele colo que só o pai dá. 
Este Natal eu queria que a minha vida começasse a correr bem melhor, continuar a rir muito, como sempre, mas com mais motivos, queria ser reconhecida pela disponibilidade que dou ao meu trabalho (e aqui prende-se com muita coisa, que vai do dinheiro ao respeito), queria poder adormecer sem fantasmas e não ter medo da caixa do correio, ou de certos telefonemas, queria que cada escolha que eu fizesse não terminasse em falhanço, queria desbloquear este repelente que tenho ao dinheiro, queria conseguir confiar e poder baixar a guarda, queria aproveitar o vento na cara, o sol que brilha e os passarinhos a cantar sem medo do "isto parece tão bom que vai correr mal". Em suma, acho que já paguei pelos meus pecados todos e pelos que hei-de cometer, por isso quero uma pausa no azar e que se abram as alas da fortuna...
É isto que eu quero Pai Natal ;)  

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Escrever

Ando numa crise criativa e não sei o que hei-de escrever, a minha vida tem-se resumido a coisas parvas e não queria escrever sobre o sangue que o gato tinha no chichi, não queria escrever sobre os efeitos dele tomar diazepam (equivalente ao Valium 5), não queria escrever sobre a enxaqueca que me atormenta há quatro dias, nem sobre os triângulos amorosos desta vida (ahahahahah, relativamente a isto um dia ainda vou conseguir escrever, para já só me ocorre: ahahahahahah), nem tão pouco sobre o facto de uma psicóloga me dizer que trabalhar sem folgar é perigoso para a saúde mental, pois... começo a perceber isso, nem tão pouco escrever sobre o cansaço e a vontade que tenho de dormir e não sair de casa, não vou escrever sobre o stress que me está a causar fazer 30 anos e não ter a vida minimamente a correr bem, como esperava há uns anos, não vou escrever sobre os 3 graus às seis da tarde ainda no Outono, nem sobre o gelo que é a minha casa nova, nem sobre a temperatura indecente em que se encontram os cremes e tudo nesta casa, não vou escrever sobre o frio, outra vez, nem sobre o Natal, porque primeiro faço anos e só depois posso escrever sobre o Natal, nem tão pouco escrevo sobre os sapatos pretos que quero comprar e não encontro, ou quando encontro não estão ao meu alcance...

E por isto tudo... nem me apetece escrever é nada!!

Vou ter férias e bem preciso, ando com este cérebro todo comidinho, pode ser que aí a inspiração volte ;)

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Amor é...

Ficar de rastos porque o meu gato adoeceu. 
Estou angustiada, sei que ele vai ficar bem, mas vivemos só nós: eu e ele. Ele dorme comigo, mia se me fecho no wc ou na varanda, quando estou triste consegue sempre distrair-me,  é a minha companhia e o meu mimo... E sofro de o ver assim. 

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Árvore de Natal

O meu gato anda a comer a árvore de Natal...

Verídico e literal... Sem ordinarice.

Ela é artificial e todos os anos ele começa a roer-lhe as folhas... Deve fazer bem aos intestinos, vou começar a filtrar os cocós da areia enfeitados de verde! Bonito!!

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Como é que é possível?

Eu hoje ter vestido: uma camisola, uma camisa, um casaco de malha, um blazer e um sobretudo e mesmo assim me perguntarem se estou mais magra?


Apetece-me...

Hibernar e voltar quando estiverem temperaturas menos pornográficas...

sábado, 23 de novembro de 2013

Energia

Na mesa do café:
- Hoje bebi dois cafés, um chá preto e duas coca-colas. Estou em crer que só volto a adormecer lá para quinta-feira.
- E não tens contactos, para te ocupares? 
- Ter, até tenho, mas não queria deixar ninguém a andar de andarilho, ou a esgotar o stock de halibut... 

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Sexy

Sexy, sexy é ter rinite e ter sempre o nariz a pingar. 
Oh ieah, sexyyyyyyyyy! Snif, snif. 

Vou ali limpar a ranhoca e já volto. 

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Há uma linha que separa... e o senhor da Zon não a conhece

Hoje entra um comercial da Zon no escritório, tento despachá-lo, até porque temos contrato de fidelização e a pessoa que decide essas coisas são estava.
Nisto entra uma outra pessoa, alguém importante aqui no panorama da região.

O senhor da Zon despede-se eu estico-lhe a mão, porque sou assim muito bem educada e diz o senhor: "Que mãos frias"
"É hábito", digo eu.
Responde ele: "É bom sinal, é coração quente".

Soltei uma gargalhada monumental e estou a torcer para a outra pessoa não ter ouvido/percebido este disparate.
Até porque tenho uma reputação de má a manter e não será um estranho agora a lançar o boato que eu sou de corações ardentes... Ora fogo!!!

Cantorias

Eu tenho uma vizinha que canta...

Assim como tenho vontade de lhe bater!! 

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Obras

O meu prédio está em obras no exterior, numa das paredes, decorre toda uma reparação de fissuras, na parede onde desemboca a minha janela da casa de banho e a janela do "outro quarto" ou o meu closet (gosto mais desta versão).
Ora, tudo muito bem, não fosse eu tomar banho com água a escaldar frangos (ou pitos como se diz no Norte) e ficar com uma névoa tão grande que da banheira não consigo ver a porta, logo, assim que me enrolo na toalha, vai de abrir a janela, o pior é que em dias de loucura, em que o frio não me assola, eu limpo-me e deixo logo a toalha na casa de banho, nisto abro a janela e vou para o quarto colocar creme, vestir e lai lai lai, aquelas coisas todas.
Não só já correu mal, por entrar no quarto sem toalha e ter o cortinado todo para trás (bendito gato e a iniciativa de ser parvo sozinho), quando a janela do quarto SÓ dá para uma escola (uma EB 2, 3, com idades parvas, portanto).
Mas voltando às obras, acabo eu de tomar banho e abro a janela, já sem a toalha e oiço falar grosso, ali parecia que vinha dentro da sanita... Mas não, vinha da janela, muito rapidamente fechei-a e estou em crer que se eu não vi ninguém, também ninguém me viu.

Parte boa (NOT): acordar há duas semanas com barulho de obras ou senhores a cantar...

Não bastava a outra histérica que há seis meses canta os únicos dois acordes que conhece, Lalalalalala e não passa disto. Ainda tenho que ouvir Marco Paulo versão assassinada. 


quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Outono-Inverno

Não gosto do frio, e mesmo 6 invernos depois não me habituo, juro que não me habituo a esta pequena diferença de temperatura Norte-Sul, que para os meu ossos é grande. Ainda agora vai começar o frio e eu já ando encolhida, pálida, com os pés sempre gelados, com banhos de água de escaldar frangos, para conseguir descongelar e adormecer quentinha. 
Mas este tempo traz coisas maravilhosas, como as castanhas assadas, os dióspiros, o Natal e o meu aniversário...
Por falar em Natal... vou ter de "anatalar" em breve, em muito breve (o problema é só o sítio onde um amigo machoman me arrumou a árvore e digamos que sozinha não vai ser bonito).

Apesar do meu calçado preferido ser sandálias, ou tudo o que implique pé ao léu (e raso), também gosto das vestimentas de inverno, a conjugação, botas, casacos, cachecóis, gosto muito. O problema é que visto o casaco e nunca ninguém vê o que visto por baixo, por mais que eu me esforce a vestir bem, porque nunca tiro o casaco. Uma pena!

Esta ambiguidade de não gostar do frio, mas gostar das roupas, de não gostar do tempo chuvoso, mas gostar do Natal, vai compensado e não fico cá com depressões pós-parto de outono. Mas sinto que o Verão condiz melhor comigo, pronto.

Desfilar a saloice em Milão #2

Numa ida super low cost, eu e a minha amiga S. (a minha companhia das férias de verão) fomos até Milano.
Era uma das cidades que ela tinha curiosidade em conhecer, eu como conheço pouca coisa, alinho em tudo, quero é ter a oportunidade de ver coisas diferentes, conhecer outras culturas e paisagens.
Mas confesso que nos desiludimos um bocadinho, está visto, pronto.
Em resumo: Partíamos do Porto pelas 13h05, fomos cedo, almoçámos lá e o avião atrasa uma hora... nós ainda ficámos antes da porta de embarque, nós e meia dúzia, o resto das pessoas esteve uma hora ao sol... Tau!
Como fomos das últimas, entrámos no avião e lugares... pois haver havia um aqui outro ali, mas o pior era o sítio para as malas... népia.
Eu como sabia que ia de Low cost, apenas uma mala, só e apenas uma com 10 kgs, comprei um cadeado (aqui aloquete) no chinês, que ao abrir se desmonta todo, de uma segurança espetacular. Mas como a mala iria comigo no avião, achei piada... até ao momento em que o comissário de bordo nos pede as malas e o bilhetes e diz: vai para o porão, mas não paga nada.
Eu queria morrer, estava-me basicamente a cagar para o ter de pagar ou não, o meu pânico foi, a minha mala vai para o porão com este cadeado de merda e sem ter feito check in ou seguro de bagagem. Eu tenho em querer que durante três horas o meu coração não bateu, piiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii.
Enfim, fomos separadas e eu no meio de dois italianos, um deles queria converseta, expliquei-lhe que o meu italiano se limitava a saber dizer pasta, spaguetti e expresso. Então fomos três horas na conversa em inglês, o senhor quis saber coisas sobre Portugal, recomendou-me locais a visitar e disse, que Milão se via bem num dia (confirma-se) e que teria de ir a Veneza (espero bem que sim).
Às tantas, e com o pescoço todo torto já de estar há horas a olhar para o senhor à minha esquerda, reparo num reboliço no avião e não encontro a S. Não é que a senhora ao lado dela panicou? Chamaram um médico ou enfermeiro a bordo, lá foi um senhor e a minha amiga, teve que sair do lugar dela, ganhou uma ida na primeira fila, que é como quem diz a 1ª classe do low cost.
A minha mala foi a primeira a sair e eu até corri de alegria, senti mesmo o mundo a ficar em câmara lenta e eu a correr feliz direito ao local onde tinha cuecas lavadas e a escova de dentes.
Depois de alguns minutos que pareceram horas de angústia a mala dela também surgiu, enquanto isso eu tentava tranquilizá-la "opá, eu empresto-te cuecas que trouxe a dobrar". :D Eu sei sou a melhor amiga do mundo.
Fomos comer qualquer coisita, uma sandes de presunto com queijo, 4 euros e 90. Pega lá!  Presunto salgado para xuxu, chegámos ao hostel (depois de autocarro até Milão, de autocarro até à zona do hostel e de andar à procura dele), que não é nada mais nada menos que um quarto andar de um prédio.
Escolhemos um quarto duplo, mas com casa de banho partilhada, qual é o nosso espanto de ver uma cabine de duche dentro do quarto, ali aos pés da cama... coisa linda!!! 
Sanita é que era a partilhar, pelo menos o banhinho e o lavatório era só nosso.
No dia seguinte, lá nos fizemos ao caminho, sempre a pé, visitámos o Duomo, as Galerias Vittorio Emanuele II, o Scalla, o mercado medieval, o Castelo Sforzesco, o Cemitério Monumental de Milão, a zona de Navigli (bela desilusão), tudo feitinho num dia. 
Sentimos medo, em algumas zonas, há muita gente a abordar a tentar vender coisas, a pedir ou até mesmo a dar-te milho para as mãos, numa tentativa de as ocupar para depois "atacar", não gostei dessa parte, de sentir medo.
Depois a cidade não é limpinha, e os italianos são uns animais na estrada, param no vermelho mas já a meio da passadeira, ou como vi um parou e arrancou logo a seguir, vermelho?? Que é isso? Na autoestrada é razias constantes aos outros carros, às bordas, a tudo e depois têm sempre a mão na buzina. Tudo muito lindo não fosse este fetiche pela gaita ser também noite dentro, achei barulhento, demais.
Achei 50 euros no chão, que nos financiaram a ida ao Lago do Como (o troco foi bem investido igualmente). O George mandou beijinhos, mas não quis tirar fotos, estava com mau feitio, tinha-se-lhe acabado o Vollutto (fantasia pura não vimos o Clooney)! 
A aventura do regresso fica para um próximo relato, dada a riqueza... 


A registar piadas/disparates como: "vou pedir um prego tostatto", ou "tutto bienne?", "buonasera, due cappuccino per favore, in a plastic cup, que é para coiso" (nem comento), "que horrô paréci tudo mendjigo" (ler em brasileiro).




quarta-feira, 6 de novembro de 2013

A desfilar a saloice por Milão#1

Pois é, os pobres também viajam e têm férias.
Em Agosto a minha amiga S. comprou as viagens pelo louco valor de 49 euros cada uma, ir e vir destino Milão.
Fomos no dia 31 e voltámos no domingo dia 3 de Novembro.
Fiquei maravilhada com o pouco que conseguimos gastar... Já a cidade, não me fascinou, está vista e não considero que seja para repetir.
Tem uma zona lindíssima, o centro, mas vê-se bem num dia. Check and next. 

Tem algumas aventuras dignas de registo, que vou colocar por escrito assim que conseguir.

Entretanto, acho que matei os únicos dois neurónios que tinha ao fazer uma directa, acho que vou estar uns tempos a recuperar... Auch! 


quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Era tipo gato

Ir ao shopping com um nariz deste tamanho, acompanhada por uma grávida não é facil... é estar sempre alerta para tudo o que é mau cheiro.

Por isso, acho que as pessoas deviam ser como os gatos...


Passo a explicar, o meu gato está muito bem a andar da sala para a cozinha e dá-se-lhe uma urgência higiénica... pára no meio do corredor e põe-se a lamber-se as miudezas.
Não, não quero que andem a lamber as virilhas, mas eliminar certos odores do sovaco não era mal pensado!

Posto isto, vou ali uns dias descansar o cérebro, porque já fritou tudo o que tinha para fritar.

Ciao!

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Folgas

Há pessoas que se queixam de tudo, eu tenho o dom de mamar as buchas e nunca reclamar, mas ultimamente tenho reclamado muito pelas horas e dias que trabalho sem folgas.
Tive férias inesperadas e consegui descansar, divertir-me e repor a energia, mas.... 15 dias em 365 não é nada.
Este fim-de-semana, milagrosamente não trabalhei, e por isso fiz um exercício, fui à minha agenda e fui ver quantas vezes isso aconteceu desde o início do ano... Ora de Janeiro a Março... ZERO. Em Março tive um fim-de-semana e em Abril tive dois fins-de-semana, um deles porque foi Páscoa e há que respeitar o Deus.
Desde Abril tive um fim-de-semana que estive fora em Julho, tinha trabalho, mas por não estar cá, safei-me, mas antes dessas férias trabalhei uns 12 dias seguidos, em Agosto fiquei 15 dias sem mexer uma palha e desde então, as folgas contam-se pelos dedos. Para conseguir ir a Lisboa, que não ia desde Março tive de ir numa quinta e vir no sábado e falhei duas iniciativas.
É claro que ando cansada, que só me apetece dormir, que ando rabugenta, sem paciência e sem vontade de fazer nada... Tudo o que é demais enjoa e o meu limite está a ser atingido. Este fim-de-semana soube bem e o próximo mesmo que haja alguma coisa vou estar em modo descanso outra vez...