quinta-feira, 10 de abril de 2014

É lixado

Ter ordenados em atraso é das maiores enrabadelas que se pode ter na vida.

É uma grande merda, é de uma injustiça, impotência, de um desespero que nem consigo descrever.
Mas isto reflete a geração de empresários que é uma merda e que gere esta país.
Por isso a geração rasca, não é nem nunca foi a nossa, é sim a dos que cresceram no tempo das vacas gordas, que chegaram longe na vida e que acham mesmo que o funcionário tem que aguentar levar no pacote sem vaselina.

Trabalhar e não receber destrói a economia, destrói auto-estimas, destrói sorrisos, destrói lares, casamentos, projetos, ideias, sonho, saúde mental, destrói tudo, destrói vidas.

E os filhos da puta que não nos pagam ainda acham que têm razão.

Agora com o Janeiro no bolso e com uma semi-garantia do Fevereiro que vale o que vale, ficam ofendidos quando exigimos o Março até ao final do mês.

Nem sei se ria se os penhore.


Já  disse várias vezes, o problema das pessoas feridas e loucas é que deixam de ter medo, porque fazer outra ferida nem vai doer, e porque os loucos acham que podem e conseguem tudo e estando uns dias em casa repus a minha saúde mental, mas a loucura está cá e nem estão a medir bem o monstro que despertaram em mim.

domingo, 6 de abril de 2014

Dia produtivo

Já dizia a minha avó: "Não há fome que não dê em fartura" e é verdade.

Andava cansada, só me apetecia dormir, ver tv ou sair com as minhas amigas, não andava com disposição para pessoas fora da minha zona de conforto, nem tão pouco para continuar a viver em stress.

Uns dias em casa e a pilha vai que carrega naturalmente, hoje acordei com uma energia positiva magnífica. Por isso limpei as janelas todas (a mais pequena foi a mais difícil de limpar, puta), lavei as paredes do corredor (sim, isto de ter um gato que faz parcour, significa ter as paredes de casa sempre em modo artístico), passei a ferro (tinha pouca roupa, mas tinha duas capas de edredon), limpei a casa de banho (a minha e a do gato), limpei o pó, aspirei, passei a esfregona.

Resumo, estou com umas dores nas costas que não posso. Mas estou com o castelo a brilhar, como eu gosto.
Quando limpava a janela da cozinha senti que as estúpidas das leggings estavam a descer e que devia ter a fisga de fora, não sei como olho para o lado de fora e está uma senhora no terraço a estender a roupa e a olhar para mim, por entre as frinchas da marquise. Eu acho que ela me viu o bum-bum e gostou. MEDO!

A meio da limpeza ia meter um meo kanal qualquer de música mexida e a box empanca, não responde, desligo, volto a ligar e nada, morreu, amanhã haverá uma nova, mas leva consigo gravações... Foqueofe.


sábado, 5 de abril de 2014

Sooooool

Para além de estar atolada em pensamentos... vários... Ainda por cima esta chuva não deixa uma pessoa se animar.

Oh Sol, volta, por favor, ouve-me, estou mesmo a precisar de ti. Estou a pedir com jeitinho, faz atenção.

Estou a sentir falta de fotossíntese.

Sinto falta de outras coisas, mas a vida é assim mesmo. Pelos visto anda numa de só tirar e não dar nada em volta.

Ao menos que venha o sol.

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Férias??

Não são férias mas avizinham-se dias de perna estendida. Todo o mal tem o seu bem associado, e apesar dos problemas estarem cá a moer-me a cabeça na mesma, ao menos dá sempre para relaxar um bocado.

Parte má: o raio da vizinha canta a esta hora... Canta? Desculpem-me, não canta, grita... Raios a partisse mais ao histerismo.


segunda-feira, 31 de março de 2014

Internem-me

Quando tudo isto acabar vou estar sem massa gorda e com os nervos todos esfrangalhados... 
Alguém morre de nervos? 
Se calhar não, daí não me deva preocupar muito. 
Mas têm sido dias a fio de faca na boca, à Rambo (sem músculos ou camisolas caveadas, que está um frio que não se pode nesta terra, e sem aquele suor todo), eu que odeio discutir tenho armado a badalhoca vezes sem conta. 
E perguntam-me: e tem valido a pena? 
Não, zero, está tudo na mesma, menos o meu sistema nervoso e o meu peso! 
Mas há-de valer, luto contra a valente merd* que conseguiram transformar o meu trabalho, e mesmo sabendo que o mais certo é acabar na filinha daquela cena verde e branca onde estão inscritas milhares de pessoas, agora a guerra está num ponto em que não tem retorno. Aguardemos os próximos capítulos...
Mas de uma coisa em tenho certeza: é f*dido não receber depois de ter cometido a loucura de viajar, fica-se com remorsos, com raiva e com desespero, com o cérebro todo comido e com a certeza que não se guarda a comida seca do gato no frigorífico!!!! 

quarta-feira, 26 de março de 2014

Estou viva

É só para dizer que estou por cá e mais cáustica que nunca, mas ando a processar a filha da truta desta falta de sorte que não me larga. 
Cansa não ter descanso, cansa ter sempre batalhas enormes, cansa perdê-las sempre, já toda rota e sem forças... 
Só me saem asneiras e praguejos que prefiro não destilar aqui. 
Vou ver se passa o azedum e já volto ;)  

domingo, 23 de março de 2014

Beber em serviço

A mim cheira-me que alguém se andou a divertir na secção das bebidas espirituosas antes de fazer o folheto do mini-mercado aqui da terra... 
Suspeito!!

terça-feira, 18 de março de 2014

O problema...



O problema dos loucos é deixarem de medir as consequências, é a determinada altura perderem o medo, o problema dos loucos é dizerem a verdade seja ela qual for, é não gostarem da mentira, o problema dos loucos é que são incómodos, é que fazem sombra, fazem frente, mas não fazem fretes. 


segunda-feira, 17 de março de 2014

Há dons e dons

E eu tenho o da invisibilidade: hoje chego ao trabalho e faço as honras do costume, nisto alguém que estava enfiada num buraco às escuras no escritório dos fundos, como as cobras no covíl, sai do buraco, passa por mim e eu "Bom dia vaca" (em vez de vaca disse o nome dela) e ela nem piu, nem miu nem put* que a pariu, passou a todo o gás e saiu porta fora.
Antes dela pisar o exterior, já eu estava a rir à gargalhada, não me controlei.

Tenho como prioridade de vida a boa educação que me transmitiram ao longo da minha existência, e em vez de ficar furiosa isto dá-me para rir, coitada, nem bom dia consegue dizer... Só porque não gostou que eu colocasse as cartas na mesa? Temos pena. Disse o que pensava, que a situação na empresa está uma porcaria e que a contratação dela devia ter servido para nos ajudar e muito pelo contrário, só derrapou ainda mais.
Verdade? Sim é verdade. E se alguém algum dia pensou que eu tivesse coragem de o dizer? Talvez não, mas disse, sem usar asneiras, sem dar socos na mesa e sem fazer peito a ninguém.

Agora acha mesmo que me castiga em não me dirigir a palavra, coitada, é uma triste!

E eu sou invisível! :D

quinta-feira, 13 de março de 2014

Foi o dia...

Andava a ameaçar: "um dia passo-me".
Pois é, esse dia já foi. Não foi bonito, nem meigo, mas já foi!
Espero que não tenha sido em vão. 

O regresso de 3 dias não podia ter corrido pior, agora aumentei o ódio de estimação de duas e espero não acabar numa valeta cortada às postas. :D

terça-feira, 11 de março de 2014

Cenas

Uma pessoa veste uma camisola de malha grossa, manga a três quartos, mas que tem um ligeiro brilho e ouve: "Vais sair à noite?"

Está bem!!

sexta-feira, 7 de março de 2014

Só me calham malucos


Hoje fui aos CTT levantar uma encomenda, estaciono o carro na berma da estrada, entro nos correios e quando estou a ser atendida, vejo a GNR a passar, e sai-me em voz alta: “Espero bem que não me multem”.
Responde o senhor: “Diga-lhes que o senhor dos correios não andava. [pausa] Ah pois não anda, porque trabalha sentado!” E ri-se, muito!

A isto se chama fazer a festa, lançar os foguetes e apanhar as canas.

segunda-feira, 3 de março de 2014

Carnaval

Ora desejo um bom Carnaval a todos.
É época do ano que não me diz nadinha. Piora porque apesar de ter direito ao dia, há eventos, logo, trabalho.
Mas ainda assim divirtam-se, que eu vou fazer o mesmo, não por ser Carnaval, mas porque quando me junto com as minhas amigas A. e S.M, seja onde for é sempre uma animação.


domingo, 2 de março de 2014

A digerir

Ainda estou a digerir a semana que passou, foi muita coisa!
Muito trabalho, funerais, más notícias, noites mal dormidas, a decisão da viagem, o aniversário de um dos meus piquenos, o medo das consequências de uma gestão desastrosa mesmo nas nossas barbas, ainda levar com os ácidos de gente mal formada e maluca.
Mas o pior, o que não me sai da cabeça e o que por mais que eu quisesse ignorar, não consigo, foi perceber que me subestimam, que duvidam muito da minha capacidade de fazer algo diferente e isso vir de alguém que eu não esperava! 
Sou assim: dou tudo, por todos... Até ao dia! 
Não gostei, nem nunca hei-de gostar que me façam menos do que sou, também não sou mais... Mas menos não sou de certeza e só o facto de duvidarem que eu sou capaz, já demonstra que faço sombra, mesmo sem saber! É pena, porque achava que a pessoa era minha amiga, das de verdade, mas as amigas não levantam falsas suspeitas, as amigas em primeiro falam connosco, as amigas não duvidam da tua inteligência, nem da tua capacidade de fazer algo...
Gostava de não levar a peito, gostava de não ficar diferente, mas esta merda não me sai da cabeça. 

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Dar sangue

Antes demais sou a pessoa mais mariquinhas do mundo e sou capaz, não dói, não nos faz falta e salvamos vidas, por isso recomendo a todos os que possam que o façam!
Esta semana lá fui eu dar sangue com umas amigas, de 5 só duas é que deram, eu e a S.

Vale a pena, vale muito a pena.

;)

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Loucuras

Numa altura em que a minha vida levou uma volta daquelas, em que dou por mim sempre só com amigos ou sozinha, sinto que se não arranjar manobras de diversão as coisas perdem a piada.
E o que são manobras de diversão?
Bem, para mim é trabalhar que me desunho, assim nem dá tempo para pensar muito.
Depois é fazer o que gosto e isso compensar tudo o resto, a falta de dinheiro e a chuva que apanho nos bigodes, o vento que me levanta a juba e a lama que me muda a cor das botas.
É passar o máximo de tempo possível com amigos, é tomar aquele chá ou café, é ir a casa da S.M, da C., da A. (quando ela está cá), da S. e passarmos momentos de conversa, risota e desabafos.
É ver as minhas séries de eleição enrolada numa manta com o gato a dormir sobre as minhas pernas.

Mas isto não chega, tenho saudades da família, e sinto que falta qualquer coisa que me faça vibrar a sério, por isso decidi que para me sentir viva, que isto tudo vale a pena e que eu mereço um mimo, vou saindo daqui de vez em quando.

Um misto de vontade de carregar baterias com loucura pura, mas o certo é que a ida a Milão me deu muito ânimo, sair daqui para ir visitar a família é ótimo, mas sair daqui para outro local, sem falar de problemas, sem recordar o passado e sem ter que falar do presente e projetar o futuro sabe mesmo bem.

Porque como passo algum tempo sozinha, o que mais faço é analisar o que se passou e pensar, pensar e pensar, e muitas vezes angustiar-me com o futuro. E mesmo sem querer, a família tem esse efeito do: "então e agora" e "o que vais fazer a seguir", "qual é o plano"... ?

E há momentos em que o único plano é não ter plano nenhum e uma escapadela é a cura de todos os males.

Por isso aqui vamos nós outra vez, numa saída que tenha tanto de low cost como de regeneradora.
E que o dinheiro gasto seja um investimento em bem-estar e felicidade.
Este ano será assim, de fugas, porque mereço e porque preciso.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Ter pena? Agora temos pena!

Esta semana, numa de boa pessoa, dizia eu a uma pessoa que a gaja que trabalha lá agora é um bocado despropositada e que já me fez algumas, mas ao fim-de-semana quando ela me diz para tomar café eu vou, porque tenho pena dela, porque ando sempre perto e porque a seguir vou continuar a trabalhar e não me custa nada fazer-lhe companhia.

OTÁRIAAAAAAA!!!!

Depois de já me ter dito e feito as coisas mais injustas, e mesmo assim eu ter pena da solidão dela, na quarta-feira voltou a falhar comigo, em grande. Odeio pessoas que se comprometem e falham. Graças ao universo tenho quem goste de mim e me safe sempre. Mas fiquei incrédula com a atitude do "sim, sim eu dou-te boleia", estar a 10 metros de mim, ignorar, desaparecer e depois nem atender o telefone.

Assinou a sentença de "solidão". É que a mim, felizmente não me faltam pessoas para um café, almoço ou dois dedos de conversa, por isso não preciso dela e quando me der a pena... Peço-vos que me esbofeteiem de forma violenta.

Temos pena, mas deixei de ter pena!!

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Histórias com Veet

Vou de me lembrar de uma história que aconteceu quando eu era "piquena" e depois dessa história descambou.

A S. diz-me ao telefone: "Vite, vite, vite", para eu me despachar. E digo eu no gozo: "Isso não é aquilo que tira os pelos?"
Não sei como veio-me à memória um episódio com o Veet.

A minha mãe, devia eu ter uns 5 anos, estava com veet nas pernas, de robe vestido, à espera que actuasse, é que a 20 e muitos anos aquilo não se podia fazer no duche, ela vai até à cozinha e vem o Maurício.
O Maurício era um gato, branco e preto, gordo, que viva no quintal, mas que podia entrar na cozinha, ao que entra e roça-se nas pernas com veet da minha mãe. Ela vai de gritar pelo gato e ele, oh caneco, vai de correr quintal a fora, e ninguém o apanhou.

Horas mais tarde o Maurício volta, mas não volta de qualquer forma, volta em grande estilo... depilado no lombo. Com uma falha de pelo notável.

Conclusão: O Maurício era um gato metrossexual!

Conto a história uma vez, duas vezes e à terceira o auditório também tinha uma história com veet.

E diz assim o moço: "Epá, tu não me fales em veet, uma vez lembrei-me de fazer a depilação com veet e ia morrendo".
E nós, mas como?
E ele conta tudo, mais do que estariamos preparadas para ouvir. Então o moço começou por depilar as pernas, deixa actuar os 5 minutos que diz nas instruções e os pelos lá na mesma. Decide alargar a desflorestação aos genitais e aí deixa 20 minutinhos, só para garantir a remoção dos pelos.
Eis se não quando, garantiu ainda a remoção de toda e qualquer pele nos tomates.

E a partir daqui foi de chorar a rir, o moço andou uma semana, sim, uma semana com as peles em carne viva, mete boxer, tira boxer e chora de dor. Uma agonia que resultou na colocação de folhas de eucalipto na tomatada, mas diz ele"folhas mas das tenrinhas".

Veet... a proporcionar gargalhadas uma noite inteira!